A proliferação do teatro de grupo

escrito por vals em 9 de outubro de 2012 – 10:48 -

(breve artigo originalmente publicado na revista Bravo! deste mês, sob mote dos ‘Fatos mais relevantes da cultura brasileira nos últimos 15 anos’)

O teatro brasileiro viu crescer nos últimos 15 anos os espetáculos criados e produzidos em grupo. Isso evidencia uma admirável disposição dos artistas para a pesquisa permanente de conteúdos e formas de expressão. Em geral, o teatro de grupo possui ambições diferentes daquele com elencos avulsos, arregimentados por um diretor ou produtor, que prioriza o entretenimento convencional e a casa cheia.

Há três décadas coordenando o Centro de Pesquisa Teatral no Sesc-SP, o diretor Antunes Filho figura entre os precursores dessa tendência, que seduz cada vez mais a crítica e o público. Hoje, o fenômeno dos coletivos se espalha não só por São Paulo, onde se destaca o Teatro da Vertigem, mas também por cidades como Rio de Janeiro (Companhia dos Atores), Belo Horizonte (Galpão), Porto Alegre (Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz), Curitiba (Companhia Brasileira de Teatro) e Campinas (Lume). Read more »

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Para ver no Fringe

escrito por vals em 9 de março de 2011 – 15:33 -

Relaciono 13 espetáculos – nove deles aos quais já assisti e outros quatros por simbiose – na programação do Fringe no Festival de Curitiba que abre no dia 29 de março, mas a mostra paralela no dia seguinte. Também destaco no evento uma mesa-redonda com dramaturgos de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e outras localidades. Além de um encontro com Paulo José em que traz a público o processo em andamento de Murro em ponta de faca, peça de Augusto Boal que ele montou pela primeira vez em 1978. No post seguinte, enumero as criações pelas quais vale a pena o espectador arriscar-se na busca por trabalhos de qualidade entre cerca de 370 opções.Sete vezes a dramaturgia ímpar de Francisco Carlos

Cena do espetáculo Românticos da catedral bêbada, texto e direção de Francisco Carlos

Por que: Agenda obrigatória no Festival para sincronizar a dramaturgia singular e inominável desse autor amazonense. É um privilégio contar com o repertório do diretor radicado em São Paulo. Seu texto e sua cena jorram um ímpeto parabólico do nosso tempo. Um quê da escrita urgente e poética de Oswald de Andrade. Há uma forte carga existencial, pois formado em filosofia e infuenciado pela antropologia. Borra territórios culturais e desconcerta os sentidos do caos para fazer história. Os sete espetáculos percorrem as categorias de peças que ele denomina “pensamentos selvagens” (a tetralogia Jaguar cibernético) e “fenômenos extremos urbanos” (Banana mecânica, Namorados da catedral bêbada e Românticos da idade mídia). As apresentações fazem parte da Conexão Roosevelt, segmento capitaneado pela Companhia de Teatro Os Satyros, cuja sede na praça paulistana tornou-se espaço cativo aos experimentos de Francisco Carlos. Read more »

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