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Crítica Militante

Em Porto Alegre

Uma crítica específica para o teatro de rua/na rua/na cidade faz sentido? Em que medida as variadas formas do teatro e, neste caso, as diferentes maneiras de habitar espaços pede olhares e atitudes críticas diferenciadas? Que importância teriam estes repertórios e estes discursos específicos em um país no qual o Ministério da Cultura identifica os espaços do teatro contabilizando apenas as salas fechadas e desprezando os lugares públicos abertos em que ele acontece?

Estas, entre outras questões, foram colocadas em movimento durante a oitava edição do Festival Internacional de Teatro de Rua de Porto Alegre Leia mais

Crítica Militante

Evocando os mortos – Poéticas da experiência é um ponto fora da curva na história da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. A atriz e produtora Tânia Frias enfeixa o caminho da individuação artística ao avançar em procedimento inaugural para ela e para os parceiros: a desmontagem. Trata-se de uma contradição aparente, mas indicativa da maturidade do grupo de Porto Alegre: há 38 anos imbuído da prática da criação coletiva. Leia mais

Crítica Militante

A função do curador na área de artes cênicas parece, para muitos, incluindo os próprios curadores, imprecisa. Apesar da multiplicação de festivais e mostras de artes cênicas, o termo curadoria ainda é polêmico e está em construção. Na etimologia da palavra, “curare” significa cuidar. O termo é utilizado amplamente nas artes visuais. Para o professor e crítico de arte Roberto Teixeira Coelho (2012), originalmente designava o processo de organização e montagem da exposição pública de um conjunto de obras de um artista ou conjunto de artistas. Leia mais

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(Nota crítica e teórica)

Comentando as diferenças que apartam um do outro o teatro e o romance, o celebrado crítico e historiador Décio de Almeida Prado escreveu: “(…) é difícil imaginar, por exemplo, um romance como o Quincas Borba transposto para o palco sem perder sua imponderabilidade, a sua atmosfera feita menos de fatos que de sugestões, de coisas que temos o cuidado de não definir com clareza nem a nós mesmos”.[1]

Pois foi a isso mesmo que se lançou o Coletivo de Teatro Alfenim: transpor para a cena o Quincas Borba machadiano, nada menos. Leia mais

Crítica Militante

Quem vive de fazer teatro sabe que a casa cheia tornou-se rara. Pensar quem é esse público que vai ou deixa de ir aos espetáculos é fundamental para saber até que ponto essa arte ainda é uma necessidade na vida das pessoas. Leia mais

Crítica Militante

Nos últimos anos, questões relacionadas ao feminismo encontram cada vez mais espaços nas criações teatrais. Em Porto Alegre (RS), a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz vem se dedicando, ao longo da sua trajetória, a trabalhos que flertam diretamente com essa temática. Leia mais

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Em Goiânia

Nestes dias e horas do “pra frente Brasil” olímpico, com atletas batendo continência nos pódios – 31% deles são oficiais das Forças Armadas –, o III Congresso Brasileiro de Teatro proporcionou um tempo e espaço diversos da onda de retrocessos sob a bandeira do “ordem e progresso” do governo interino. O encontro aconteceu em Goiânia, de quinta a domingo passados. A discussão sobre a crise política institucional e a luta por políticas públicas para as artes e a culturas não ignoraram ações propositivas na esfera da criação propriamente dita e feita. A instância poética foi levada em conta nos debates e nos documentos gerados coletivamente. Leia mais