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Folha de S.Paulo

“Prêt-à-Porter 7” tem ensaio aberto hoje no CCSP

8.3.2005  |  por Valmir Santos

São Paulo, terça-feira, 08 de março de 2005

TEATRO 
Novo espetáculo do diretor Antunes Filho, com estréia prevista para abril, traz a múltipla Arieta Corrêa em dois quadros

VALMIR SANTOS
Da Reportagem Local

“Viver é belo e pavoroso”, diz o personagem algo kafkiano de Arieta Corrêa numa passagem do espetáculo “O Canto de Gregório”. Há cinco anos trabalhando no Centro de Pesquisa Teatral (CPT), do Sesc Consolação, sob o comando de Antunes Filho, a atriz de 27 anos, dez de profissão, também descobriu no ato criativo “essa verdade tão intensa”.

Haja fôlego para metamorfoses. Além do papel-título em “O Canto de Gregório”, ela pode ser vista em cartaz em “Prêt-à-Porter 6”.

Está no elenco de “Foi Carmen”, que tem pré-estréia no dia 16 na abertura do Festival de Teatro de Curitiba, incursão de Antunes pelo teatro-dança. Ainda em paralelo, há um ano ensaia “Antígona”, de Sófocles, a próxima tragédia do diretor, talvez para este semestre.

Hoje, no Centro Cultural SP, em ensaio aberto de “Prêt-à-Porter 7”, vive, numa cena, a mulher que ancora desilusões e, noutra, a garota que tateia o amor em encontro mediado pela internet.

Variações bem casadas para este Dia Internacional da Mulher, razão de Antunes topar o deslocamento do sétimo tento de “Prêt-à-Porter” (do CPT para o CCSP), ciclo nascido em 1997 com desejo de “criar um campo de ação onde o ator passa a ser um criador”.

“Prêt-à-Porter 7”, que deve estrear em abril no CPT, começa com a cena “Castelos de Areia”, criada por Juliana Galdino e Corrêa. Trata do reencontro de duas amigas de infância, após dez anos.

O quadro seguinte é “Chuva Cai e Bambu Dorme”, de e com os atores Emerson Danesi e Nara Chaib. Aqui, o encontro é ponto de partida literal. O floricultor e a jovem estudante de artes plásticas, que vai para a Europa, não conseguem conter os sentimentos que sempre os uniram.

Corrêa retorna na última parte, agora para contracenar com Marcelo Szpektor em “A Garota da Internet”. Um encontro como ponto de chegada. O relacionamento virtual flerta com a realidade.

“Não tem uma receita. A gente passa por “lugares” que posso resumir como o caos. O processo demanda muita solidão. Às vezes escrevemos como num escarro e temos que tirar possibilidades cênicas daquilo”, diz Corrêa, paulista de Bauru. Na hora do almoço de domingo passado, falava mansamente ao telefone, poupando a voz para outra peça dali a horas.



Prêt-à-Porter 7
Onde:
CCSP (r. Vergueiro, 1.000, Paraíso, SP, tel. 0/xx/11/3277-3611) 
Quando: hoje, às 19h e às 21h 
Quanto: entrada franca (retirar ingressos com antecedência)

Valmir Santos

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