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Crítica

O Grupo Redimunho de Investigação Teatral dedicou boa parte dos seus 14 anos a erguer espetáculos em casarões antigos da região central de São Paulo, sempre com um pé no sertão de João Guimarães Rosa. O escrutínio da obra literária e a pesquisa pelo interior mineiro nortearam as encenações realizadas entre cômodos ou quintais, tendo uma delas alcançado o espaço público por excelência, a rua. Leia mais

Crítica

Parece haver uma inclinação expedicionária nas etapas de produção, pesquisa e criação do espetáculo País clandestino, participante da 5ª MITsp. Seu ponto de partida foi um laboratório para diretores emergentes realizado em 2014 no Lincoln Center Theater, em Nova Iorque. Cinco desses, também dramaturgos e vindos de cinco países e dois continentes, encontraram afinidades para atuar e falar de suas diferenças Leia mais

Crítica

O branco é a cor predominante no espaço cênico das versões dos ex-combatentes do conflito entre argentinos e britânicos que Campo minado acolhe. Branco da página ou da tela preenchíveis pelas memórias impressas ou projetadas. Território no qual seis homens outrora beligerantes no front agora convivem, elaboram e recriam mutuamente suas histórias. O branco é também a acepção para o esquecimento súbito Leia mais

Artigo

“É preciso que a gente se diga na peça”. Foi com essa máxima que Cacá Carvalho estimulou os atores do Grupo Galpão ao trabalho de pesquisa nos primeiros ensaios de Partido (1999), convidado a dirigir a livre adaptação do romance O visconde partido ao meio, do cubano naturalizado italiano Ítalo Calvino (1923-1985). Leia mais

Entrevista

A crítica e ensaísta Mariangela Alves de Lima nasceu em São Paulo há 70 anos, no bairro central da Bela Vista. Por volta dos 6 anos os pais se mudaram para Piracicaba, no noroeste paulista, onde frequentou escola pública fundada em 1897 e então denominada Instituto de Educação Sud Mennucci, homenagem ao professor, jornalista e crítico literário formado no mesmo estabelecimento. Aos 17, ela fez o trajeto de volta para cursar jornalismo na Escola de Comunicações e Artes, a ECA, da Universidade de São Paulo, também pública. Na metade do caminho migrou para a graduação em teatro com foco em teoria e margem para a prática da crítica – equivalente hoje ao Departamento de Artes Cênicas, o CAC. Leia mais

Reportagem

Uma dor assim pungente

27.10.2017  |  por Valmir Santos

Narrador de 12 anos sai de casa para comprar pão, na periferia leste da cidade, sofre abordagem abusiva de um policial e empreende fuga com fortes tintas de realismo fantástico.  No centro, travestis e prostitutas são igualmente vítimas de perseguição durante a ditadura civil-militar em entrecho documental que não desbotou. Vide o que se passa noutra geografia mais difusa, onde homens e mulheres soam exasperados nos lugares de fala e discursos intolerantes.

As três peças selecionadas no edital da IV Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos, iniciativa do Centro Cultural São Paulo, pintam uma realidade cortante por meio das formas de violência – as dores físicas e morais – que traumatizam as relações interpessoais e sociopolíticas nos dias de hoje. Leia mais

Crítica

Diante da remontagem de Bispo (2001), solo do ator João Miguel, é possível raciocinar segundo o artista e pensador francês Antonin Artaud (1896-1948): “Tenho uma única preocupação: refazer-me!”.

A “refazenda” do também diretor baiano com a criação que o projetou nacionalmente mostra-se relevante por causa do percurso que esse artista inscreve nas entranhas da obra exibida pela primeira vez no início deste século, sob codramaturgia e codireção de Edgard Navarro, o inventivo cineasta conterrâneo (Eu me lembro, 2005). Leia mais