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Espetáculos e leituras lembram obras e ideias de Fauzi Arap

2.12.2014  |  por Teatrojornal

Ao longo desta primeira quinzena de dezembro o Projeto Fauzi Arap ocupa o Teatro Popular do Sesi e o Espaço Mezanino, ambos no Centro Cultural Fiesp, em São Paulo, com montagens e leituras de peças do dramaturgo e diretor morto em 5 de dezembro de 2013, aos 75 anos.

A abertura aconteceu ontem (1º/12) com o espetáculo Chorinho, que Arap codirigiu com Marcos Loureiro e tem atuação de Denise Fraga e Cláudia Mello. A programação gratuita segue até dia 16, incluindo o solo Coisa de louco (9/12, às 20h), monólogo de Nilton Bicudo dirigido por Elias Andreato, e culminando na estréia de A graça do fim (15/12, às 20h), texto escrito no ano passado e também encenado por Andreato, tendo Bicudo contracenando com Cleiton Santos, sobre um velho doente em conversas com seu cuidador; a peça expõe o modo reflexivo e bem-humorado como Fauzi Arap lida com a ideia de morte. Na sequência, o espetáculo cumpre temporada de 30/1 a 22/2, de sexta a domingo, no próprio Espaço Mezanino.

Bicudo atua, lê e coidealiza Projeto Fauzi ArapSem créditos

Bicudo atua, lê e coidealiza Projeto Fauzi Arap

Estão agendas ainda leituras às terças-feiras, às 20h, abrindo hoje (2/12), com Às margens da Ipiranga (1988), direção de Aimar Labaki, reunindo parte do elenco original: Umberto Magnani, Marta Mellinger e Eric Nowinski, além dos convidados Thai Perez, Fabio Azevedo, Plinio Soares, Leonardo Oliveira, Paulo Ivo, seguida de bate-papo com elenco e direção.

No dia 8/12 é a vez de Mocinhos e bandidos (1979), com direção de Noemi Marinho e presença dos atores Bruna Lombardi, Carlos Alberto Riccelli, Walderez de Barros, Amilton Monteiro, Umberto Magnani e Walter Breda (só Breda não fez a montagem original), seguida de bate-papo.

Por fim, dia 16/12 será lida a peça O mundo é um moinho, direção de Mario Bortolotto e participação dos atores Ary França, Denise Fraga, Ligia Cortez, Fabio Nassar e Rodrigo Pandolfo. A obra condensa as principais ideias de Arap sobre o teatro e da evolução dessa arte desde a década de 1960 até os anos 2000. Após a leitura haverá debate mediado por Aimar Labaki.

O Projeto Fauzi Arap foi idealizado por Denise Fraga, Nilton Bicudo, Elias Andreato, o produtor José Maria e o sobrinho Fábio Atui, sob curadoria do dramaturgo e diretor Aimar Labaki.

A programação completa, aqui.

Fauzi Arap dirigido por Boal em 1966 em peça de Gógol

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