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Publicações com a tag:

“Clayton Mariano”

Crítica

Foto: Guto Muniz/Foco in Cena

A perpetuação da ausência

19 de março 2017 |
por Daniel Schenker • Rio de Janeiro

Na encenação de Branco: o cheiro do lírio e do formol, apresentada dentro da programação da 4ª Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp), Alexandre Dal Farra propõe uma conjugação aparentemente imprevisível entre o tortuoso processo de criação dramatúrgica e a intrincada relação pai/filho. Leia mais

Crítica

Foto: Cacá Bernardes

A linguagem do mal-estar e do desejo

27 de agosto 2016 |
por Maria Eugênia de Menezes • São Paulo

Existe algo de premonitório na dramaturgia de Alexandre Dal Farra. Não se está a dizer que sua recente trilogia Abnegação adivinhe o futuro. Mas paira, por certo, a sensação de que o autor soube se conectar ao seu tempo: Deu concretude a questões e mal-estares ainda difusos, que só viriam a tomar corpo um pouco mais adiante. Leia mais

Secretaria Municipal lança livro sobre 12 anos do Fomento em SP

30 de novembro 2014 |
por Teatrojornal

As transformações nos modos de produzir, de criar e de pesquisar em teatro de grupo sob parâmetros inéditos de políticas públicas são flagrantes na vigência do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo (Lei nº 13.279, de 8 de janeiro de 2002). Percepção refletida ao longo de nove textos e uma cartografia no livro Fomento ao Teatro: 12 anos (Imprensa Oficial do Estado). O lançamento acontece na segunda-feira (1º/12), às 19h, na Praça das Artes, região central, com direito a distribuição gratuita de exemplares e apresentação da banda da Companhia do Tijolo (do espetáculo Cantata para um bastidor de utopias). Leia mais

Crítica

Foto: Cacá Bernardes

Um ato de profanação ronda o poder

28 de março 2014 |
por Beth Néspoli • São Paulo

No programa do espetáculo Abnegação, o espectador pode ler um trecho de Elogio à profanação, um artigo do filósofo Giorgio Agambem que critica a análise etimológica da palavra religião como termo derivado de religare e, consequentemente, com o sentido de ligação, união, elo. Para ele religião deriva de relegere, cujo campo semântico abarca eleger, escolher e, portanto, tem significado oposto: tornar sagrado é separar (o divino) da esfera do humano. Assim, enquanto o rito religioso reforça a distinção entre planos, o ato de profanação é aquele que ignora tal separação ao fazer uso particular e utilitário de um objeto de culto que, por acordo cultural de uma coletividade, estaria reservado apenas ao uso ritualizado em campo sagrado. Leia mais

Crítica

Foto: Cacá Bernardes

A falha enquanto linguagem

28 de março 2014 |
por Valmir Santos • São Paulo

Em Abnegação, os atos de fala são privados, mas incidem frontalmente na vida pública. Fala-se muito e grosso nesse circuito fechado do negócio da política partidária encruada no poder. No entanto, tudo que esses sujeitos botam da boca para fora soa espasmódico. A interjeição “opa” é recorrente nesses enunciados tensos e quebradiços. A dramaturgia de Alexandre Dal Farra tem suas potencialidades multiplicadas quando o espectador, no caso, dá menos importância ao expressado verbalmente e deixa-se pautar pelo inaudito. A falha como linguagem projeta-se enquanto realidade da cena. Com ela, afloram o caráter de quatro homens e uma mulher que corrompem a própria palavra em sua ambição desmedida. Os cochichos ao pé do ouvido são reveladores do conluio. Leia mais

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