Representação brasileira premiada em Praga

escrito por vals em junho 21, 2011

Cena do espetáculo do Teatro da Vertigem destacado em Praga

O Brasil recebeu nesta segunda-feira, 20, a Triga de Ouro, a distinção mais importante da Quadrienal de Praga: Espaço e Design Cênico, a PQ11, que se estende até dia 26 na capital da República Tcheca. É a segunda vez que o país é premiado como a melhor representação. A primeira foi em 1995. A Triga de Ouro é uma estatueta que simboliza uma carruagem romana puxada por três cavalos.

Realizada a cada quatro anos no país do leste europeu, a PQ constitui evento internacional de proa em sua área. Reúne trabalhos contemporâneos numa variedade de disciplinas e gêneros do design da performance. São figurinos, palco, espaços não-convencionais, iluminação, sonoplastia, e arquitetura teatral para dança, ópera, teatro, site specific, performances multimidiáticas, artes performáticas, etc.

Além da premiação máxima, a peça BR-3, que o grupo Teatro da Vertigem montou em 2006 em trechos do leito e das margens do Rio Tietê, em São Paulo, sob direção de Antônio Araújo, foi considerada a melhor produção mundial nos últimos cinco anos por inovar no uso e na ressignificação do espaço da cidade com perspectiva cênica.

A Quadrienal de Praga nasceu em 1967, estimulada pelo intercâmbio com a Bienal Internacional de São Paulo, como anotei em reportagem para a Folha em 1999.

No início dos anos 60, a mostra paulista anexava uma exposição cenográfica e recebia artistas plásticos estrangeiros. Um destes criadores foi o tcheco Joseph Svoboda, nome que depois iria influenciar vários cenógrafos por aqui.

O Brasil é presença cativa desde o início – só não participou da edição de 1983. Já expuseram em Praga, por exemplo, o arquiteto Fábio Penteado e os cenógrafos Flávio Império, Helio Eichbauer, Gianni Ratto, José de Anchieta, Daniela Thomas e J.C. Serroni.

Na edição de 1971, Eichbauer ganhou medalha de ouro pelo trabalho de cenografia exposto. Na mostra de 1995, Anchieta, Daniela e Serroni integravam a equipe contemplada com a Triga de Ouro pelo conjunto de seus trabalhos.

A representação ora vencedora é composta de quatro mostras: a nacional, a de figurinos, a de arquitetura e a das escolas. A primeira seleção foi subdividida nas chaves da memória (compreendendo cenografias, figurinos, direção de arte e demais elementos dos projetos As centenárias, Memória da cana, Hoje é dia de Maria, A farsa da boa preguiça, A chegada de Lampião no inferno, Sonhos para vestir, Fábulas dançadas de Leonardo da Vinci e Retratos pintados); dos lugares (BR-3, Projeto Barafonda, O santo guerreiro e o herói desajustado, Arrufos e O perfeito cozinheiro das almas deste mundo); da ação (Projeto coleções, Exercício nº 2: formas breves, Mistério-Bufo, Vale 1 real e Enquadro); e da transposição (OsGêmeos, Romeu e julieta, Clowns de Shakespeare, Caixa de Imagens, Coletivo Laborg e Lux).

Os artistas participantes desse time são: Analu Prestes, Antônio Araújo, Bia Lessa, Camila Toledo, Carlos Alberto Nunes, Cris Bierrenbach, Daniele Geammal, Doris Rollemberg, Fernando Mello da Costa, Flavio Graff, Gabriel Villela, Guga Ferraz, Hélio Leites, João Irênio, Jorge Fonseca, Julio Dojcsar, Lia Renha, Luciana Buarque, Marcelo Andrade, Marta Jourdan, Mauro Leite, Miguel Vellinho, Newton Moreno, Ney Madeira, OsGêmeos, Pedro Bernardes, Raul Mourão, Renato Bolelli Rebouças, Rodrigo Cohen, Rostand Albuquerque, Samuel Abrantes, Fernando Sato, Sérgio Marimba, Silvana Marcondes e Valéria Martins, além dos coletivos Caixa de Imagens, Companhia Os Fofos Encenam, Companhia Pequod Teatro de Animação, Companhia São Jorge de Variedades, Clowns de Shakespeare, Coletivo Casadalapa, Coletivo Laborg, Grupo XIX de Teatro, Intrépida Trupe e Teatro da Vertigem.



O site da representação brasileira


O site oficial da PQ11, em inglês



Grassi segura à esquerda estatueta com equipe brasileira na premiação

















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