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Autoria

Gestor de cultura em Santa Catarina, crítico e dramaturgo. Escreve ocasionalmente para os jornais Notícias do Dia e Diário Catarinense. Participa regularmente de curadorias para mostras e festivais nacionais de artes cênicas. Publicou em 2014 o livro Pequenos monólogos para mulheres (Chiado Editora/Portugal), coletânea de textos teatrais curtos. Doutorando em teatro pela Udesc com pesquisa sobre crítica teatral brasileira.

Crítica

Foto: Cristiano Prim

A claustrofobia da dor

26 de abril 2017 |
por Afonso Nilson • Florianópolis

O bailarino Diogo Vaz Franco e a coreógrafa Elke Siedler, em sua pesquisa sobre a dor em Oscar Wilde, mais especificamente a partir do texto epistolar De profundis, nos trazem uma metáfora sobre o tempo e seu fluxo como referência ao sofrimento. Não há uma narrativa, não há um personagem, não há alusões ao período em que Wilde ficou preso por sodomia e “comportamento indecente” na conservadora Londres do final do século XIX. Mas há no espetáculo de dança contemporânea Recluso a dor em sua latência, em sua contínua expansão dentro do espaço Leia mais

Crítica

Foto: Bruno Ropelato

A fúria por um papel e o amor ao teatro

07 de outubro 2016 |
por Afonso Nilson • Florianópolis

A ambivalência entre o real e o ficcional é um dos motes para a encenação de Cena morta, da Persona Cia. de Teatro, de Florianópolis. Esse duplo lugar onde o que de início parecia ser recepção informal e o que é de fato encenado engendra um modo de ver que oscila entre o riso, a dúvida e o desconforto. Leia mais

Artigo

Foto: Roberto Ferreira

O que quer o público de teatro?

31 de agosto 2016 |
por Afonso Nilson • Florianópolis

Quem vive de fazer teatro sabe que a casa cheia tornou-se rara. Pensar quem é esse público que vai ou deixa de ir aos espetáculos é fundamental para saber até que ponto essa arte ainda é uma necessidade na vida das pessoas. Leia mais

Crítica

Foto: Marina Borck

Jogo urbano e crítico sobre o poder

12 de julho 2016 |
por Afonso Nilson • Florianópolis

O espetáculo Enfim um líder, do ERRO Grupo de Teatro, é uma intervenção urbana com três dias de duração. Começa quase invisível e acaba de maneira apoteótica. Leia mais

Artigo

Foto: Fabrício Porto

Diálogos interamericanos

07 de junho 2016 |
por Afonso Nilson • Florianópolis

O afastamento cultural entre o Brasil e os outros países da América Latina é bem maior do que a distância geográfica, principalmente quando se trata de acesso recíproco ao que se produz nos países do continente. Falando especificamente sobre publicações de dramaturgia, vertente que atinge um público bastante restrito, menor do que o de literaturas não dramáticas, como romances, teoria ou poesia, por exemplo, esse afastamento é ainda maior. Leia mais

Crítica

Foto: Cristiano Prim

Brecht, entre o recital e a bufonaria

16 de abril 2016 |
por Afonso Nilson • Florianópolis

Em tempos onde o fascismo se disfarça mais uma vez de legalidade arbitrária, lembrar Brecht e a força política de sua poesia é, no mínimo, oportuno. O espetáculo Récita – tudo aquilo que chama a atenção, atrai e prende olhar, com atuação e direção de Bárbara Biscaro, transita entre o recital (como o próprio nome pressupõe) e a bufonaria. Canções de Kurt Weill (1900-1950) e Bertolt Brecht (1898-1956) recebem um tratamento revestido de comicidade burlesca, jogos vocais e interpretação clownesca. Leia mais

Crítica

Foto: Cristiano Prim

‘Kassandra’ e o corpo enquanto mercadoria

18 de janeiro 2016 |
por Afonso Nilson • Florianópolis

O termo “casa de diversão adulta” parece um tanto quanto incomum quando o associamos à mitologia grega ou mesmo a um espetáculo teatral. Podemos, talvez, pensar que o concubinato forçado por que passaram as mulheres troianas ao serem consideradas espólio de guerra tenha algo de comércio sexual, mas está muito mais próximo a estupro institucionalizado. Se em As troianas, de Eurípedes,  Cassandra, a princesa vidente, filha de Hécuba, chora e prediz catástrofes como vingança por ter sido tomada como escrava junto com as mulheres de Tróia, em Kassandra, o espetáculo da Cia. La Vaca, com texto do franco-uruguaio Sergio Blanco, a personagem parece estar mais resignada à ideia de que seu corpo é uma mercadoria. Leia mais

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