Menu

Assine nossa newsletter

Crítica

Reino Unido, Gana, Jamaica. No ano de 2016 o embarque de artistas em navio cargueiro retoma uma das rotas pelas quais europeus negociavam homens e mulheres negros e negras escravizados. E deles faziam o motor vivo do que chamaram “a” civilização. Selina Thompson colocou seu corpo em rumo, na mesma rota marítima que também é um cemitério dos que foram por muitos motivos descartados no caminho. Leia mais

Crítica

Suíte nº2, o espetáculo de abertura da MITsp, é uma rapsódia teatral nos vários sentidos referidos pelo teórico francês Jean-Pierre Sarrazac quando trata das recorrências formais na cena contemporânea. A rapsódia é, como na concepção antiga, uma narrativa épica, ou seja, que tem interesse na vida social; ou um fragmento de poema. E é, em uma direção também muito próxima ao espetáculo dirigido por Joris Lacoste, uma das formas mais livres da música, com arranjos que surgem das possibilidades de ordenação sonora em acordo com as circunstâncias, temas e influências do momento. Leia mais

Artigo

Vau da Sarapalha é espetáculo do Piollin Grupo de Teatro. Estreou em 1992 em João Pessoa (PB), fez carreira internacional e foi apresentado em mais de 40 cidades.  É considerada ainda hoje uma das montagens mais importantes quanto a uma aproximação possível do universo de Guimarães Rosa no contexto da cena contemporânea. Esta aproximação, no entanto, tem menos a ver com o respeito aos termos da literatura enquanto tal e mais com a transfiguração, em ato artístico autônomo, da narrativa roseana. Leia mais

Crítica

Ó doce irmã, o que você quer mais?
Eu já arranhei minha garganta toda
Atrás de alguma paz.
Agora, nada de machado e sândalo.
Você que traz o escândalo,
Irmã-luz
(Caetano Veloso, Escândalo)

 

Em Belo Horizonte

É sem dúvida um tempo novo. E é do olho do furacão, em uma época de notável violência contra o humano, que o palco brasileiro vai comportando as novas representações que os sujeitos sociais afirmam. A criação coletiva do grupo Rainha Kong para O bebê de tarlatana rosa, conto homônimo do carioca João do Rio (1881-1921), confirma esse raciocínio. Leia mais

Crítica

Acaso e construção

4.11.2016  |  por Kil Abreu

É na armadilha de uma estrutura artificial que a realidade do tema será aprisionada

 (Francis Bacon, em entrevista a David Sylvester)

 

Em Belo Horizonte

O espetáculo 19:45!, apresentado no Festival Estudantil de Teatro (FETO) é trabalho dos formandos do curso profissionalizante do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart) da Fundação Clóvis Salgado. A montagem tem dramaturgia e direção de Rita Clemente, que cumpre a função de artista convidada. Leia mais

Crítica Militante

Em Porto Alegre

Uma crítica específica para o teatro de rua/na rua/na cidade faz sentido? Em que medida as variadas formas do teatro e, neste caso, as diferentes maneiras de habitar espaços pede olhares e atitudes críticas diferenciadas? Que importância teriam estes repertórios e estes discursos específicos em um país no qual o Ministério da Cultura identifica os espaços do teatro contabilizando apenas as salas fechadas e desprezando os lugares públicos abertos em que ele acontece?

Estas, entre outras questões, foram colocadas em movimento durante a oitava edição do Festival Internacional de Teatro de Rua de Porto Alegre Leia mais

Crítica Militante

Luto e beleza

18.10.2016  |  por Kil Abreu

Kiko Marques reapresenta em Sínthia recursos formais experimentados no belo Cais ou Da indiferença das embarcações (2012). Ali já era perceptível a ambição que vai notabilizando o ator e diretor também como um dramaturgo importante na cena de São Paulo. Naquele espetáculo já se desenhava com rigor mais que razoável algumas coordenadas que talvez possam demarcar escolhas e características de estilo: Leia mais