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Autoria

Jornalista e crítica teatral, atuou como repórter e crítica de teatro do Caderno 2, do jornal O Estado de S.Paulo, com experiência na cobertura de festivais no Brasil e no exterior. Também escreveu na Folha de S.Paulo entre 2007 e 2010. Foi curadora de programas como o Circuito Cultural Paulista e membro do júri de prêmios como Prêmio Bravo! de Cultura, APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e Prêmio Governador do Estado de S.Paulo.

Crítica

Foto: Guo Muniz/Foco in Cena

No artificial, o real

19 de março 2017 |
por Maria Eugênia de Menezes • São Paulo

Os atores parecem manequins. E se portam como tal, com seus gestos endurecidos e artificiais. Na peça de Susanne Kennedy, Por que o Sr. R. enlouqueceu?, nada soa natural. É o estranhamento em grau máximo o que se ambiciona nesse trabalho da companhia alemã Münchner Kammerspiele. Um estranhamento que se dá a partir da banalidade da vida humana. Assistimos a diálogos desse protagonista, o Sr. R, com a família e os colegas de trabalho – falas desprovidas de significado, destinadas apenas a ocupar o vazio. Leia mais

Crítica

Foto: Marcos Frutig

A dor e a delícia

08 de novembro 2016 |
por Maria Eugênia de Menezes • São Paulo

A história costuma ser contada a partir do ponto de vista masculino. A história da civilização, do pensamento, das guerras. Esquecemos, muitas vezes, que as macro narrativas que nos acompanham não são neutras, sem gênero. Há um enunciador masculino, branco, vencedor por trás da maior parte dos discursos que reproduzimos. Nesse sentido, Um berço de pedra, obra de Newton Moreno, pode ser lida como uma tentativa de dar voz ao que costumamos alijar do mundo, de ir contra a preponderância do masculino na fabulação. Leia mais

Crítica

Foto: Lenise Pinheiro

Força e fragilidades do masculino

02 de novembro 2016 |
por Maria Eugênia de Menezes • São Paulo

Assistir a Homens nas cidades é deparar-se com um mundo em que o feminino não existe. Não são apenas as mulheres que estão de fora dessa peça escrita pelo britânico Chris Goode. É todo um modo de existir no mundo – e de ser – masculino que se descortina quando o espetáculo se inicia. Sob a direção de Francisco Medeiros, Laerte Mello interpreta o monólogo no qual toma o papel de um narrador e passeia por situações diversas. Leia mais

Crítica

Foto: Lenise Pinheiro

Uma questão de identidade

24 de setembro 2016 |
por Maria Eugênia de Menezes • São Paulo

A estreia de Cais ou da indiferença das embarcações, em 2012, teve ares de revelação. Debruçada sobre as gerações de uma mesma família, a peça veio evidenciar o cuidadoso trabalho da Velha Companhia e, sobretudo, chamar atenção para a escrita de Kiko Marques. Até então pouco conhecido, o dramaturgo surpreendia pela maneira como elegia o narrador da história, como emaranhava os pontos de vista, como entrelaçava morte e vida, memória e esquecimento. Em seu título mais recente, Sínthia, muitos dos traços presentes em Cais voltam a se manifestar. Especialmente, a capacidade de Marques de criar uma narrativa envolvente para o público. Leia mais

Crítica

Foto: Cacá Bernardes

A linguagem do mal-estar e do desejo

27 de agosto 2016 |
por Maria Eugênia de Menezes • São Paulo

Existe algo de premonitório na dramaturgia de Alexandre Dal Farra. Não se está a dizer que sua recente trilogia Abnegação adivinhe o futuro. Mas paira, por certo, a sensação de que o autor soube se conectar ao seu tempo: Deu concretude a questões e mal-estares ainda difusos, que só viriam a tomar corpo um pouco mais adiante. Leia mais

Crítica

Foto: Caio Gallucci

‘Fluxorama’, a ordem e o sentido das palavras

17 de agosto 2016 |
por Maria Eugênia de Menezes • São Paulo

Já se passou uma década desde sua estreia. Mas Jô Bilac continua a ser apresentado como um jovem e promissor dramaturgo carioca. E, não raras vezes, como herdeiro direto de Nelson Rodrigues, um enfant terrible, a emular o estilo e o humor do autor de Vestido de noiva. Fluxorama, obra atualmente em cartaz no Sesc Ipiranga e que já mereceu montagens anteriores, não vem para negar os rótulos que se colaram à persona de Bilac. Leia mais

Crítica

Foto: André Maceira

Entre rendas e bordados da memória

26 de julho 2016 |
por Maria Eugênia de Menezes • São Paulo

A morte é o traço mais evidente em Mamãe, espetáculo solo de Álamo Facó. Mas não necessariamente o predominante. Ao acercar-se de um episódio de conotação dramática – a perda abrupta da mãe – o ator erige uma obra contaminada por elementos verídicos. A narrativa apresentada dá conta de seu calvário pessoal: apenas cem dias separam o diagnóstico de um câncer cerebral do óbito materno. Não é, contudo, a recriação da experiência (ou mesmo sua transfiguração ficcional) o aspecto mais relevante da proposta. Leia mais

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