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Nota

Funarte publica ‘Teatro seleto’ do dramaturgo Chico de Assis

15.9.2014  |  por Teatrojornal

O mesmo espaço cênico do Teatro de Arena em que o paulista Chico de Assis, 80, colaborou para afirmar a dramaturgia brasileira nos idos da década de 1960, ao lado da geração de Vianinha, Boal, Guarnieri e outros criadores abriga na segunda-feira, 15/9, lançamento de dois volumes com textos de sua lavra. Teatro seleto – Chico de Assis é uma publicação da Fundação Nacional de Artes (Funarte), que também administra o edifício histórico rebatizado Teatro de Arena Eugênio Kusnet, na região central de São Paulo.

Francisco de Assis Pereira iniciou a carreira como ator de rádio em 1953. Dois anos depois, quis conhecer o novo meio de comunicação que chegava ao Brasil e tornou-se cameraman, na Tupi e na Record.

Nestes 60 anos de trabalho, Chico de Assis tem sido ator, dramaturgo, compositor e diretor. Mais do que isso, é formador de novos autores teatrais, por meio dos Seminários de Dramaturgia do Arena (Semda), que criou em 1989 a convite do diretor Fauzi Arap, para o projeto Tarô dos Ventos.

Capa dos volumes de ‘Teatro seleto – Chico de Assis’

O dramaturgo entrou para o Teatro de Arena em 1958, e neste mesmo ano integrou o elenco de A mulher do outro, de Sydney Howard, com direção de Augusto Boal, e de Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri, dirigido por José Renato – fundador e diretor daquele teatro. Em 1959, atuou em Gente como a gente, de Roberto Freire, e em Chapetuba futebol clube, de Oduvaldo Vianna Filho. José Renato voltaria a dirigir esta última peça em 2008, na reabertura do Arena após uma extensa reforma.

Assis foi um dos fundadores do 1º Seminário de Dramaturgia do Teatro de Arena, que marca a história do teatro brasileiro com um movimento de aproximação à realidade popular e de valorização de autores nacionais. Neste contexto, ele escreve O testamento do cangaceiro, encenado em 1961 tendo Augusto Boal como diretor e Flávio Império como cenógrafo e figurinista; A aventura de Ripió Lacraia, dirigido por José Renato para o Teatro Nacional de Comédia (TNC), em 1963; e Farsa com cangaceiro truco e padre, estreia de Antonio Fagundes no Arena, em 1967. Em 1985, Fagundes remonta esse texto com a sua Companhia Estável de Repertório (CER), sob novo título: Xandú Quaresma.

Em 1970, Chico de Assis é dirigido por Ademar Guerra no elenco de Tom Paine, de Paul Foster. É também em 1970, “anos de chumbo” da ditadura militar, que a censura interdita seu texto O auto do burrinho de Belém. Dois anos depois, sua Missa Leiga, com produção de Ruth Escobar e direção de Ademar Guerra, é proibida de ser apresentada na Igreja da Consolação, como previsto, e acaba montada numa antiga fábrica.

Serviço:
Teatro seleto – Chico de Assis (Funarte, dois volumes)
Quando: Segunda-feira, 15/9, às 19h
Onde: Teatro de Arena Eugênio Kusnet (Rua Teodoro Baima, 94, Vila Buarque, Centro, São Paulo, tel. 11 3259-6409)
Quanto: R$ 30 cada volume. À venda na Livraria Mário de Andrade (Funarte RJ), a partir do dia 16/9. Encomendas para todo o Brasil, através do e-mail: livraria@funarte.gov.br.

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