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Nota

Fernanda Maia une Martins Pena e Chiquinha Gonzaga

10.5.2014  |  por Teatrojornal

O musical Judas em sábado de aleluia vai na contramão das superproduções do gênero importadas e se propõe a levar à cena uma brasilidade genuína unindo a dramaturgia do primeiro comediógrafo do país, o diplomata carioca Luís Carlos Martins Pena, cujo bicentenário de nascimento será lembrado em 2015, e as músicas da compositora e maestrina também carioca Francisca Edwiges Neves Gonzaga, a Chiquinha Gonzaga (1847-1935).

A concepção é defendida pela atriz e musicista Fernanda Maia, codiretora do espetáculo ao lado de Zé Henrique de Paula, ambos do Núcleo Experimental, correalizador dessa nova produção com o Teatro do Bardo. Maia é reconhecida por criações ousadas em (As troianas – Vozes da guerra), com seu grupo, ou Lamartine Babo, com o Grupo Macunaíma/CPT, de Antunes Filho.

Em Judas em sábado de aleluia ela intenta “encontrar um jeito próprio, brasileiro, de fazer teatro musical”. O espetáculo está em cartaz até o início de junho no teatro distrital Alfredo Mesquita, na zona norte de São Paulo.

Atores no infantojuvenil do Teatro do Bando/Núcleo ExperimentalSem créditos

Intérpretes dos núcleos do Bardo e Experimental

Na obra, um capitão da Guarda Nacional recebe dinheiro dos soldados para dispensá-los do serviço; um cabo e seu amigo distribuem dinheiro falso na praça. “Questionar estes procedimentos, vistos como pequenos desvios de conduta, é reconhecer nossa responsabilidade de cidadãos sobre a vida do país”, diz Maia.

O referido soldado da Guarda Nacional toma o lugar do boneco que será malhado como Judas no sábado de Aleluia e, assim disfarçado, descobre todas as falcatruas dos outros personagens da trama. O musical, portanto, pretende tratar o tema “corrupção” com muita leveza, proporcionando ao espectador a reflexão através do riso e atraindo todos os públicos, principalmente as crianças, que se envolvem com as músicas, o cenário e os figurinos de época: “As crianças se sentem, por um momento, mais espertas do que os personagens, porque sabem quais as tramas de que eles são vítimas.”

Entre as dez canções de Chiquinha Gonzaga incorporadas ao enredo cômico estão Menina faceira, Não venhas, Lua branca e Forrobodó. Todas em ritmo de chorinho, com arranjos especialmente criados para a peça e interpretadas ao vivo pelo elenco sob acompanhamento de piano, percussão e clarineta.

Em 2011 Fernanda Maia também escreveu e dirigiu o infantil Canção de amor em Rosa, celebração à obra de um terceiro artista carioca de proa, Noel de Medeiros Rosa (1910-1937).

Serviço:
Onde: Teatro Alfredo Mesquita (Avenida Santos Dumont, 1.770, Santana, tel. 11 2221-36-57).
Quando: Sábado e domingo, às 16h. Até 1º/6.
Quanto: R$ 10
Faixa etária: a partir de sete anos

Ficha técnica:
Texto: Martins Penna
Músicas: Chiquinha Gonzaga
Direção: Fernanda Maia e Zé Henrique de Paula
Com: Thiago Carreira, Priscilla Oliva, Luciana Ramanzini, Tony Germano, Thiago Ledier e Aretê Bellar
Músicos: Fernanda Maia (piano), Beto Sodré/Maria Carolina (percussão) e Flávio Rubens (clarineta)
Direção musical e preparação vocal: Fernanda Maia
Cenário e figurinos: Zé Henrique de Paula
Assistente de cenografia e figurinos: Cy Teixeira
Iluminação: Fran Barros
Coreografia: Einat Fabel
Produção: Claudia Miranda
Produção executiva: Tony Germano
Assistente de produção: Priscilla Oliva
Assessoria de imprensa: Amanda Cotrim
Projeto Gráfico: Laerte Késsimos
Video: Léo Bertero
Fotos: Ronaldo Gutierrez
Realização: Teatro do Bardo e Núcleo Experimental

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