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“Ferdinando Martins"

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“Ferdinando Martins"

Crítica

A Revolução Francesa e a industrial estabeleceram as bases estruturais do mundo contemporâneo. Tendo como fundamento teórico o pensamento iluminista, esses dois eventos singulares da História baseavam-se na então suposta capacidade da Razão colocar ordem no mundo e de iniciar uma era de progresso que levaria bem-estar e justiça para todos. O fracasso dessa crença foi evidente em todo o século XX e, hoje, vivemos suas consequências mais indesejáveis. É nessa longa duração de um mesmo processo histórico que se desenvolve Ça ira, do francês Joël Pommerat com Leia mais

Nota

Após mais um ano de pesquisa, a Companhia Estelar Teatro deve estrear em São Paulo no próximo mês de maio a obra Frida Kahlo – calor e frio. Antes, nos dias 7 e 8 de fevereiro, o trabalho, ainda em processo, teve duas sessões especiais na Casa Azul, onde Frida Kahlo viveu na Cidade do México. Frida Kahlo – calor e frio conta fragmentos da vida da pintora mexicana e de seus ilustres companheiros (Diego Rivera, León Trotsky, Antonin Artaud, Serguei Eisenstein, entre outros). A dramaturgia é da atriz Viviane Dias e a direção de Ismar Rachmann, que também atuam no espetáculo.

divulgação

Peça foi encenada no México

Crítica

Na esteira das produções que homenageiam os grandes nomes da música brasileira, Gonzagão – A lenda destaca-se por remeter mais ao imaginário popular nordestino que aos conflitos pessoais ou às curiosidades da indústria de entretenimento. Talvez seja esse, justamente, o segredo da longevidade do espetáculo que estreou no Rio de Janeiro em 2012, ano do centenário do nascimento de Luiz Gonzaga, depois fez temporada em São Paulo e em Salvador, regressou para o Rio e agora se encontra em turnê por Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe. Leia mais

Nota

Este Teatrojornal – Leituras de cena passa a constituir rede de colaboradores em sete estados do País. Pretende ser ponto de convergência de profissionais que vivem ou viveram o ambiente da redação e se lançam em busca de novo território de mediação crítica. Surge da constatação de uma crise dos meios impressos e da exiguidade do espaço dedicado às artes. Leia mais

Crítica

Para o bem e para o mal, Memória roubada é um espetáculo contemporâneo, híbrido e globalizado. Em cartaz na Sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo, trata-se de uma coprodução que reúne os grupos brasileiros Linhas Aéreas e Solas de Vento com o diretor australiano Mark Bromilow e os atores canadenses Michel Robidoux e Yves Dubé (da Companhia Les Deux Mondes, de Montreal). A princípio, chama a atenção pelo impacto das imagens e pela forma singela que trata temas densos como a velhice e a perseguição política. Parte da trama se passa em Bali, outras em um quarto de hospital, um circo e uma sala de tortura da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Leia mais

Crítica

O público desce a escada do Teatro Pequeno Ato, antigo Ivo 60, na região central de São Paulo, e Andrei (Jones de Abreu) recebe as pessoas como se fossem seus convidados. Nessa cena inicial da peça Eros impuro, de Sérgio Maggio, ele é um artista plástico esperando um garoto de programa que será modelo para sua pintura. No caso, a própria plateia faz as vezes de objeto a ser retratado. Esse procedimento lembra outros, de artistas que colocaram o espectador como parte da obra. É o caso do espanhol Diego Velázquez com o quadros Las meninas (1656),  do holandês Rembrant com O sindicato dos alfaiates (1662) ou do francês Claude Manet em Um bar no folies-Bergère (1882). Leia mais

Crítica

Grover’s Corners não existe, mas está bem ali perto de você. A cidade fictícia criada por Thornton Wilder é a representação imaginária de um paraíso onde a lua encanta, os filhos obedecem aos pais e os vizinhos se preocupam genuinamente uns com os outros. É a mesma imagem das famílias felizes dos anúncios publicitários e das revistas de celebridades. Os problemas, quando surgem, são facilmente resolvidos. O organista da igreja é alcoólatra, mas tudo bem, as pessoas entendem. “Sabemos as dificuldades por que passou”, diz a esposa do médico da cidade, “a única coisa que nos cabe é fazer de conta que não notamos”. Leia mais