Fernando Peixoto

escrito por vals em 15 de janeiro de 2012 – 18:41 -

Ele morreu na última madrugada. Fernando Peixoto tinha 74 anos. O ator, diretor, dramaturgo, jornalista, tradutor e historiador de teatro estava internado no hospital São Luiz, em São Paulo, devido a um câncer no intestino.
A Editora Hucitec, com a qual mantinha vínculo e por lá publicou a maioria dos seus livros, informa em nota que o corpo será cremado amanhã, às 11h, em Vila Alpina, em São Paulo. Read more »

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“Jornal Nacional” ignora José Renato

escrito por vals em 2 de maio de 2011 – 22:08 -

Zé Renato testemunhou primeiros passos de gerações de artistas

Milton Gonçalves, Dina Sfat, Paulo José, Eva Wilma, Oduvaldo Vianna Filho, Flávio Migliaccio, Juca de Oliveira, Lélia Abramo, Lima Duarte… Quantos seriam precisos para convencer a pauta do telejornal de emissora aberta mais popular do Brasil ceder alguns dos seus frames para informar a morte do diretor e cofundador do Teatro de Arena, há 58 anos, berço de formação dos artistas que depois construíram o imaginário da telenovela brasileira? Não digo homenagear, informar. Read more »

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José Renato

escrito por vals em 2 de maio de 2011 – 11:49 -

Zé Renato e Zé Fernando no Congresso Brasileiro de Teatro

O ator, dramaturgo e biógrafo Oswaldo Mendes, do núcleo Arte Ciência no Palco, escreveu há pouco para dizer que José Renato Pécora morreu no início da madrugada desta segunda-feira, 2 de maio, em São Paulo. Ele sofreu enfarte. Tinha 85 anos.
“Terminada a sessão de ontem de 12 homens e uma sentença, ele foi jantar como de hábito no Planetas [restaurante frequentado pela classe teatral no bairro Bela Vista] e de lá uma amiga o levou ao Terminal do Tietê, onde ele pegaria o ônibus da meia-noite para o Rio. Ela o deixou na área de acesso ao terminal e, horas depois, recebeu ligação da enfermeira do Pronto Socorro de Santana, na Voluntários da Pátria, que localizou seu telefone no celular do próprio Zé Renato, comunicando a sua morte”, descreve Mendes, também jornalista. Read more »

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Lélia

escrito por vals em 8 de fevereiro de 2011 – 11:06 -

Lélia Abramo (1911-2004)

A atriz Lèlila Abramo (1911-2004) foi dirigida no teatro por Zé Renato, Boal, Antunes, João das Neves, Walmor Chagas, entre outros - foto: Divulgação

Ela é a mais “policarpesca” das nossas atrizes, ouvi certa vez de Paulo José. Lélia Abramo completaria 100 anos hoje. Morreu em 2004, aos 93.  Pautou-se pela coerência radical nas lutas pela arte e pela cidadania. Era tida como “chata” por não ceder nas ideias e nas ações. Quer em tempos de guerra quer sob ditadura. Estava na Italia em plena Segunda Guerra Mundial. Sentiu na pele a invasão nazista. Em dezembro de 1944, em Roma, como não bastassem as agruras da época, atravessou uma experiência pessoal traumática: uma malsucedida cirurgia extirpou-lhe o ovário direito, o sadio, em vez do esquerdo, pondo fim à esperança de ter filhos. (No palco, não lhes faltaram figuras maternas, fértis ou não, em Lorca, Brecht, Górki, Ésquilo, Ibsen, Guarnieri…). Talvez tenha sido uma das razões pela qual sublimou tanto a luta dos artistas pela organização sindical, a resistência política ao regime militar no Brasil, o direito à criação do Partido dos Trabalhadores em contraste com o machismo reinante entre os metalúrgicos, Lula à frente, cuja maioria fazia ouvidos moucos à mulher e à atriz naquele ambiente de pré-abertura e redemocratização. Read more »

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