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“Marcio Medina”

Crítica

Foto:

Cena polifônica para mirar e ver a guerra

30 de outubro 2016 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Toda arte nasce de inquietações possíveis às mulheres e aos homens de determinada época e a ela se dirige. Desde as eras mais remotas, tenta-se driblar essa espécie de condenação à contemporaneidade – a imersão na cultura dificulta o corte crítico – por meio de narrativas deslocadas de seu território de origem, afastamento cujo objetivo, no fim das contas, é o retorno ao tempo vivido com algum elemento de dissenso. Salvo engano, tal movimento, tanto no ponto de partida quanto no de chegada, pode ser detectado no espetáculo Cabras – cabeças que rolam, cabeças que voam, criação da Cia. Teatro Balagan, baseada na tríade guerra-festa-fé, que tem direção de Maria Thaís e texto de Luís Alberto de Abreu.

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Livro-objeto celebra 15 anos da Cia. Teatro Balagan

27 de novembro 2014 |
por Teatrojornal

Os 15 anos da Cia. Teatro Balagan são celebrados na quinta-feira (27/11) com o lançamento do livro-objeto Balagan: Companhia de Teatro na SP Escola de Teatro (Praça Roosevelt, 210, região central de São Paulo), a partir das 20h. A edição independente foi organizada pela diretora, cofundadora e pesquisadora Maria Thais, que divide a coordenação com o jornalista Alvaro Machado, responsável pela edição de texto. Leia mais

Resenha

Foto: Ilustração de Marcio Tadeu

A cartografia e o cenógrafo

09 de julho 2014 |
por Valmir Santos • São Paulo

Em artigo publicado no catálogo de uma exposição voltada à obra do paulistano Flávio Império (1935-1985), no final da década de 1990, o milanês Gianni Ratto (1916-2005) prospectava como seria interessante escrever uma história do teatro brasileiro analisada sob a ótica de seus cenógrafos. Radicado no país desde 1954, ele questionava até que ponto a “grafia da cena” influenciou os processos criativos como a dramaturgia o fez na evolução da nossa modernidade dos palcos – e da qual ele foi um dos protagonistas. Cioso do texto como epicentro, legado de sua geração na Europa, não escondia o ceticismo da falta de correspondência qualitativa no caso brasileiro porque “muitas vezes a dramaturgia teria sido muito melhor servida se seus textos tivessem sido apresentados vestidos somente da esplêndida nudez de suas palavras”. Leia mais

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