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Autoria

Jornalista, crítico e pesquisador do teatro pós-graduado em Artes pela Universidade de São Paulo (USP). Atual curador de teatro do Centro Cultural São Paulo (CCSP). Foi crítico do jornal Folha de S.Paulo e da revista Bravo! Dirigiu o Departamento de Teatros da Secretaria Municipal de Cultura/SP (2003/2004), onde gerenciou alguns dos principais programas artísticos da cidade, como o Formação de Público e o Programa Municipal de Fomento ao Teatro. Foi curador dos festivais de Curitiba, Recife e Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto. Por dez anos foi professor e coordenador pedagógico da Escola Livre de Teatro de Santo André e por oito jurado do Prêmio Shell/SP. Mantém estudos sobre dramaturgia e teatro brasileiro contemporâneo.

Artigo

Foto: Lenise Pinheiro

Crítica teatral : da organicidade à deriva

14 de junho 2016 |
por Kil Abreu • São Paulo

Parte II – A caminho do dissenso

Em artigo para a revista Bravo!, no final dos anos 90, o diretor e professor Sérgio de Carvalho sentenciava: “O processo de esvaziamento da crítica teatral na imprensa brasileira já dura mais de duas décadas. E esses que aí estão talvez constituam o nosso último grupo de críticos”.[1] Curiosamente, mais de quinze anos depois um crítico da geração atual, Diego Reis, salvo engano sustenta juízo aproximado, ao anunciar no resumo do seu ensaio, já neste ano de 2016: “Este ensaio tem por objetivo pensar o campo da crítica de arte nos últimos vinte anos. E, de modo especial, a crítica teatral diante do diagnóstico de esvaziamento e perda de força com que se depara, seja com a redução do espaço da crítica nos veículos de comunicação de massa, seja o lugar de estabilidade entre o cânone e o consenso que parece caracterizar os exercícios críticos recentes”.[2] Leia mais

Artigo

Foto: Casa FdE Sanca

Crítica teatral: da organicidade à deriva

17 de maio 2016 |
por Kil Abreu • São Paulo

Parte I – Esboço histórico

A contemplação da perda de uma força civilizatória não deixa de ser civilizatória a seu modo. Durante muito tempo tendemos a ver a inorganicidade, e a hipótese de sua superação, como um destino particular do Brasil. Agora ela e o naufrágio da hipótese superadora aparecem como o destino da maior parte da humanidade contemporânea, não sendo, nesse sentido, uma experiência secundária.[1]

Um fenômeno interessante e recorrente na história da crítica teatral no Brasil é a ideia de um esperado ou renovado surgimento do “verdadeiro” teatro brasileiro[2]. De José de Alencar a Décio de Almeida Prado, passando pelo projeto iniciado por Alcântara Machado nos anos 20 e 30, a crítica esteve sempre a atestar, de acordo com a visão em voga em cada época, o nascimento de um caminho novo e promissor Leia mais

Resenha

Foto: Jangada Films

Um teatro para o presente

02 de abril 2016 |
por Kil Abreu • São Paulo

Jogos para atores e não atores,  lançado pelas Edições Sesc e Cosac Naify, nos oferece o material mais completo entre todos os que foram reunidos por Augusto Boal sobre sua obra, desde que os apontamentos iniciais do que viria a ser o Teatro do Oprimido se deram, no exílio argentino, ainda nos anos 70. Dali em diante o autor criou um formidável repertório de técnicas e pensamento, testado dia após dia na própria prática cênica, boa parte dela experimentada junto ao povo Leia mais

Crítica

Foto: Kurt Van Der Elst

Variações em torno da “jazz-performance”

12 de março 2016 |
por Kil Abreu • São Paulo

‘Ele já tem a alma saturada de poesia, soul 
e rock’n’roll
As coisas migram e ele serve de farol’
(Caetano Veloso, O homem velho)

(para ler ao som de Round midnight)

Às  primeiras notas de An old Monk Mário Faustino já sopra, de um lado, ao meu ouvido: “a jusante a maré entrega tudo (…) a montante a maré apaga tudo”. Vou marcando, pé no chão, o andamento variado da cena. Leia mais

Crítica

Foto: Ayrton Valle

Asas sobre o exílio, em forma e pensamento

14 de novembro 2015 |
por Kil Abreu • São Paulo

Em São Luís

Ao assistir ao espetáculo da maranhense Pequena Companhia de Teatro e ao olhar o entorno onde ela se inspira, a impressão imediata é a de que a escolha dos materiais e as operações de linguagem sobre eles como que criam um parangolé dramático talhado à medida pra vesti-los. O conto de Gabriel Garcia Marquez (Um senhor muito velho com suas asas enormes) oferece o tecido, a matéria primeira, mas a montagem é fruto de motivos, modelos e técnicas intuídas pelo próprio grupo, de modo que mesmo estando lá, e bem assimilada, a narrativa original dá lugar a uma obra nova, em boa medida autônoma quanto aos seus argumentos. Leia mais

Crítica

Foto: Ayrton Valle

De Arthur ao besteirol: vias do cômico popular

13 de novembro 2015 |
por Kil Abreu • São Paulo

Em São Luís

Pão com ovo – A vingança de Zé Maria, espetáculo que abriu a X Semana de Teatro no Maranhão, é apresentado pela Santa Ignorância Cia. de Artes, de São Luís, como uma ‘comédia de costumes’. Mas, as peripécias vividas por Clarisse, Dijé e Zé Maria não seguem rigorosamente esta filiação, se o ponto de vista for o da estrutura dramatúrgica. Sobretudo porque a unidade de ação experimentada por um Martins Pena ou um Artur Azevedo não dialoga muito de perto com a forma livre da montagem. Leia mais

Crítica

Foto: Humberto Araujo

Misantropia ciberpoética

12 de setembro 2015 |
por Kil Abreu • São Paulo

Num ser tão no futuro que
Seu enigma estará
Inscrito
Num anel de prata.
Por uma feiticeira, a data.

(Cassiano Ricardo, Sortilégio, em Os sobreviventes)

Em São José dos Campos

O espetáculo de Rodrigo Fischer é um desconcerto. Leia mais

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