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Publicações com a tag:

“Daniel Schenker”

Crítica

Foto: Nilton Russo

Figuras sem rosto num mundo claustrofóbico

13 de abril 2017 |
por Daniel Schenker • Rio de Janeiro

Chão de pequenos, montagem da Companhia Negra de Teatro, de Belo Horizonte, apresentada no Festival de Curitiba, é estruturada a partir da conciliação de procedimentos contrastantes: a concretude dos depoimentos em off sobre a problemática da adoção e a movimentação poética dos atores que dimensiona, sem reiterar, o desamparo dos personagens, dois meninos, um negro e um branco, confinados, à espera de uma família que os acolha. Leia mais

Crítica

Foto: Lina Sumizono

Mover-se em contraste e aproximação

09 de abril 2017 |
por Daniel Schenker • Rio de Janeiro

Em Ficção, uma das criações anteriores da Cia. Hiato, os atores do grupo realizaram solos nos quais trouxeram à tona determinados aspectos de suas vidas. Na frente do público, de um conjunto de estranhos, revelaram questões íntimas de maneira direta. Diante desse material assumidamente confessional, o título provocava, de início, uma sensação de contraste, mas sintetizava, com precisão, o sumo do projeto: a percepção de que a evocação da própria história implica numa ficcionalização, na medida em que não há como acessar de modo imparcial os acontecimentos como se deram, mas “tão-somente” como foram introjetados por aqueles que passaram pelas experiências. Os atores não apresentavam os fatos puros, e sim uma versão deles (portanto, uma ficção).

Amadores, novo trabalho do grupo conduzido por Leonardo Moreira e incluído na Mostra Oficial do Festival de Curitiba, confirma o apreço pelo depoimento pessoal. Leia mais

Crítica

Foto: Guto Muniz/Foco in Cena

A perpetuação da ausência

19 de março 2017 |
por Daniel Schenker • Rio de Janeiro

Na encenação de Branco: o cheiro do lírio e do formol, apresentada dentro da programação da 4ª Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp), Alexandre Dal Farra propõe uma conjugação aparentemente imprevisível entre o tortuoso processo de criação dramatúrgica e a intrincada relação pai/filho. Leia mais

Crítica

Foto: Guga Melgar

Tragédias que atravessam o tempo

06 de fevereiro 2017 |
por Daniel Schenker • Rio de Janeiro

Antígona e Mata teu pai são apropriações de tragédias gregas que empregam procedimentos diversos em relação aos textos de origem, sendo ambas produções do Rio de Janeiro. No caso da primeira, no Teatro Poeirinha, o diretor Amir Haddad e a atriz Andrea Beltrão mantêm o título da peça de Sófocles e recorrem à tradução de Millôr Fernandes inserindo eventualmente linguajar afinado com a contemporaneidade; na segunda – que encerrou apresentações no Espaço Cultural Sergio Porto e terá sessões no Gamboavista e no Festival de Curitiba –, Grace Passô concebeu uma peça autônoma a partir de Medeia, de Eurípedes. Leia mais

Crítica

Foto: Paula Kossatz

O particular e o geral

09 de dezembro 2016 |
por Daniel Schenker • Rio de Janeiro

Mesmo que pince um caso específico – o de um suposto pintor (o Philippe Dussaert do título da peça com Marcos Caruso) que se notabilizou na reprodução de paisagens de fundo de telas consagradas – e que tome cuidado de, em dado momento do texto, ressaltar que não tem a intenção de abordar a arte contemporânea como um todo, o francês Jacques Mougenot realça questões abrangentes sobre a obra de arte nos dias de hoje (quem atribui o valor, como estabelecer critérios para legitimar ou não o trabalho). Leia mais

Crítica

Foto: Christiano Nascimento

Embaralhamentos do eu

25 de setembro 2016 |
por Daniel Schenker • Rio de Janeiro

O título do monólogo de Rita Elmôr – Clarice Lispector & eu – aponta para uma conexão e, ao mesmo tempo, uma separação entre a escritora e a atriz. Logo no começo da apresentação, Elmôr comenta que fotos de seu rosto foram constantemente atribuídas como sendo imagens de Lispector, confusão decorrente do minucioso visagismo que marcou o trabalho anterior da atriz sobre a escritora, Que mistérios tem Clarice (1998). Leia mais

Crítica

Foto: Ronaldo Gutierrez

O Tapa e a renovada sedução pela palavra

10 de agosto 2016 |
por Daniel Schenker • Rio de Janeiro

O Grupo Tapa caminha numa certa contramão em relação ao painel da cena de hoje. Segue apostando no chamado teatro de texto, calcado na relevância da palavra. A montagem de Gata em telhado de zinco quente, atualmente em cartaz no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, confirma a linha de atuação do Tapa, no que diz respeito à escolha de uma dramaturgia de peso (agora, Tennessee Williams), cuja qualidade é realçada diante do público. Leia mais

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