A demissão de Mariangela Alves de Lima, 40 anos de crítica

escrito por vals em 11 de dezembro de 2011 – 19:02 -

A crítica Mariangela Alves de Lima, 40 anos de ofício em O Estado de S.Paulo, foi demitida na última sexta-feira. Choca a decisão administrativa do jornal: desligar a pensadora que inscreveu seu nome na história contemporânea do matutino e do teatro brasileiro sem que tal memória fosse ponderada. Read more »

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Para Antônio Araújo, Ostermeier traz Ibsen ao século XXI

escrito por vals em 20 de abril de 2011 – 11:23 -

Cena de Os espectros, direção de Ostermeier que Araújo comenta

Recém-concluído o período de workshops para o novo espetáculo do Teatro da Vertigem, que investiga o universo multicultural do bairro do Bom Retiro, em São Paulo – o escritor Joca Reiner Terron se debruça sobre uma primeira versão da dramaturgia até junho -, o diretor Antônio Araújo passa este abril e parte de maio na Universidade de Amsterdã, onde ministra um curso de oito semanas sobre Performance Urbana num programa de mestrado internacional. Ele aproveita a estada na capital holandesa para ir ao teatro. No último final de semana, foi ao espaço do Toneelgroep Amsterdam para conferir o terceiro Ibsen por Ostermeier em seu currículo de espectador. Os espectros, em cartaz até o final deste mês, vem somar-se à memória de Nora (2002), a versão do diretor alemão para Casa de Bonecas, e de Hedda Gabler (2005). Read more »

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Curitiba – Preferiria não? – Por Margie Rauen

escrito por vals em 4 de abril de 2011 – 12:44 -

A atriz Denise Stoklos relê a obra de Melville

O texto a seguir é uma colaboração da criadora e pesquisadora Margie Gandara Rauen para o Teatrojornal. Ela acompanha a carreira de Denise Stoklos desde Um fax para Colombo (1992). Entre 2007 e 2009, coordenou um projeto de pesquisa e iniciação científica baseado na obra da atriz e integrado ao curso de Arte Educação da Universidade Estadual do Centro-Oeste/UNICENTRO, onde leciona e encabeça o Grupo de Pesquisa em Artes no campus de Guarapuava, a cerca de 250 quilômetros de Curitiba. Rauen também é diretora cênica, dramaturga e tradutora. Dois anos atrás, organizou o livro A interatividade, o controle da cena e o público como agente compositor, lançado pela editora da UFBA. Em tempo: não consegui assistir a Preferiria não? no festival.

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Ileana e Miguel

escrito por vals em 4 de dezembro de 2010 – 16:36 -

Ileana Diéguez, pesquisadora da Universidad Autónoma Metropolitana, no México, que esteve em Porto Alegre - foto: UAM/Divulgação


Miguel Rubio Zapata, diretor e dramaturgo cofundador do Grupo Cultural Yuyachkani, do Peru - foto: Diego Rojas

Ela nasceu em Cuba e vive no México. Ele, nasceu e vive no Peru. Iliena Diéguez trilhou as artes cênicas pela perspectiva da investigação acadêmica em diálogo permanente e direto com os criadores. Miguel Rubio Zapata mirou a prática e a pesquisa em criação elegendo pontos de contato com a reflexão desde dentro. Os cinco dias de convivência com eles em Porto Alegre permitiram-me testemunhar seus discursos e atitudes para com o teatro. Uma amizade de décadas que tem interseção com o Grupo Cultural Yuyachkani, do qual o diretor e dramaturgo Miguel é cofundador e Ileana, sua interlocutora privilegiada e provocadora nas últimas décadas. Os artistas da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz fizeram a ponte e sobre ela atravessamos a jornada do seminário que friccionou teatro, performance e política. Ileana será traduzida no Brasil, no início de 2011, com Cenários liminares. teatralidade, performance e política (editora UFBA, por Luis Alberto Alonso e Angela Reis). Miguel finaliza um livro de entrevistas e anotações que nortearam sua convivência com mestres da cena latino-americana, como o colombiano Enrique Buanaventura, o uruguaio Atahualpa del Cioppo e Antunes Filho, com quem foi uma espécie de observador participativo de uma oficina do diretor brasileiro num dos encontros da Escuela Internacional de Teatro de America Latina y el Caribe (EITALC). Ileana voou ontem à noite de volta para casa. Na madrugada de hoje, prestes a embarcar também, Miguel circulava no aeroporto carregando nas mãos um chapéu branco elegante, à maneira dos panamás, cujo trançado artesão em material sintético o levou a comprar a fim de experimentar no figurino de uma das atrizes numa das cenas de El último ensaio, no repertório desde 2008, na passagem em que ela interpreta uma diva do canto lírico inspirada na peruana Yma Sumac. Prova de que o espetáculo nunca acaba, contrariando seu caráter efêmero, reinventado a cada sessão com solitude e cumplicidade raras como as acima.

