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Publicações com a tag:

“Cais ou da indiferença das embarcações”

Crítica

Foto: Lenise Pinheiro

Uma questão de identidade

24 de setembro 2016 |
por Maria Eugênia de Menezes • São Paulo

A estreia de Cais ou da indiferença das embarcações, em 2012, teve ares de revelação. Debruçada sobre as gerações de uma mesma família, a peça veio evidenciar o cuidadoso trabalho da Velha Companhia e, sobretudo, chamar atenção para a escrita de Kiko Marques. Até então pouco conhecido, o dramaturgo surpreendia pela maneira como elegia o narrador da história, como emaranhava os pontos de vista, como entrelaçava morte e vida, memória e esquecimento. Em seu título mais recente, Sínthia, muitos dos traços presentes em Cais voltam a se manifestar. Especialmente, a capacidade de Marques de criar uma narrativa envolvente para o público. Leia mais

Crítica

Foto: Humberto Araujo - Clix/FTC

Sob o signo de Shakespeare

08 de abril 2014 |
por Helena Carnieri • Curitiba

Esta 23ª edição do Festival de Curitiba pertenceu a Shakespeare. As montagens estrangeiras de Otelo e A violação de Lucrécia apresentaram o melhor que o teatro pode dar, que é o encantamento pela voz e corpo dos atores em meio a outros elementos cênicos. Foi gratificante ver o preparo do grupo chileno Viajeinmóvil, que manipula manequins para recontar a tragédia do Mouro de Veneza, e da dupla Camille O´Sullivan (vocal/narração) e Feargal Murray (piano), que acrescentou sua poesia ao poema erótico do bardo. Leia mais

Em clima de protesto, Prêmio Shell não tem grande vencedor

19 de março 2014 |
por Maria Eugênia de Menezes • São Paulo

A exemplo do que já havia acontecido no Rio, o Prêmio Shell de São Paulo pulverizou as premiações e não elegeu um grande vencedor. Cantata para um bastidor de utopias mereceu dois troféus: melhor Cenário, para Rogério Tarifa, e melhor Música, por Jonathan Silva e William Guedes. Grande favorita da noite, Cais ou da indiferença das embarcações estava indicada em cinco categorias (autor, direção, ator, cenário, figurino e música). Levou apenas o prêmio de melhor autor, para Kiko Marques.

Houve também tom de crítica durante a cerimônia. Premiada como melhor atriz, Fernanda Azevedo, da peça Morro como um país – cenas sobre a violência do Estado, fez um protesto contra a petrolífera que patrocina o prêmio. Em seu discurso, ela relembrou um episódio de 1995, quando o gerente geral da Shell da Nigéria explicitou o apoio de sua empresa à ditadura militar no país: “para uma empresa comercial, que se propõe a realizar investimentos, é necessário um ambiente de estabilidade. As ditaduras oferecem isso”.

A atriz Fernanda Azevedo, da Kiwi Cia.Sem créditos

A atriz Fernanda Azevedo, da Kiwi Cia.

Chico Carvalho, de Ricardo III, foi considerado o melhor ator. O grupo Os Satyros foi agraciado na categoria inovação pela realização do evento Satyrianas.

Eva Wilma, que completou 60 anos de carreira, foi a homenageada especial da noite. Alguns dos momentos mais marcantes de sua trajetória foram lembrados pela apresentadora do evento, a atriz Renata Sorrah. Eva foi aplaudida de pé por vários minutos e se emocionou em seu discurso

O júri de São Paulo é formado por Alexandre Mate, Carlos Colabone, Marici Salomão, Mario Bolognesi e Renata Melo.

Renata Sorrah e Eva Wilma

Confira os vencedores do 26º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo:

Autor:

Kiko Marques por Cais ou da indiferença das embarcações

Direção:

Antunes Filho por Nossa cidade

Ator:

Chico Carvalho por Ricardo III

Atriz:

Fernanda Azevedo por Morro como um país – cenas sobre a violência de estado

Cenário:

Rogério Tarifa por Cantata para um bastidor de utopias

Figurino:

Miko Hashimoto por Operação trem-bala

Iluminação:

Fran Barros por Vestido de noiva

Música:

Jonathan Silva e William Guedes por Cantata para um bastidor de utopias

Categoria inovação:

Os Satyros pela projeção, permanência e abrangência do evento Satyrianas na condição de fenômeno histórico-artístico e social.

Reportagem

Foto: Divulgação/Ney Motta

Artistas curitibanos indicam o que ver no festival

03 de março 2014 |
por Helena Carnieri • Curitiba

Com um recorde de 39 peças na mostra principal deste Festival de Teatro, muita gente enfrenta momentos de pânico diante da bilheteria. A escolha muitas vezes se dá pelo título ou pelos atores em cena. Para uma experiência mais informada, o ator e diretor teatral Fernando Klug sugere procurar na internet críticas e vídeos com trechos do espetáculo que houver despertado interesse. “Críticas, e não matérias de divulgação”, alerta. Ele e outros cinco artistas contam nesta página aquilo a que pretendem assistir de 26 de março a 6 de abril, período em que o festival realiza sua 23.ª edição. Leia mais

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