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Publicações com a tag:

“Beth Néspoli”

Crítica

Foto: Cacá Bernardes

Recepção ambígua para Dürrenmatt

25 de setembro 2017 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Numa mesa de bar conversam Peixoto e Edgard: “Você está alto, eu estou alto, hora de rasgar o jogo, de tirar todas as máscaras: você é o que se chama de mau caráter?” São essas as primeiras palavras da peça Bonitinha, mas ordinária, de Nelson Rodrigues. Ao longo do diálogo a pergunta se desdobra: “Você quer subir na vida? É ambicioso? O que você faria para ficar rico?

É possível dizer que as mesmas indagações, em outros termos, detonam a ação da peça A visita da velha senhora, do suíço Friedrich Dürrenmatt (1921-1990), em cartaz no Teatro do Sesi-SP. Leia mais

Encontro com o espectador

Foto: Bob Sousa

Folias D’Arte no enclave da solidão sociopolítica

21 de julho 2017 |
por Teatrojornal

O espetáculo Solidão, do Grupo Folias D’Arte, inspirou o 6º Encontro com o Espectador, ação realizada em 28 de novembro de 2016 no Ágora Teatro, em São Paulo. Participaram do diálogo o diretor Marco Antonio Rodrigues, o dramaturgo Sérgio Roveri, os atores Ailton Graça, Suzana Aragão, Lui Seixas e Rodrigo Scarpelli, a atriz e psicanalista Cecilia Thumim Boal, do Instituto Augusto Boal, demais espectadores e os jornalistas e críticos Beth Néspoli e Valmir Santos. Segue a transcrição editada e aportada no registro de cena do fotógrafo Bob Sousa. Leia mais

Crítica

Foto: Claudinei Nakasone

Humor cáustico e linguagem em xeque

28 de maio 2017 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Toda arte performática se constitui como processo dinâmico entre entretenimento e eficácia. O argumento é de um dos mais reconhecidos teóricos contemporâneos da performance, o norte-americano Richard Schechner. De acordo com ele, essas duas forças impulsionam desde o rito tribal realizado em torno da colheita ou da guerra, passando pela cena engajada ou pela experimentação radical de linguagem até os musicais da Broadway.

Evidentemente o que se considera eficácia muda ao longo dos tempos e das vertentes. No entanto, ainda na visão de Schechner, em qualquer época, a arte teatral floresce quando essas forças estão presentes em igual medida. Pois é possível dizer que se deve ao equilíbrio entre tais polos a fruição prazerosa proporcionada pelo espetáculo Uma peça por outra, de Jean Tardieu (1903-1995), na montagem do Grupo DasDores de Teatro. Leia mais

Encontro com o espectador

Foto: Bob Sousa

Os caminhos da Cia. Balagan até ‘Cabras’

09 de maio 2017 |
por Teatrojornal

Publicamos a seguir a transcrição do 5º Encontro com o Espectador ocorrido em 31 de outubro de 2016, no Ágora Teatro, em São Paulo. Focamos o espetáculo mais recente da Companhia Teatro Balagan, Cabras – cabeças que voam, cabeças que rolam. Os criadores convidados foram a diretora Maria Thaís e o dramaturgo Luís Alberto de Abreu. Outros artistas da companhia fundada em 1999 também contracenaram no diálogo. Leia mais

Encontro com o espectador

Foto: Lenise Pinheiro

O caminho da Velha Companhia até ‘Sínthia’

21 de abril 2017 |
por Teatrojornal

O ator, dramaturgo e diretor Kiko Marques, cofundador da Velha Companhia (2003), e a atriz Denise Weinberg, cofundadora do Grupo Tapa (1979), foram os convidados do 4º Encontro com o Espectador. O espetáculo Sínthia norteou o diálogo de 29 de setembro de 2016, no Ágora Teatro. Leia mais

Encontro com o espectador

Foto: Marco Aurélio Olimpio

A crença artística do Sobrevento

31 de março 2017 |
por Teatrojornal

A seguir, a transcrição do 3º Encontro com o Espectador. O diálogo envolvendo os criadores do Grupo Sobrevento aconteceu em 29 de agosto de 2016 e versou sobre o espetáculo São Manuel Bueno, mártir (2013).

O Ágora Teatro, em São Paulo, recebeu a atriz Sandra Vargas e o ator e diretor Luiz André Cherubini no dia em que a presidente Dilma Vana Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, discursou em sua defesa durante sessão no Senado Federal. Leia mais

Crítica

Foto: Leonardo Pastor/Fiac Bahia

Dois sujeitos em busca de autonomia

26 de março 2017 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Todo ato de fala é alterado pelas reações de quem escuta. Se a interlocução é desatenta ou inquieta, se os que interagem estão mais empenhados em falar do que em ouvir, a tensão e a urgência afetam o autor do discurso que tende a eliminar da argumentação as sinuosidades da dúvida e a análise multifacetada. O problema do encurtamento da capacidade de atenção das plateias contemporâneas deixa de ser um fantasma a rondar o palco para se tornar matéria de trabalho no espetáculo Hamlet – processo de revelação, solo de Emanuel Aragão, que tem direção do Coletivo Guimarães (DF), formado pelos irmãos Adriano e Fernando, e dramaturgia de cena assinada pelo ator. Leia mais

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