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Publicações com a tag:

“CPT”

Entrevista

Foto: Evelson de Freitas

Os sentidos da voz interior em ‘Blanche’

20 de junho 2016 |
por Valmir Santos • São Paulo

Na noite em que completou 86 anos, em 12 de dezembro passado, Antunes Filho foi ao teatro vestindo camiseta branca. Estampava no peito palavras de Fernando Pessoa, leia-se Álvaro de Campos, em Tabacaria: “Tenho em mim todos os sonhos do mundo”. Na ocasião, já ensaiava Blanche, que entraria em cartaz dali a 103 dias. Leia mais

Crítica

Foto: Inês Correa

Sopros do fonemol

17 de junho 2016 |
por Valmir Santos • São Paulo

Um procedimento criativo de que lançou mão há 25 anos retorna feito bumerangue à cena de Antunes Filho. Substituir da boca dos atores o idioma corrente do espectador brasileiro por uma fala ininteligível, sob a alcunha de fonemol, foi o risco que ele assumiu em Nova velha estória, em 1991, relativizando o sistema de representação e o maniqueísmo no conto de fadas de Chapeuzinho Vermelho. Seria imprudente colar à obra sexagenária desse artista o gesto de repetir-se em Blanche Leia mais

Crítica

Foto: Inês Corrêa

Antunes examina sonho americano sob luz fria

17 de maio 2016 |
por Ferdinando Martins • São Paulo

Ela pegou o bonde certo, mas pensou estar errada. Desejo é um subdistrito em New Orleans, Luisiana, no caminho para se chegar à Avenida Champs Elysée, onde vivem Stella e Stanley Kowalski. O bairro chama-se assim em homenagem a Desirée Clary, ex-noiva de Napoleão Bonaparte. Desirée era francesa, como o nome de Blanche Dubois (Bosque Branco) e de sua propriedade perdida em razão de dívidas, Belle Rêve (Belo Sonho). O bonde e a avenida são mencionados uma única vez no texto de Um bonde chamado desejo, de Tennessee Williams. A propriedade, 18 vezes. Leia mais

Entrevista

Foto: Bob Sousa

Michelle Ferreira dirige seu ‘Urubu comum’

04 de março 2015 |
por Helena Carnieri • Curitiba

Ela veio ao Festival de Curitiba de 2003 com 19 anos, como atriz. Na época sentia-se insegura, ainda atravessando a adolescência, uma época em que convidava amigos para fazer teatro na garagem. Agora, Michelle Ferreira, dramaturga em cartaz em São Paulo com Animais na pista (e com boas críticas), retorna como autora e diretora. Ao lado da Cia. de Teatro do Urubu, de Carolina Meinerz, ela estreia em maio Urubu comum, seu primeiro texto, ainda inédito. Na primeira visita à cidade para ensaiar, Michelle conversou com a Gazeta do Povo. Leia mais

Reportagem

Foto: Rafael Saes

Morre Milaré. Ele deixa curadoria sobre Kantor

10 de julho 2014 |
por Valmir Santos • São Paulo

O jornalista, crítico e estudioso teatral Sebastião Milaré, 68 anos, morreu por volta das 9h30 desta quinta-feira. Há cerca de um mês diagnosticado com câncer de intestino, ele estava internado no hospital Cruz Azul, em São Paulo. “A doença evoluiu rapidamente”, afirma uma de suas sobrinhas, Célia Regina Vieira da Cruz. O velório acontece a partir das 18h de hoje no cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo (Rua Jardim da Colina, 265, Jardim Petroni). O sepultamento está marcado para amanhã, às 11h, no mesmo local. Leia mais

Resenha

Foto: Ilustração de Marcio Tadeu

A cartografia e o cenógrafo

09 de julho 2014 |
por Valmir Santos • São Paulo

Em artigo publicado no catálogo de uma exposição voltada à obra do paulistano Flávio Império (1935-1985), no final da década de 1990, o milanês Gianni Ratto (1916-2005) prospectava como seria interessante escrever uma história do teatro brasileiro analisada sob a ótica de seus cenógrafos. Radicado no país desde 1954, ele questionava até que ponto a “grafia da cena” influenciou os processos criativos como a dramaturgia o fez na evolução da nossa modernidade dos palcos – e da qual ele foi um dos protagonistas. Cioso do texto como epicentro, legado de sua geração na Europa, não escondia o ceticismo da falta de correspondência qualitativa no caso brasileiro porque “muitas vezes a dramaturgia teria sido muito melhor servida se seus textos tivessem sido apresentados vestidos somente da esplêndida nudez de suas palavras”. Leia mais

Artigo

Foto: João Milet Meirelles

A filosofia dos grupos

05 de maio 2014 |
por Valmir Santos • São Paulo

As artes cênicas são, por natureza, gregárias. Sincronizam a respiração no ato ao vivo entre os artistas que ocupam palco, galpão, picadeiro ou espaço público e os espectadores instigados a embarcar nessa nau milenar. Nas tradições orientais e ocidentais, uma das bases da convivência no teatro e na dança diz respeito ao caráter coletivo por trás de cada criação. Em um monólogo dramático ou em um solo coreográfico haverá sempre a interlocução direta ou indireta de uma equipe ancorando as palavras, os gestos, os silêncios e as variantes sensoriais no coração da cena. Leia mais

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