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Publicações com a tag:

“Kil Abreu"

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Crítica

Circo, melodrama e afeto

24.3.2018  |  por Kil Abreu

Pagliacci, espetáculo que comemora os vinte anos da Cia. LaMínima, se avizinha, por força dos seus diferentes materiais, do teatro de variedades. Mas sem que com isso se perca um campo de pensamento bem delimitado, e suas questões. O projeto foi pensado pela companhia ainda na presença do saudoso Domingos Montagner, que não pôde vê-lo de pé. Leia mais

Crítica

Reino Unido, Gana, Jamaica. No ano de 2016 o embarque de artistas em navio cargueiro retoma uma das rotas pelas quais europeus negociavam homens e mulheres negros e negras escravizados. E deles faziam o motor vivo do que chamaram “a” civilização. Selina Thompson colocou seu corpo em rumo, na mesma rota marítima que também é um cemitério dos que foram por muitos motivos descartados no caminho. Leia mais

Crítica

Suíte nº2, o espetáculo de abertura da MITsp, é uma rapsódia teatral nos vários sentidos referidos pelo teórico francês Jean-Pierre Sarrazac quando trata das recorrências formais na cena contemporânea. A rapsódia é, como na concepção antiga, uma narrativa épica, ou seja, que tem interesse na vida social; ou um fragmento de poema. E é, em uma direção também muito próxima ao espetáculo dirigido por Joris Lacoste, uma das formas mais livres da música, com arranjos que surgem das possibilidades de ordenação sonora em acordo com as circunstâncias, temas e influências do momento. Leia mais

Artigo

Vau da Sarapalha é espetáculo do Piollin Grupo de Teatro. Estreou em 1992 em João Pessoa (PB), fez carreira internacional e foi apresentado em mais de 40 cidades.  É considerada ainda hoje uma das montagens mais importantes quanto a uma aproximação possível do universo de Guimarães Rosa no contexto da cena contemporânea. Esta aproximação, no entanto, tem menos a ver com o respeito aos termos da literatura enquanto tal e mais com a transfiguração, em ato artístico autônomo, da narrativa roseana. Leia mais

Crítica

Ó doce irmã, o que você quer mais?
Eu já arranhei minha garganta toda
Atrás de alguma paz.
Agora, nada de machado e sândalo.
Você que traz o escândalo,
Irmã-luz
(Caetano Veloso, Escândalo)

 

Em Belo Horizonte

É sem dúvida um tempo novo. E é do olho do furacão, em uma época de notável violência contra o humano, que o palco brasileiro vai comportando as novas representações que os sujeitos sociais afirmam. A criação coletiva do grupo Rainha Kong para O bebê de tarlatana rosa, conto homônimo do carioca João do Rio (1881-1921), confirma esse raciocínio. Leia mais

Reportagem

Uma dor assim pungente

27.10.2017  |  por Valmir Santos

Narrador de 12 anos sai de casa para comprar pão, na periferia leste da cidade, sofre abordagem abusiva de um policial e empreende fuga com fortes tintas de realismo fantástico.  No centro, travestis e prostitutas são igualmente vítimas de perseguição durante a ditadura civil-militar em entrecho documental que não desbotou. Vide o que se passa noutra geografia mais difusa, onde homens e mulheres soam exasperados nos lugares de fala e discursos intolerantes.

As três peças selecionadas no edital da IV Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos, iniciativa do Centro Cultural São Paulo, pintam uma realidade cortante por meio das formas de violência – as dores físicas e morais – que traumatizam as relações interpessoais e sociopolíticas nos dias de hoje. Leia mais

Encontro com o Espectador

Dramaturgias sintéticas

7.3.2017  |  por Teatrojornal

A dramaturgia contemporânea brasileira foi objeto de debate no 2º Encontro com o Espectador que reuniu, no Ágora Teatro, na noite de 25 de julho de 2016, Cláudia Barral, autora da peça Hotel Jasmim, Paulo Santoro, autor de O teste de Turing e Kil Abreu, curador do projeto Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos, realização do Centro Cultural São Paulo, que premia peças teatrais com montagem e publicação de texto. Leia mais