Com Nelson ao pé da cena

escrito por vals em 19 de julho de 2012 – 22:58 -


No sábado e domingo, 21 e 22 de julho, medio três mesas no encontro Com Nelson ao pé da Cena, no Itaú Cultural (av. Paulista, 149). Fiz a curadoria a convite da gerente de artes cênicas, Sonia Sobral. A entrada é livre.

São três mesas com pares de diretores que rememoram seus percursos criativos diante de uma peça comum de Nelson Rodrigues.

Na ordem das mesas, os textos abordados e seus respectivos diretores: Senhora dos afogados, com Ana Kfouri (RJ) e Antonio Edson Cadengue (PE); Toda nudez será castigada, com Cibele Forjaz (SP) e Paulo de Moraes (RJ); e Álbum de família, com Eid Ribeiro (MG) e Newton Moreno (SP). Read more »

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Curitiba – Anjo negro

escrito por vals em 11 de abril de 2011 – 1:21 -

Déo Garcez e Joana Seibel são Ismael e Virgínia

A popularidade de Nelson Rodrigues lotou praticamente todos os 700 lugares do Teatro da Reitoria nas sessões de Anjo negro. O espetáculo do Grupo Teatro Mosaico, de Cuiabá (MT), revelou-se bastante limitado em vários aspectos. Limitações que precisam ser situadas quanto à realidade da produção naquela capital do centro-oeste do país, em que um núcleo com 15 anos não significa, como se supõe, continuidade no trabalho de seus integrantes, aprimoramentos técnico e artístico que desaguem na solidez de linguagem. Esta vem prenunciada na percepção visionária do ator, encenador e produtor Sandro Lucose. Ele estudou no Rio de Janeiro e retornou ao Mato Grosso para lá radicar utopias. Read more »

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Garapa

escrito por vals em 29 de novembro de 2010 – 10:32 -

A atriz Luciana Lyra é Senhorinha na confluência de Nelson Rodrigues e Gilberto Freyre em Memória da cana, de Os Fofos - foto: Val Lima

Para todos os sinais machistas aos olhos de quem lê Nelson Rodrigues de chofre, não faltam entrelinhas para relativizá-los. Ao cotejar Álbum de família com os estudos sociológicos de Gilberto Freyre, o Grupo Os Fofos Encenam, de São Paulo, beija a mão da figura do patriarca, o coronelismo arraigado na história do Brasil, ao mesmo tempo em que o põe a nu. Valoriza o poder de negociação da mulher por meio de Senhorinha, a esposa que serve ao marido canalha em Memória da cana. É a personagem de Luciana Lyra quem vai puxar o cordão dessa travessia por cômodos e corredores da casa grande. Os óculos escuros com os quais ela passa boa parte do espetáculo, evitando ver o que lhe sabe nas entranhas, revelam subterrâneos da natureza humana, o plano primitivo não só no tabu do incesto, mas da imoralidade nas relações de exploração de classe que ainda pautam a contemporaneidade. Read more »

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