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Autoria

Professor do Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Brasília, jornalista, escritor e compositor. Entre 2001 e 2016, publicou Retratos de mulher (poesia; Varanda); Zé – peça em um ato, adaptação em verso do Woyzeck, de Büchner (É Realizações); o livro-CD Últimos – comédia musical (Perspectiva); Contos canhotos (LGE); A comicidade da desilusão: o humor nas tragédias cariocas de Nelson Rodrigues (ensaio; UnB/Ler); Com os séculos nos olhos: teatro musical e político no Brasil dos anos 1960 e 1970 (ensaio; Perspectiva) e A província dos diamantes: ensaios sobre teatro (Autêntica/Siglaviva). Autor das canções do CD De cor, da cantora Wilzy Carioca. Tem trabalhos nos jornais Correio Braziliense e O Globo e na revista Folhetim, entre outros. Na internet, colaborou, por exemplo, em Miscelânea, Moringa e Germina. Doutor em literatura brasileira pela UnB com tese sobre teatro musical.

Crítica

Foto: João Caldas

Com o traquejo de mestre Dias Gomes

16 de fevereiro 2017 |
por Fernando Marques • Brasília

Em São Paulo

O artigo que se segue vai correr um pouco em zigue-zague, mas garanto que não bebi nada, nem água. O propósito é o de falar sobre Roque Santeiro, comédia de Dias Gomes com direção de Débora Dubois e músicas de Zeca Baleiro, relacionando o espetáculo a seu entorno recente e, ainda, às décadas de 1960 e 1970. Esse período pródigo em musicais teve em Dias Gomes um de seus autores mais atuantes. Vamos? Leia mais

Artigo

Foto: Ricardo Gaspar

Gullar, poesia, teatro, pensamento

22 de dezembro 2016 |
por Fernando Marques • Brasília

Ao comentar a obra de Ferreira Gullar em artigo de 2004, falamos nas “alterações de rota sucessivas, no que se pode chamar de incoerência produtiva, dialética”. Essas mudanças de rumo ressaltam na trajetória do poeta, crítico de arte e literatura, cronista e dramaturgo José Ribamar Ferreira. Leia mais

Crítica

Foto: Emília Silberstein

A personagem vive

09 de setembro 2016 |
por Fernando Marques • Brasília

Antes de chegar a Trinta gatos e um cão envenenado, espetáculo mostrado recentemente em Brasília, que voltará em novembro, algumas reflexões vadias sobre teatro. Pode ser? Leia mais

Artigo

Foto: Acervo pessoal

Saudação a Sábato

02 de agosto 2016 |
por Fernando Marques • Brasília

Mineiro de Belo Horizonte que se mudou para o Rio de Janeiro em 1948, radicado em São Paulo desde 1953, jornalista, professor, autor de 18 livros, o crítico e historiador de teatro Sábato Magaldi (1927-2016) morreu a 14 de julho, aos 89 anos. Importa delinear sua figura, situando-a na paisagem das ideias. Mas devemos evitar o tom melancólico: trata-se de uma vida plenamente realizada. Há pessoas que a morte não dobra, e Sábato acha-se nesse caso. Leia mais

Resenha

Foto: Reprodução

A morte é fértil

20 de julho 2016 |
por Fernando Marques • Brasília

O sentido instável, múltiplo, das representações da morte na obra oceânica de William Shakespeare (1564-1616) é o assunto de Shakespeare’s dead (Shakespeare está morto), livro de Simon Palfrey e Emma Smith, professor de Literatura Inglesa e professora de Estudos Shakespearianos, ambos da Universidade de Oxford. Leia mais

Artigo

Foto: Theo Szczepanski

Da inexistência de Deus

17 de junho 2016 |
por Fernando Marques • Brasília

Pode-se dizer da literatura – a dramaturgia, a ficção, a poesia – o que Drummond disse do amor: a palavra literária, assim como o sentimento amoroso, “não consola nunca de núncaras”. Ela se destina a fazer perguntas, mais do que a oferecer respostas, conforme sabemos. O próprio ato de indagar, no entanto, revela-se alentador porque, mesmo sem soluções à vista, já é alguma coisa reconhecer e elaborar certos problemas essenciais.

Foi assim com o dramaturgo William Shakespeare (1564-1616), com o romancista Machado de Assis (1839-1908) e com o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), que lemos aqui em três de seus textos mais famosos e substantivos. Leia mais

Artigo

Foto: Miramax Films

A Guanabara de Gonzalo

14 de abril 2016 |
por Fernando Marques • Brasília

As relações entre o dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616) e o pensador francês Michel de Montaigne (1533-1592), autor dos Ensaios, evidenciam-se em passagem breve, mas significativa, da comédia A tempestade, uma das últimas obras de Shakespeare, datada de 1611.[i] Os dois escritores prefiguram uma consciência política moderna, com os valores éticos a ela associados. Leia mais

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