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“Marcio Medina"

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Crítica

A alegria crítica

12.7.2018  |  por Kil Abreu

O rei da vela é, como as pessoas do teatro costumam tratá-la, uma peça avançada para os anos 30 do século passado, se o ponto de vista for o da invenção estética. Nela Oswald de Andrade costura de maneira inusual para os modelos dramatúrgicos da época, em traços grossos e em dialética carnavalesca, o momento de passagem dos lugares de poder, da tradicional família rural brasileira, já falida, para as dinâmicas do capital financeiro então nascente, em termos de hegemonia econômica. É o teatro politico e experimental de um autor atento à necessidade de traduzir em forma nova uma realidade em profundo processo de mudança.  Leia mais

Encontro com o Espectador

Os atores e palhaços Fernando Sampaio e Fernando Paz juntaram-se ao público e à crítica para uma reflexão coletiva acerca de Pagliacci, espetáculo que celebrou os 20 anos da Companhia LaMínima Circo Teatro. Leia mais

Artigo

“É preciso que a gente se diga na peça”. Foi com essa máxima que Cacá Carvalho estimulou os atores do Grupo Galpão ao trabalho de pesquisa nos primeiros ensaios de Partido (1999), convidado a dirigir a livre adaptação do romance O visconde partido ao meio, do cubano naturalizado italiano Ítalo Calvino (1923-1985). Leia mais

Encontro com o Espectador

Acompanhe o diálogo editado da 7ª edição do Encontro com o Espectador ocorrida em 30 de janeiro de 2017, no Ágora Teatro, em São Paulo, com o ator Cacá Carvalho e o cenógrafo, figurinista e aqui coordenador artístico Márcio Medina. Eles conversaram com o público e os críticos Welington Andrade, da revista Cult, e Valmir Santos, deste Teatrojornal, em torno do solo A próxima estação – um espetáculo para ler, que cumpriu temporada no Sesc Pinheiros de 10 de novembro a 17 de dezembro de 2016.  Leia mais

Crítica Militante

Toda arte nasce de inquietações possíveis às mulheres e aos homens de determinada época e a ela se dirige. Desde as eras mais remotas, tenta-se driblar essa espécie de condenação à contemporaneidade – a imersão na cultura dificulta o corte crítico – por meio de narrativas deslocadas de seu território de origem, afastamento cujo objetivo, no fim das contas, é o retorno ao tempo vivido com algum elemento de dissenso. Salvo engano, tal movimento, tanto no ponto de partida quanto no de chegada, pode ser detectado no espetáculo Cabras – cabeças que rolam, cabeças que voam, criação da Cia. Teatro Balagan, baseada na tríade guerra-festa-fé, que tem direção de Maria Thaís e texto de Luís Alberto de Abreu.

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Nota

Os 15 anos da Cia. Teatro Balagan são celebrados na quinta-feira (27/11) com o lançamento do livro-objeto Balagan: Companhia de Teatro na SP Escola de Teatro (Praça Roosevelt, 210, região central de São Paulo), a partir das 20h. A edição independente foi organizada pela diretora, cofundadora e pesquisadora Maria Thais, que divide a coordenação com o jornalista Alvaro Machado, responsável pela edição de texto. Leia mais

Resenha

Em artigo publicado no catálogo de uma exposição voltada à obra do paulistano Flávio Império (1935-1985), no final da década de 1990, o milanês Gianni Ratto (1916-2005) prospectava como seria interessante escrever uma história do teatro brasileiro analisada sob a ótica de seus cenógrafos. Radicado no país desde 1954, ele questionava até que ponto a “grafia da cena” influenciou os processos criativos como a dramaturgia o fez na evolução da nossa modernidade dos palcos – e da qual ele foi um dos protagonistas. Cioso do texto como epicentro, legado de sua geração na Europa, não escondia o ceticismo da falta de correspondência qualitativa no caso brasileiro porque “muitas vezes a dramaturgia teria sido muito melhor servida se seus textos tivessem sido apresentados vestidos somente da esplêndida nudez de suas palavras”. Leia mais