Veronese, Tolcachir

escrito por vals em 21 de maio de 2011 – 10:20 -

Oscar Nuñez e María Figueras são Vânia e Sônia por Veronese

Finalmente os espectadores de São Paulo têm a chance de assistir a duas produções recentes do chamado teatro independente argentino. São criações de Daniel Veronese e Claudio Tolcachir, encenadores referenciais no teatro portenho que já circularam, um ou outro, ou ambos, por cidades como Porto Alegre, Londrina e Santos.
Adaptação de Veronese para Tio Vânia, a montagem de Espía a una mujer que se mata, de 2006, com sessões até amanhã no Sesc Belenzinho, é dos trabalhos mais emblemáticos do estilo despojado e substancioso do diretor. Em artigo publicado esta semana no portal idança.net, um balanço sobre a primeira edição do Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, em outubro de 2010, anotei: Read more »

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Curitiba – Tercer cuerpo (la historia de un intento absurdo)

escrito por vals em 31 de março de 2011 – 12:36 -

Daniela Pa, José María Marcos e Ana Garibaldi em cena - Divulgação.

“Como fazem os outros?”. A pergunta é lançada por uma das personagens na parte final, quando as emoções descarrilam de vez entre aquelas paredes e as cinco vidas compartidas um pouco ao acaso, um pouco pela sincronia de desejos frustrados. Tercer cuerpo (la historia de un intento absurdo) cozinha o estranhamento em banho-maria até furar todas as couraças e irromper. As tintas de uma sitcom, os contornos de uma comédia de costumes, essas camadas cintilantes ao espectador confortado pelo humor acabam revelando tumores d’alma. Mais um ponto para a dramaturgia e direção de Claudio Tolcachir, um dos sopros da cena contemporânea argentina com a sua companhia e escola de teatro Timbre 4, de Buenos Aires. Read more »

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A irresponsabilidade assumida de Raúl Ruiz

escrito por vals em 12 de fevereiro de 2011 – 19:48 -

O cineasta chileno Raúl Ruiz criou espetáculo que abriu festival - foto: Vals

O cineasta chileno de 69 anos criou especialmente para o Festival Santiago a Mil Amledi, el tonto, sua releitura da obra medieval que teria inspirado Shakespeare a escrever Hamlet. Raúl Ruiz funde a fantasia dos contos de fada ao surrealismo na composição algo anárquica da cena. Espirituoso e bem-humorado, ele admite visitar o teatro com mais “irresponsabilidade” que sua maestria na sétima arte supõe em obras-primas como o longa Mistério em Lisboa, prêmio da crítica na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo no ano passado. Leia aqui a entrevista com ele, realizada antes de uma das sessões. Também registro no site o que vi nos nove dias de festival – que durou todo o janeiro -, entre espetáculos do suíço Christoph Marthaler, do chileno Guillermo Calderón, do peruano Miguel Ruibo Zapata e dos argentinos Claudio Tolcachir e Lola Arias.

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