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Autoria

Natural de Recife. Graduou-se em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco e direito pela UFPE. Trabalhou no jornal Folha de S.Paulo (2010-2012), onde atuou como repórter de teatro e dança da revista sãopaulo. Foi setorista de teatro da revista Continente. Escreveu reportagens e críticas para o jornal Ponte Giratória, publicação editada durante o Festival Palco Giratório, realizado pelo Sesc Pernambuco. Tem a sorte de ser míope. Por isso, quando criança, era acomodada nos degraus do palco para ver os espetáculos. Assim, sempre chegava bem cedo, podia prestar atenção no antes e em tudo e descobriu-se, ou tornou-se, aficionada. Segue míope, não pode mais ocupar os degraus, mas senta nas primeiras filas. Até hoje, não sabe descrever a beleza do cheiro dos holofotes.

Crítica

Foto: Ana Araújo

A insurreição pelo deboche

22 de setembro 2016 |
por Clarissa Falbo • Recife

Transgredir é lembrar o que acontecia em um galpão de um bairro periférico entre Recife e Olinda em fins dos anos 1970. Um convite à insubordinação é rememorar que nesse local improvável um bando de travestis desafiava com escracho a ditadura e a moral da bem-comportada família brasileira. Puro luxo, o espetáculo mais vibrante da cidade, texto de Luís Augusto Reis e direção de Antonio Cadengue, revisita justamente o teatro do grupo Vivencial (1974-1983) e incita o exame de avanços e retrocessos políticos e estéticos ao longo das décadas. Leia mais

Crítica

Foto: Aline Macedo

Nós, a floresta

12 de agosto 2016 |
por Clarissa Falbo • Recife

Na nova encenação da Cia. Vértice, A floresta que anda, dirigida por Christiane Jatahy, de fato TUDO se move. Todos são mesmo obrigados a se mexer. Público, personagens presentes ou simbolizados, cenários. Até a atriz corporificada exala e ilustra movimento. Leia mais

Crítica

Foto: Divulgação/Angu

Enxerto amoroso

05 de julho 2016 |
por Clarissa Falbo • Recife

São 13 anos do Coletivo Angu de Teatro, cinco espetáculos no repertório e o propósito de apresentar autores pernambucanos na sedimentação de linguagem própria; dramaturgia e modus actuandi. Nossos ossos (2013), romance de Marcelino Freire por ele transposto para a partitura cênica, frente às solicitações do grupo, conforme o Marcelino fictício (André Brasileiro) esclarece no “prólogo”, trata de amor e da dureza do amor Leia mais

Crítica

Foto: Rogério Pontes

Ceronha esculpe Camille em seus temores

29 de janeiro 2014 |
por Clarissa Falbo • Recife

O que as loucuras e os medos de uma pessoa dizem sobre quem ela é? Os delírios de Camille Claudel (1864-1943), escultora francesa, aluna e amante de Auguste Rodin (1840-1917), abandonada pelo mestre e internada pelos parentes em um asilo, são a matéria-prima usada pela atriz Ceronha Pontes para esculpir os contornos da personagem. Leia mais

Crítica

Foto: Olga Wanderley/Cena Fotô

A miséria alegórica e protagonista

02 de agosto 2013 |
por Clarissa Falbo • Recife

A rua – e a assistência formada pelos que nela transitam, trabalham ou residem – não poderia ser local mais propício para abrigar um espetáculo sobre a miséria. Em contraste, porém, com a carência real das calçadas e das vias, a miséria, a fome e a morte são representadas como alegorias em A pereira da tia miséria. Leia mais

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