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Folha de S.Paulo

Em encontro em SP, filósofo belga discute teatro coletivo

23.11.2006  |  por Valmir Santos

São Paulo, quinta-feira, 23 de novembro de 2006

TEATRO

VALMIR SANTOS
Da Reportagem Local 

Na França, existem hoje cerca de 1.600 companhias teatrais em atividade. Contam-se nos dedos aquelas que se aproximam do que, no Brasil, dos anos 90 para cá, se afirma como uma cultura de teatro de grupo.

Quem dá notícias da cena contemporânea daquele país de tradição secular nos palcos é o filósofo e ensaísta belgo-francês Bruno Tackels, 40.

Tackels participou em São Paulo do Próximo Ato, encontro ocorrido no último final de semana (realização do Itaú Cultural em parceria com representações da Alemanha, Espanha, França e Reino Unido).

“Nos anos 80, floresceram vários grupos, mas a maioria não é exatamente independente, pois depende de dinheiro para criar co-produções nos espaços públicos que ocupam. Isso não torna possível o trabalho coletivo e contínuo”, disse Tackels durante sua estada.

Durante quatro dias de encontro, mergulhou-se em questões relativas às especificidades do teatro de grupo. Por exemplo, quanto ao modo de produção, o processo de criação compartilhada do espetáculo ou do texto e a mobilização por políticas públicas.

“O coletivo constrói sempre o seu próprio texto, busca novas linguagens e estruturas para contar sua história (…) Ele [coletivo] é a essência do teatro, seja ele épico ou trágico. Mesmo um monólogo é coletivo, se dirige a alguém, ao outro. O coletivo é entendido como o desdobramento do ator para o público e deste para a cidade. Na Grécia Antiga, o coro nasceu como representação da cidade”, completou o filósofo. 

Valmir Santos

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