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Crítica

Zona de indeterminação

23.7.2018  |  por Valmir Santos

A Cia. Mungunzá de Teatro parece dar ouvidos ao educador Paulo Freire: “Eu não posso denunciar a estrutura desumanizada se não a penetro para conhecê-la”. A experiência imersiva na região da chamada Cracolândia, no centro de São Paulo, incide radicalmente sobre Epidemia prata, seu trabalho mais recente, sob direção de Georgette Fadel. Leia mais

Crítica

A alegria crítica

12.7.2018  |  por Kil Abreu

O rei da vela é, como as pessoas do teatro costumam tratá-la, uma peça avançada para os anos 30 do século passado, se o ponto de vista for o da invenção estética. Nela Oswald de Andrade costura de maneira inusual para os modelos dramatúrgicos da época, em traços grossos e em dialética carnavalesca, o momento de passagem dos lugares de poder, da tradicional família rural brasileira, já falida, para as dinâmicas do capital financeiro então nascente, em termos de hegemonia econômica. É o teatro politico e experimental de um autor atento à necessidade de traduzir em forma nova uma realidade em profundo processo de mudança.  Leia mais

Artigo

Sem peias

3.7.2018  |  por Valmir Santos

Com pesquisa e autoria do jornalista e crítico teatral Fábio Prikladnicki, o livro Tânia Farias: o teatro é um sacerdócio (2018) homenageia a atuadora, pesquisadora e encenadora há 25 anos umbilicada à Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, que cruza os 40 anos. A obra é o 8º volume da coleção Gaúchos em Cena, iniciativa do Porto Alegre em Cena – Festival Internacional de Artes Cênicas, sob patrocínio da Braskem e apoio institucional da Prefeitura de Porto Alegre. Desfecho da publicação, o texto a seguir é um ensaio crítico de mesmo título a partir da prática e do pensamento artístico da atriz. Leia mais

Crítica

Falar também pode ser uma maneira de impor o silêncio. Falamos muito sobre o país miscigenado, falamos sobre discriminação e preconceito, enchemos páginas de jornal com a barbárie cotidiana e a matança da população negra. É com um excesso de palavras que conseguimos não dizer nada que sobre isso. Preto, mais recente criação da companhia brasileira de teatro, parte desse incômodo. Leia mais

Crítica

Porto Alegre – Os textos A mulher arrastada, de Diones Camargo, cuja encenação acaba de cumprir oito sessões na capital do Rio Grande do Sul, e Buraquinhos ou O vento é inimigo do picumã, de Jhonny Salaberg, em temporada a partir desta semana, no Centro Cultural São Paulo, distanciam-se no tempo, no espaço e nos procedimentos documental e ficcional de um e de outro. Em comum, no entanto, as peças releem a naturalização da violência policial contra mulheres e homens negros, alvos diletos das forças de segurança nas cidades brasileiras. Realidades de classe e de raça sacramentadas pela impunidade. Leia mais

Crítica

Convite à liberdade

19.6.2018  |  por Beth Néspoli

A informação de que o elenco do Cabaret transperipatético, dirigido por Rodolfo García Vázquez, fundador d’Os Satyros, é inteiramente formado por performers não cisgêneros, ou seja, por pessoas cujas mentes e corpos não se enquadram no padrão binário homem/mulher, pode provocar recusa à priori naquela parcela de espectadores ainda arredia às questões de gênero. O espetáculo, porém, tem forte potencial para conquistar o público não afinado com o tema. Leia mais

Encontro com o Espectador

Os atores e palhaços Fernando Sampaio e Fernando Paz juntaram-se ao público e à crítica para uma reflexão coletiva acerca de Pagliacci, espetáculo que celebrou os 20 anos da Companhia LaMínima Circo Teatro. Leia mais