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Morpheus no Festival de Ponta Grossa

escrito por vals em 17 de novembro de 2010 – 0:23 -

A menina Florência é uma das personagens de Pés descalços, que integra repertório do núcleo apresentado no 38º Fenata - Divulgação

Passei uma semana no Festival Nacional do Teatro, o Fenata, 38ª edição organizada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, no Paraná, de 4 a 11 de novembro. Fui escalado para escrever críticas de espetáculos de formas animadas, bonecos e objetos, além de teatro de rua. Os textos estão disponíveis no site do encontro. Abaixo, o comentário sobre o repertório apresentado pelo Grupo Morpheus Teatro, de São Paulo, projeto que pude conhecer melhor agora, constituído há quatro anos por ex-integrantes da Companhia Trucks. São três peças, duas adultas, O princípio do espanto e Pequenas coisas, e uma infantil, Pés descalços. Read more »

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Paulo José e o ciclo “O espectador crítico”

escrito por vals em 14 de setembro de 2010 – 1:31 -

O ator Paulo José em cena de Um navio no espaço, que abriu o ciclo O espectador crítico no Poa em Cena - foto: Walter Carvalho

Ontem à tarde, aqui em Porto Alegre, iniciamos o ciclo O espectador crítico no charmoso Café Bertoldo, o bar possivelmente mais brechtiano de Porto Alegre, na Casa do Teatro tocada por Zé Adão Barbosa. O diretor e ator Paulo José e o poeta e jornalista Fabrício Carpinejar, dois gaúchos, refletimos sobre Um navio no espaço ou Ana Cristina César, que faz última sessão nesta terça-feira na programação do 17º Porto Alegre em Cena. O aspecto mais dissonante foi quanto ao ponto de vista do espetáculo que indaga incisivamente sobre o porquê de a poeta e escritora ter cometido suicídio aos 31 anos, em 1983. Carpinejar e eu concordamos que essa questão “desvirtua” da elegia que o trabalho presta à autora de Aos teus pés. Read more »

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Alberto Guzik

escrito por vals em 26 de junho de 2010 – 23:45 -

Conheci Guzik durante entrevistas coletivas, as primeiras de que participei relativas a estreias em São Paulo por volta de 1992, 1993. Mas só fui conversar com ele no Festival de Curitiba de 1994, quando cobria para O Diário de Mogi, de Mogi das Cruzes. Fui mostrar os primeiros textos do Caderno A ao jornalista e crítico do Jornal da Tarde que há uma década substituía Sábato Magaldi no mesmo jornal.

A despeito do vozeirão grave, do jeitão introvertido de quem parecia estar sempre brabo – a imagem de crítico corroborava isso -, ele foi bastante simpático e generoso. Marcamos um almoço no mesmo dia, no extinto restaurante Mostarda, atrás do também extinto hotel Araucária, em frente ao Teatro Guaíra, onde antigamente funcionava o QG do festival.

“Nunca queira ser maior que os deuses do teatro. Eles não perdoam” – foi a frase que guardei para sempre daquela primeira conversa pessoal. Read more »

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Fenart – Medéia torturada

escrito por vals em 30 de maio de 2010 – 0:29 -

Panorama da apresentação de Medéia sacrificada pelo barulho, com Núcleo de Teatro da Universidade Estadual da Paraíba >> Foto: Anderson Silva

O texto a seguir foi produzido em parceria com o jornalista e pesquisador do teatro Kil Abreu, com quem divido as críticas durante a semana do Fenart em João Pessoa, encerrado na noite de sábado, 29. Optamos pela coautoria dada a excepcionalidade dos acontecimentos que cercaram a apresentação da tragédia Medéia por artistas da vizinha Campina Grande, conforme narramos nestas linhas.
Foi o espetáculo mais deprimente a que assistimos na vida: não no plano artístico, mas no descaso, na afronta, no desrespeito, na insensibilidade com que os responsáveis por essa maçaroca de eventos chamada Festival Nacional de Artes trata as artes cênicas nestes sete dias em João Pessoa. O encontro está em sua 13ª edição e ainda não aprendeu sobre convivência dos diferentes, planejamento, bom senso, sincronia de horários. Na noite de sexta-feira, foi a vez do Núcleo de Teatro da Universidade Estadual da Paraíba, com sua montagem de Medéia levada à arena aberta, e a Companhia Mário Nascimento, de Minas Gerais, com a coreografia Faladores, no teatro Paulo Pontes, padecerem com a tortura sonora. Read more »

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Variações sobre Célia Helena

escrito por vals em 13 de maio de 2010 – 8:45 -

Revista Olhares

Imagem do arquivo pessoal da atriz Cleyde Yáconis estampa a capa de Olhares, uma publicação da Escola Superior de Artes Célia Helena >> Reprodução


Prestes a completar 33 anos de atividades, uma das referências na formação de ator em São Paulo, o Célia Helena Teatro-escola recém incorporou a Escola Superior de Artes Célia Helena. No plano editorial, essa transição é representada pelo lançamento de uma revista voltada às artes cênicas.

