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Publicações com a tag:

“Recife”

Crítica

Foto: Eric Gomes

Trema! Festival: a curadoria da urgência

24 de maio 2016 |
por Francis Wilker • São Paulo/Brasília

Pode-se caminhar através de um festival como através de uma paisagem. (…) O fantasma do curador-uber, corajosamente criando sua própria obra a partir de obras de arte de outras pessoas não deve ser temido no campo performativo, de forma nenhuma. Pelo contrário, existe sim uma falta de coragem para conferir significado – e não é por modéstia, mas por medo da tarefa

Florian Malzacher

No campo da linguagem o trema se configura como um diacrítico, sinal gráfico utilizado em uma letra para alterar sua realização fonética ou demarcar a independência de uma vogal em relação a vogal anterior. Como verbo, tremer, está associado à ideia de agitar, deslocar, provocar ou sentir tremores. Nas duas acepções, uma palavra associada à alteração. Não por acaso, o lema do pernambucano Trema! Festival de Teatro, criado em 2012, tem como frase de sustentação: “Muda a língua, muda o texto, muda a cena”. Leia mais

Reportagem

Foto: Marcos Hermes

A ‘missa pagã’ na cena de Nachtergaele

09 de janeiro 2016 |
por Mateus Araújo • Recife/São Paulo

Quando Matheus Nachtergaele está no palco, ele reza uma reza só dele. Mas reza em prece com todos que estão ali, cercando-o de olhares, contemplação e entrega. “O que eu amo no teatro não é um autor ou um gênero. O que me interessa e que eu gosto, desde sempre, nas peças que fiz ou nas que vejo, é a percepção de estarmos rezando sem Deus”, diz o ator. Leia mais

Crítica

Foto: Rick Rodrigs

Militância e rito em ‘Soledad’

26 de novembro 2015 |
por Mateus Araújo • Recife/São Paulo

“E ainda tem gente que pede a volta da ditadura militar. Respeitem quem foi torturado”. A frase de revolta da atriz Hilda Torres, em Soledad, é uma das muitas observações que a pernambucana traz para sua revisitação à história da guerrilheira e militante paraguaia assassinada pela polícia, em 1973, em Pernambuco [Soledad Barret Viedma, da Vanguarda Popular Revolucionária, a VPR, morta ao lado de outros cinco companheiros].

O monólogo épico desponta como um dos poucos trabalhos encenados neste ano, no Recife Leia mais

Crítica

Foto: Wilson Lima

Salmo 91 ou todos são iguais perante a dor

10 de agosto 2015 |
por Mateus Araújo • Recife/São Paulo

O Carandiru da peça Salmo 91 pode facilmente ser substituído por qualquer outra penitenciária brasileira, uma vez que as mazelas dali são universais e atemporais. Rever as dores das centenas de pessoas que viveram naquele presídio, cenário de uma das maiores barbáries da história do Brasil, é também reforçar a necessidade de questionamentos tão atuais sobre a prisão no País Leia mais

Entrevista

Foto: Camila Sergio

O homem que brinca de reabrir o tempo

08 de julho 2015 |
por Francis Wilker • São Paulo/Brasília

“As lembranças se gravam na minha memória com traços cujo encanto e força aumentam dia a dia; como se, sentindo que a vida me escapa, eu procurasse aquecê-la pelos seus começos” 

Rousseau (Confissões[1].

Lançando sua sexta publicação dedicada à história da cena teatral pernambucana, Panorama do teatro para crianças em Pernambuco (2000-2010), o jornalista e ator Leidson Ferraz, nascido em Petrolina e morador de Recife desde 1998, tornou-se um personagem importante na pesquisa, registro, análise e disseminação da memória do teatro feito no estado. Leia mais

Reportagem

Foto: Caíque Cunha

Copi “transbarroco”

30 de junho 2015 |
por Mateus Araújo • Recife/São Paulo

Copi foi insubmisso. Desses que não se regram – literalmente, era sinônimo da desconstrução. Entre suas maquiagens extravagantes, seus vestidos escandalosos e gestual tão intrínseco fez de si a melhor definição da sua própria classificação: o ator-travesti. Leia mais

Reportagem

Foto: Acervo Memórias da Cena Pernambuca

60 anos da peleja de João Grilo e Chicó

22 de junho 2015 |
por Mateus Araújo • Recife/São Paulo

O Auto da Compadecida foi um livro escrito por um jovem de 28 anos, em 1955. Inspirado nos autos medievais e, principalmente, na literatura de cordel, o paraibano Ariano Suassuna escreveu, no Recife, a peça que viria a lançar, no Brasil, um estilo de teatro popular Leia mais

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