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Folha de S.Paulo

Peça “Vento Forte” revê o jovem poeta Zé Celso

7.3.2008  |  por Valmir Santos

São Paulo, sexta-feira, 07 de março de 2008

TEATRO 

Reestréia do espetáculo biográfico do diretor comemora 50 anos do Oficina
 

Para celebrar seu jubileu, o Oficina lança DVDs com montagens de “Boca de Ouro”, “Bacantes” e as 5 peças do ciclo “Os Sertões”

VALMIR SANTOS
Da Reportagem Local 

José Celso Martinez Corrêa, 70, considera “Vento Forte Para um Papagaio Subir” seu segundo nascimento como artista, em 1958, porta de entrada para o teatro. O primeiro foi em 1937, quando dona Lina, Angelina Martinez Corrêa, deu à luz. 

A peça de fundo biográfico, que estréia hoje no Oficina, acessa as raízes que o ator, diretor e dramaturgo Zé Celso fincou no teatro brasileiro. Foi com “Vento Forte…”, levada em conjunto com “A Ponte”, de Carlos Queiroz Telles, que o grupo Oficina iniciou sua história em 1958. A peça do jovem poeta Zé Celso, que o decano abraça com as novas gerações de artistas do coletivo no Bexiga, abre as celebrações do 50º ano do Oficina, o jubileu. 

Entre memórias pessoais e públicas, relativas à cidade de Araraquara (SP), onde o autor nasceu, o texto narra aventuras de João Ignácio, o alter ego de Zé Celso, vivido por Lucas Weglinsk. Na fictícia Bandeirantes, enfrenta atrasos de toda ordem, e até tempestade, para tornar sonhos em realidade. 

Os amigos Ricardo (Guilherme Calzavara), Lucinha (Ana Guilhermina), a atriz-enfermeira Maria das Dores (Sylvia Prado) e a presença simbólica da Mãe (Vera Barreto Leite) são figuras com as quais o jovem contracena em sua utopia, em meio a um Zé Celso que ora toca ao piano, ora interage como testemunha viva e ativa da própria obra coletiva. 

Entre as atividades previstas ao longo de um 2008 de “eterno retorno”, estão uma homenagem ao “Manifesto Antropofágico”, de Oswald de Andrade, e lançamentos de DVDs das montagens das peças como “Boca de Ouro” e as cinco encenações do ciclo “Os Sertões”.



Peça: Vento forte para um papagaio subir 
Onde: teatro Oficina (r. Jaceguai, 520, tel. 0/xx/11/3106-2818) 
Quando: estréia hoje, às 22h; temporada sáb. e dom., às 19h; até 27/4 
Quanto: R$ 20
 

Valmir Santos

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