Olhares chega com o desejo de fomentar o pensamento sobre o teatro, sua história, a produção de seu tempo e, sobretudo, abordar questões relativas à pedagogia do ator, conforme explica a sua editora e diretora artística da instituição, a atriz Lígia Cortez.

A noite de lançamento é nesta quinta-feira, dia 13, na Livraria Cultura. A cada número, Olhares trará um editor convidado. Quem responde pela primeira edição é o professor e pesquisador da USP Luiz Fernando Ramos, crítico da Folha de S.Paulo. A capa estampa Cleyde Yáconis em preto e branco, cujo perfil é assinado pelo ator, dramaturgo e jornalista Oswaldo Mendes, autor de biografias de Plínio Marcos e Ademar Guerra. A atriz de 86 anos dispõe fotos de seu arquivo pessoal, da capa às páginas finais, uma beleza imutável de fazer par à irmã Cacilda Becker. Read more »

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A recepção da cena por meio da crítica genética

escrito por vals em 5 de maio de 2010 – 16:23 -

Roig (esquerda) e Errendasoro em cena de Acá estoy chico cuando era yo, espetáculo apresentado na 1ª Jornada de Crítica Genética >>Divulgação

Em meados de abril passei dois dias na Argentina na 1ª Jornada de crítica genética – el análisis de procesos creativos en artes escénicas. O encontro pioneiro foi organizado por um grupo de pesquisadores de Tandil, cidade da região central da Província (Estado) de Buenos Aires, a seis horas de ônibus da capital. Fui apresentar um paper baseado na obra do peruano Lino Rojas (1942-2005), do Grupo Pombas Urbanas, objeto de pesquisa em andamento. Por “n” motivos não registrei a experiência daqueles 16 e 17 do mês passado, mas o faço agora porque mobilizadora. Read more »

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Maria Thais e Meierhold

escrito por vals em 18 de abril de 2010 – 20:51 -

Voz de Meierhold no livro de Maria Thais, uma criadora que em tudo persegue polifonia:


“Embora o Teatro-Estúdio não tenha aberto suas portas ao público, desempenhou um papel muito importante na história do teatro russo. Podemos afirmar com toda a certeza que tudo o que mais tarde os nossos teatros de vanguarda introduziram em suas encenações, numa excitação nervosa e com uma pressa extraordinária, foi bebido de uma única fonte. E todos os temas que compunham o fundamento das novas interpretações cênicas eram familiares, conhecidos daqueles que vivenciaram a atmosfera criativa do Teatro-Estúdio.”


Diretora da Companhia Balagan (1999), vinculada historicamente à criação da Escola Livre de Teatro de Santo André, parceira pedagógica de Anatoli Vassiliev em Moscou, professora no Departamento de Artes Cênicas da ECA-USP, à frente de atividades em andamento no Sesi e no Tusp, a baiana e tenaz Maria Thais dá a ver Na cena do Dr. Dapertutto – poética e pedagogia em V. E. Meierhold, 1911 a 1916 (editora Perspectiva, coleção Estudos, 456 páginas, R$ 60,00).


O lançamento é nesta segunda-feira, Dia do Índio, às 18h30, na Loja de Artes da Livraria Cultura, Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2.073, telefone 11 3170-4033).


Uma noite de abará e vodca, assim a autora e nós esperamos.

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Movimento Levante Cultura organiza ato em Campinas

escrito por vals em 6 de abril de 2010 – 16:26 -

Artistas entregam primeiro manifesto ao diretor de cultura Vinicius Gratti em setembro de 2009; novo ato acontece na quarta, 7 >> Foto: João Zinclar

Artistas, grupos e produtores de Campinas realizam nesta quarta, 7, um ato público organizado pelo Levante Cultura, movimento apartidário criado em 2009 pela transformação da política publica cultural para a cidade. O encontro acontece às 10h, no Largo do Rosário, centro, com todos os participantes vestidos de branco. Serão apresentadas cenas curtas, canções, performances e leituras, entre elas, a do II Manifesto do Levante Cultura. Impulsionados pelo Movimento Arte contra a Barbárie, grupos teatrais de São Paulo também articularam-se para conseguir aprovar o Programa Municipal de Fomento, no final de 2001, junto à câmara e à prefeitura. Read more »

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