Musicômicos

escrito por vals em 23 de novembro de 2010 – 12:17 -

O quinteto da cearense Dona Zefinha, responsável pelo agito sonoro e cômico de O circo sem teto... - foto: Divulgação

Em sua experiência com teatro para criança, a banda Dona Zefinha, de Fortaleza, une a vocação performática que lhe deu reconhecimento no palco à máscara universal do palhaço. A música rouba a cena, naturalmente, e libera os atores/cantores/tocadores para conciliar instrumento e voz com o espírito mambembe do artista popular centrado na expressão física – mínima que seja, no caso. O título enuncia uma imagem tão improvável quanto atraente: O circo sem teto da lona furada dos bufões. Piada pronta ao quadrado quando a sessão do espetáculo é agendada para uma casa de 150 anos, de feições neoclássicas, caso do Teatro de Santa Isabel. E o quinteto, no entanto, supera a distância do palco frontal, encolhe a vastidão das frisas nas alturas e ganha sua plateia para uma relação mais entrosada do que a arquitetura supunha. Read more »

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Fenart – Algo de triste no porto seguro da alegria

escrito por vals em 31 de maio de 2010 – 18:52 -

O artista popular enseja um pouco daqueles versos de Vinicius de Moraes: plasma alguma coisa de triste no porto seguro da sua alegria. Na embolada ou no cordel, por exemplo, cabem dolências. No circo, a figura do palhaço costuma ser o fiel da balança. Quando não está lá, ao intérprete de rosto lavado resta não cair no maniqueísmo fácil. O ator Chico Oliveira assume esse desafio em Incelência, o espetáculo solo no qual atua sem maquiagem ou nariz-vermelho, imerso em referências da cultura e da crença populares. Margem também para o universo do picadeiro sem lona, a banca que o artista monta em praças para compartir suas histórias desde os tempos medievais da humanidade. Read more »

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Fenart – Carta aberta ao palhaço Pirulito

escrito por vals em 29 de maio de 2010 – 8:13 -

O palhaço Pirulito por Ismar Pompeu, da Trupe de Teatro e Circo Pirulito >> Foto: Divulgação

Prezado Pirulito, saudações cênicas,
Foi bom ver o circo contemplado na programação do Fenart. Essas artes têm muito em comum, palco e picadeiro se emendam. E sua Trupe de Teatro e Circo Pirulito indica beber dessa tradição. Pena que o espetáculo Um, dois, três… conto outra vez não faz jus ao conceito de pesquisa que vocês anunciam no final. Pesquisa, com “P”, não daria em apresentação tão mediana e gratuita em algumas soluções, como a de cuspir água sobre mãe com criança no colo. À figura do palhaço não cabe regras, esse homem-bomba do riso, como diria Hugo Possolo, o Tililingo dos Parlapatões, Patifes & Paspalhões. Mas bom senso na relação com o público mirim é o mínimo que se espera do artista. Read more »

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Palco e circo se emendam

escrito por vals em 26 de maio de 2010 – 14:10 -

Escrevi um artigo para o jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, em que rememorei um pouco a adolescência e os circos montados no campinho de futebol então vizinho de casa, em São Miguel, zona leste de São Paulo. Saiu no Caderno G de domingo passado, uma edição especial bacana dedicada ao circo hoje. Começa assim:


O menino conta 14 ou 15 anos. Ele se equilibra com cuidado sobre as tabuazinhas de madeira da arquibancada. Carrega a bandeja de sagu, de pipoca ou de maçã do amor. A guloseima varia conforme a noite. Luta de telequete, com Ted Boy Marino, Fantomas e outros lutadores que desfilam à tarde na carroceria do caminhão, mascarados a caráter, para anunciar pelo megafone a sessão noturna. Às vezes, o circo recebe Os Trapalhões, com Mussum, Dedé e Zacarias – Didi nunca aparece. E há, claro, as atrações fixas, o número de reprise com palhaços, os malabaristas, o globo da morte cuja moto zune em nossos ouvidos. (…)


Leia o texto completo aqui.

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