Fernando Peixoto

escrito por vals em 15 de janeiro de 2012 – 18:41 -

Ele morreu na última madrugada. Fernando Peixoto tinha 74 anos. O ator, diretor, dramaturgo, jornalista, tradutor e historiador de teatro estava internado no hospital São Luiz, em São Paulo, devido a um câncer no intestino.
A Editora Hucitec, com a qual mantinha vínculo e por lá publicou a maioria dos seus livros, informa em nota que o corpo será cremado amanhã, às 11h, em Vila Alpina, em São Paulo. Read more »

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Mostra Latino-Americana – Café quente em noite fria…

escrito por vals em 4 de maio de 2011 – 1:10 -

Glauco Garcia em cena com o Grupo Caos e Acaso, de Londrina

2011. O grupo fala em reafirmar um teatro popular. Saúda o Teatro do Oprimido, as técnicas e a filosofia irradiadas por Augusto Boal no exílio, o Brasil sob ditadura. Cita outros dramaturgos que resistiram com talento, Gianfrancesco Guarnieri, Oduvaldo Vianna Filho. E leva para a cena a exploração de homens e mulheres no campo, narrativa de Café quente em noite fria ou O ensaio sobre a lenda do ouro verde. Nenhuma novidade temática para o país que, ainda agora, governado por uma militante torturada pelos militares, brande a bandeira do “Brasil sem miséria”. Só a estupidez ignoraria o vão das injustiças na larga base da pirâmide social. Mas o que surpreende no trabalho do Grupo Caos e Acaso de Teatro é deparar em sua cena com a tradução fundamentada da pesquisa de luz, do espaço cênico, da projeção, do acompanhamento musical ao vivo e, o ápice, munir seus atores com poética mínimas para aflorar sua capacidade inata de comediante na acepção mais nobre. Read more »

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Lélia

escrito por vals em 8 de fevereiro de 2011 – 11:06 -

Lélia Abramo (1911-2004)

A atriz Lèlila Abramo (1911-2004) foi dirigida no teatro por Zé Renato, Boal, Antunes, João das Neves, Walmor Chagas, entre outros - foto: Divulgação

Ela é a mais “policarpesca” das nossas atrizes, ouvi certa vez de Paulo José. Lélia Abramo completaria 100 anos hoje. Morreu em 2004, aos 93.  Pautou-se pela coerência radical nas lutas pela arte e pela cidadania. Era tida como “chata” por não ceder nas ideias e nas ações. Quer em tempos de guerra quer sob ditadura. Estava na Italia em plena Segunda Guerra Mundial. Sentiu na pele a invasão nazista. Em dezembro de 1944, em Roma, como não bastassem as agruras da época, atravessou uma experiência pessoal traumática: uma malsucedida cirurgia extirpou-lhe o ovário direito, o sadio, em vez do esquerdo, pondo fim à esperança de ter filhos. (No palco, não lhes faltaram figuras maternas, fértis ou não, em Lorca, Brecht, Górki, Ésquilo, Ibsen, Guarnieri…). Talvez tenha sido uma das razões pela qual sublimou tanto a luta dos artistas pela organização sindical, a resistência política ao regime militar no Brasil, o direito à criação do Partido dos Trabalhadores em contraste com o machismo reinante entre os metalúrgicos, Lula à frente, cuja maioria fazia ouvidos moucos à mulher e à atriz naquele ambiente de pré-abertura e redemocratização. Read more »

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