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Autoria

Doutoranda pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Mestra em Artes Cênicas e bacharela em Letras com habilitação em português e inglês pela USP. Desenvolve pesquisa sobre o trabalho teatral de Augusto Boal no período de exílio latino-americano, atuando principalmente nas áreas: estudos culturais, teoria crítica, história do teatro brasileiro e teatro político.

Resenha

Foto: Adailton Alves

Arte e realidade social em mutirão

10 de junho 2016 |
por Patricia Freitas • Santos/São Paulo

Precisamos desenvolver a sensibilidade histórica para que ela se torne um verdadeiro deleite sensual. Quando nossos teatros apresentam peças de outros períodos, eles gostam de aniquilar a distância, preencher as lacunas, minimizar as diferenças. Mas onde então fica o prazer derivado das comparações, da distância, da dissimilitude – que é, ao mesmo tempo, um prazer vindo daquilo que é próximo e próprio a nós mesmos?

Bertolt Brecht

“Inspirar movimentos de aproximação entre o teatro e aqueles que lutam por justiça social”: tal o objetivo do primeiro volume da coleção Cadernos de Teatro e Sociedade, editado pelo Laboratório de Teatro e Sociedade (LITS) em parceria com a editora Expressão Popular. O projeto do grupo de estudos e laboratório, encabeçado por pesquisadores e artistas da Universidade de São Paulo, teve como mote não só publicar algumas peças relativas ao momento de fértil “hegemonia cultural de esquerda”, mas recriá-las crítica e pictoricamente com base nas experiências cênicas daquele período.

Não à toa, o passo inicial envolveu a publicação de Mutirão em novo sol, obra escrita coletivamente, em 1961, por Nelson Xavier, Augusto Boal, Benedito Araújo, Hamilton Trevisan e Modesto Carone, que permanecia inédita até então. Leia mais

Resenha

Foto: Victor Knoll

Espectros do Teatro Jornal

24 de maio 2016 |
por Patricia Freitas • Santos/São Paulo

A arte só tem finalidade quando contribuiu para a evolução dos homens. Perdemos a fé nos homens. Temos de auxiliar a razão a reconquistar o seu direito. A arte não é uma fumaça, a arte serve para esclarecer e, talvez, para ‘transfigurar’ – mas muito cuidado!

Wolfgang Drews

Coisas de jornal no teatro, escrito pelo pesquisador Eduardo Campos Lima, consegue reunir a um só tempo o caráter informativo, necessário para a compreensão da forma Teatro Jornal, e uma análise que privilegia os saltos temporais, bem como as conexões históricas. Leia mais

Resenha

Foto: Jonathan McIntosh/Wikimedia Commons

A inconformação nos ‘Jogos’ de Boal

23 de novembro 2015 |
por Patricia Freitas • Santos/São Paulo

 Quando Dante andava por Verona, o povo o apontava e murmurava que ele estava no inferno. Teria ele podido, sem isto, descrever todos os seus tormentos? Ele não os tirou de sua imaginação, ele os viveu, sofreu, viu, sentiu. Ele estava verdadeiramente no inferno, a cidade dos condenados: ele estava no exílio.

Heinrich Heine

 Jogos para atores e não atores é, ao lado de O teatro do oprimido e outras poéticas políticas, o livro mais traduzido e reeditado de Augusto Boal. Leia mais

Crítica

Foto: Fabio Pagan

Metamorfoses de um diabo florentino

26 de outubro 2015 |
por Patricia Freitas • Santos/São Paulo

Primeiramente, o capitalismo é uma religião puramente cultual, talvez a mais extremamente cultual que já existiu. Nada nele tem significado que não esteja em relação imediata com o culto, ele não tem dogma específico nem teologia. O utilitarismo ganha, desse ponto de vista, sua coloração religiosa.

Walter Benjamin

A encenação de A mandrágora pelo Grupo Tapa abre um apanhado de questões pertinentes ao nosso tempo e lugar. Leia mais

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