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Artigo

Foto: Ricardo Gaspar

Gullar, poesia, teatro, pensamento

22 de dezembro 2016 |
por Fernando Marques • Brasília

Ao comentar a obra de Ferreira Gullar em artigo de 2004, falamos nas “alterações de rota sucessivas, no que se pode chamar de incoerência produtiva, dialética”. Essas mudanças de rumo ressaltam na trajetória do poeta, crítico de arte e literatura, cronista e dramaturgo José Ribamar Ferreira. Leia mais

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Foto: Divulgação/Fronteiras do Pensamento

Cantando, o poeta é sem morte

07 de dezembro 2016 |
por Patricia Freitas • Santos/São Paulo

Um apontamento de Terry Eagleton encontra forte ressonância no trabalho do maranhense José Ribamar Ferreira, mais conhecido como Ferreira Gullar (1930-2016). A literatura, disse o crítico inglês, não se define somente como um escrito de ficção, muito menos como um registro documental da realidade externa. Tampouco a capacidade imaginativa ou criativa é capaz de dar conta de um conceito tão espinhoso como “literatura”. Seu poder de, a um só tempo, colar e desprender-se da materialidade histórica advém de sua própria forma organizativa, que se volta contra o que Eagleton chama de “fala comum”, ordinária e cotidiana. Leia mais

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Foto: Fernando Pires

Observatório do chão para cenas de rua

01 de novembro 2016 |
por Kil Abreu • São Paulo

Em Porto Alegre

Uma crítica específica para o teatro de rua/na rua/na cidade faz sentido? Em que medida as variadas formas do teatro e, neste caso, as diferentes maneiras de habitar espaços pede olhares e atitudes críticas diferenciadas? Que importância teriam estes repertórios e estes discursos específicos em um país no qual o Ministério da Cultura identifica os espaços do teatro contabilizando apenas as salas fechadas e desprezando os lugares públicos abertos em que ele acontece?

Estas, entre outras questões, foram colocadas em movimento durante a oitava edição do Festival Internacional de Teatro de Rua de Porto Alegre Leia mais

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Foto: Pedro Isaias Lucas

Eu, Tânia Farias, pela Tribo

24 de outubro 2016 |
por Valmir Santos • São Paulo

Evocando os mortos – Poéticas da experiência é um ponto fora da curva na história da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. A atriz e produtora Tânia Frias enfeixa o caminho da individuação artística ao avançar em procedimento inaugural para ela e para os parceiros: a desmontagem. Trata-se de uma contradição aparente, mas indicativa da maturidade do grupo de Porto Alegre: há 38 anos imbuído da prática da criação coletiva. Leia mais

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Foto: Celso Pacheco

Pensamento curatorial em processo

10 de outubro 2016 |
por Michele Rolim • Porto Alegre

A função do curador na área de artes cênicas parece, para muitos, incluindo os próprios curadores, imprecisa. Apesar da multiplicação de festivais e mostras de artes cênicas, o termo curadoria ainda é polêmico e está em construção. Na etimologia da palavra, “curare” significa cuidar. O termo é utilizado amplamente nas artes visuais. Para o professor e crítico de arte Roberto Teixeira Coelho (2012), originalmente designava o processo de organização e montagem da exposição pública de um conjunto de obras de um artista ou conjunto de artistas. Leia mais

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Foto: Felipe Ando

Dialética do Alfenim

16 de setembro 2016 |
por José Antonio Pasta • São Paulo

(Nota crítica e teórica)

Comentando as diferenças que apartam um do outro o teatro e o romance, o celebrado crítico e historiador Décio de Almeida Prado escreveu: “(…) é difícil imaginar, por exemplo, um romance como o Quincas Borba transposto para o palco sem perder sua imponderabilidade, a sua atmosfera feita menos de fatos que de sugestões, de coisas que temos o cuidado de não definir com clareza nem a nós mesmos”.[1]

Pois foi a isso mesmo que se lançou o Coletivo de Teatro Alfenim: transpor para a cena o Quincas Borba machadiano, nada menos. Leia mais

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Foto: Roberto Ferreira

O que quer o público de teatro?

31 de agosto 2016 |
por Afonso Nilson • Florianópolis

Quem vive de fazer teatro sabe que a casa cheia tornou-se rara. Pensar quem é esse público que vai ou deixa de ir aos espetáculos é fundamental para saber até que ponto essa arte ainda é uma necessidade na vida das pessoas. Leia mais

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