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Autoria

Jornalista, crítica e doutora em artes cênicas pela USP. Coeditora do site Teatrojornal - Leituras de Cena. Durante 15 anos, de 1995 a 2010, trabalhou como repórter especializada em teatro e crítica no Caderno 2, o suplemento cultural do jornal O Estado de S.Paulo. Entre 2003 e 2008, foi comentarista de teatro na Rádio Eldorado. Realizou a cobertura de edições de festivais em cidades como Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte, Londrina, São José do Rio Preto e ainda de eventos internacionais como a Quadrienal de Praga: Espaço e Design Cênico (2007) e o Festival Internacional A. P. Tchéchov (Moscou, 2005). É autora do capítulo “Teatro da Vertigem e Grupo XIX” no livro Teatro paulistano século V: Encontros para um entendimento no século XXI (Ágora, 2006). Tem artigos publicados nas revistas Cult, Sala Preta, da ECA-USP, Subtexto, do Galpão Cine Horto e no livro Próximo ato: teatro de grupo, do Itaú Cultural. Foi jurada dos prêmios Governador do Estado de São Paulo, Shell e da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). É membro da Associação Internacional de Críticos de Teatro, AICT-IACT (www.aict-iatc.org), filiada à Unesco.

Crítica

Foto: Bob Sousa

Atos de liberdade crítica

14 de junho 2016 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Vive-se atualmente no Brasil um daqueles momentos históricos em que se torna plenamente possível compreender a força das narrativas socialmente compartilhadas para interferir na imaginação pública. Uma vez criadas, e bem difundidas, podem mudar os rumos da sociedade. Por outro lado, o momento também é propício para pensar como são moldadas tais construções simbólicas. Oferecer ao espectador a possibilidade de um exercício lúdico de aguçamento do espírito crítico sobre esses relatos é um dos principais atributos dos solos do ator Celso Frateschi, O grande inquisidor, e da atriz Denise Weinberg, O testamento de Maria. Leia mais

Crítica

Foto: Geovanna Gelan

Medo em territórios fora da lei

11 de abril 2016 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Intrínseca à linguagem do teatro desde sempre, a instabilidade entre artifício e realidade é cada vez mais tornada matéria de trabalho na cena contemporânea. Nessa vertente, claramente alinhada com as experimentações que vêm tomando os palcos nos últimos tempos, o diretor da Companhia de Teatro Heliópolis, Miguel Rocha, cria o espetáculo Medo como experiência de trânsito em um espaço labiríntico e difuso entre o falso e o verdadeiro.

Itinerante, a montagem-instalação com texto assinado por Gustavo Guimarães, e escrito em processo colaborativo, ocupa todos os cômodos e também o palco da Casa de Teatro Maria José de Carvalho, Leia mais

Crítica

Foto: Caio Nigro/MITsp

Acontecimento ou mais um evento?

16 de março 2016 |
por Beth Néspoli • São Paulo

O grupo suíço-alemão Rimini Protokoll, integrado pelos artistas Stefan Kaegi, Helgard Haug e Daniel Wetzel, atua numa vertente do teatro contemporâneo cujas criações se dão a partir de dispositivos que abrem um campo de desestabilização entre o ficcional e o real. Dispositivos, no panorama da cena, podem ser definidos como disparadores de sentido que se configuram como intervenções sobre uma geografia ou Leia mais

Reportagem

Foto: Sandro Silveira

Um rito para ver o sombrio

10 de março 2016 |
por Beth Néspoli • São Paulo

O teatro é momento de sofrimento, uma dor compartilhada.

Angélica Liddell

Por que alguém escolhe como matéria de sua arte algo que muito provavelmente provocará um sentimento agudo de horror nos receptores? Tal interrogação pode vir à mente dos (potenciais) espectadores de Hysterica passio, texto da espanhola Angélica Liddell que aborda o ressentimento provocado pela dor tão lancinante quanto socialmente invisível que é a da criança abusada e torturada pelos próprios pais. Leia mais

Crítica

Foto: Euripides Laskaridis

A (falta) de sentido da matéria

06 de março 2016 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Na abertura de Still life (Natureza morta), apresentado na programação da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, MITsp, há uma cena que pode ser considerada síntese do pensamento inspirador desse espetáculo. No palco, um homem com uma pedra nas mãos, sentado quase imóvel em uma cadeira, observa o movimento do público que se acomoda na plateia do teatro. Após soar o terceiro toque de campainha, Leia mais

Crítica

Foto: Mayra Azzi

Voo livre no mundo das fadas

04 de março 2016 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Fábulas têm origem no inconsciente coletivo e, ao mesmo tempo, atuam sobre o imaginário público. Nelas desejos e temores difusos são nomeados e, traduzidos em comportamentos, submetidos à normatividade de seu tempo. Quando adquirem formas potentes, permanece central a tensão entre as cores sombrias e as luminosas; se simplistas, o terror é apaziguado, e a lição moral predomina. A polaridade entre pulsões e sociabilidade assim como a linguagem lúdica característica dos contos de fadas se mantém na concepção de Cinderela que tem texto e direção do francês Jöel Pommerat Leia mais

Crítica

Foto: Frederico Chigança e equipe

Tessitura de tempos históricos

19 de dezembro 2015 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Do trio de solos trazidos pelo cearense Ricardo Guilherme à II Bienal Internacional de Teatro da USP, Ramadança é o mais arriscado. Trata-se de um experimento de hibridização de linguagens, como já indica a palavra dança embutida no título, e há ainda maior radicalização no que diz respeito à autoria. Leia mais

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