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Publicações com a tag:

“Crítica Militante”

Crítica

Foto: Lenise Pinheiro

Paisagem em labirinto

01 de dezembro 2016 |
por Valmir Santos • São Paulo

Observador atento da realidade no ato de rebelar-se contra ela, desde a primeira hora, o Grupo Folias D’Arte estabelece em Solidão um produtivo estranhamento na sua trajetória de quase duas décadas. Aqui os conflitos sociopolíticos estão submersos nas águas maternais do obscuro. Os artistas potencializam o inconsciente e vão beber direto na fonte do boom literário latino-americano das narrativas que exprimem o realismo gravitando o maravilhoso ou o mágico. Leia mais

Crítica

Foto: Marcos Frutig

A dor e a delícia

08 de novembro 2016 |
por Maria Eugênia de Menezes • São Paulo

A história costuma ser contada a partir do ponto de vista masculino. A história da civilização, do pensamento, das guerras. Esquecemos, muitas vezes, que as macro narrativas que nos acompanham não são neutras, sem gênero. Há um enunciador masculino, branco, vencedor por trás da maior parte dos discursos que reproduzimos. Nesse sentido, Um berço de pedra, obra de Newton Moreno, pode ser lida como uma tentativa de dar voz ao que costumamos alijar do mundo, de ir contra a preponderância do masculino na fabulação. Leia mais

Crítica

Foto: Lenise Pinheiro

Força e fragilidades do masculino

02 de novembro 2016 |
por Maria Eugênia de Menezes • São Paulo

Assistir a Homens nas cidades é deparar-se com um mundo em que o feminino não existe. Não são apenas as mulheres que estão de fora dessa peça escrita pelo britânico Chris Goode. É todo um modo de existir no mundo – e de ser – masculino que se descortina quando o espetáculo se inicia. Sob a direção de Francisco Medeiros, Laerte Mello interpreta o monólogo no qual toma o papel de um narrador e passeia por situações diversas. Leia mais

Artigo

Foto: Fernando Pires

Observatório do chão para cenas de rua

01 de novembro 2016 |
por Kil Abreu • São Paulo

Em Porto Alegre

Uma crítica específica para o teatro de rua/na rua/na cidade faz sentido? Em que medida as variadas formas do teatro e, neste caso, as diferentes maneiras de habitar espaços pede olhares e atitudes críticas diferenciadas? Que importância teriam estes repertórios e estes discursos específicos em um país no qual o Ministério da Cultura identifica os espaços do teatro contabilizando apenas as salas fechadas e desprezando os lugares públicos abertos em que ele acontece?

Estas, entre outras questões, foram colocadas em movimento durante a oitava edição do Festival Internacional de Teatro de Rua de Porto Alegre Leia mais

Crítica

Foto: Beth Néspoli

Cena polifônica para mirar e ver a guerra

30 de outubro 2016 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Toda arte nasce de inquietações possíveis às mulheres e aos homens de determinada época e a ela se dirige. Desde as eras mais remotas, tenta-se driblar essa espécie de condenação à contemporaneidade – a imersão na cultura dificulta o corte crítico – por meio de narrativas deslocadas de seu território de origem, afastamento cujo objetivo, no fim das contas, é o retorno ao tempo vivido com algum elemento de dissenso. Salvo engano, tal movimento, tanto no ponto de partida quanto no de chegada, pode ser detectado no espetáculo Cabras – cabeças que rolam, cabeças que voam, criação da Cia. Teatro Balagan, baseada na tríade guerra-festa-fé, que tem direção de Maria Thaís e texto de Luís Alberto de Abreu.

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Crítica

Foto: Fabiano Augusto

A peça teatral do compositor Erik Satie

27 de outubro 2016 |
por Dirce Waltrick do Amarante • Florianópolis

Em 17 de maio de 2016 foram comemorados os 150 anos de nascimento do compositor francês Erik Satie (1866-1925). Para celebrar a data, a Elefants Companhia de Teatro montou a única peça teatral do artista, A armadilha de Medusa, que estreou em 28 de setembro em Florianópolis. Leia mais

Artigo

Foto: Pedro Isaias Lucas

Eu, Tânia Farias, pela Tribo

24 de outubro 2016 |
por Valmir Santos • São Paulo

Evocando os mortos – Poéticas da experiência é um ponto fora da curva na história da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. A atriz e produtora Tânia Frias enfeixa o caminho da individuação artística ao avançar em procedimento inaugural para ela e para os parceiros: a desmontagem. Trata-se de uma contradição aparente, mas indicativa da maturidade do grupo de Porto Alegre: há 38 anos imbuído da prática da criação coletiva. Leia mais

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