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“Renata Sorrah"

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Crítica

Falar também pode ser uma maneira de impor o silêncio. Falamos muito sobre o país miscigenado, falamos sobre discriminação e preconceito, enchemos páginas de jornal com a barbárie cotidiana e a matança da população negra. É com um excesso de palavras que conseguimos não dizer nada que sobre isso. Preto, mais recente criação da companhia brasileira de teatro, parte desse incômodo. Leia mais

Reportagem

O teatro curitibano faz as malas para excursionar ao longo do ano e mostrar a cara em várias praças. Nosso grupo mais respeitado hoje na cena nacional, a Companhia Brasileira parte para a França, onde apresenta entre janeiro e fevereiro Nus, ferozes e antropófagos em quatro cidades, incluindo Paris, ao lado dos grupos Jakart Mugiscué e Centro Dramático Nacional de Limousin. Leia mais

Nota

A exemplo do que já havia acontecido no Rio, o Prêmio Shell de São Paulo pulverizou as premiações e não elegeu um grande vencedor. Cantata para um bastidor de utopias mereceu dois troféus: melhor Cenário, para Rogério Tarifa, e melhor Música, por Jonathan Silva e William Guedes. Grande favorita da noite, Cais ou da indiferença das embarcações estava indicada em cinco categorias (autor, direção, ator, cenário, figurino e música). Levou apenas o prêmio de melhor autor, para Kiko Marques.

Houve também tom de crítica durante a cerimônia. Premiada como melhor atriz, Fernanda Azevedo, da peça Morro como um país – cenas sobre a violência do Estado, fez um protesto contra a petrolífera que patrocina o prêmio. Em seu discurso, ela relembrou um episódio de 1995, quando o gerente geral da Shell da Nigéria explicitou o apoio de sua empresa à ditadura militar no país: “para uma empresa comercial, que se propõe a realizar investimentos, é necessário um ambiente de estabilidade. As ditaduras oferecem isso”.

A atriz Fernanda Azevedo, da Kiwi Cia.Sem créditos

A atriz Fernanda Azevedo, da Kiwi Cia.

Chico Carvalho, de Ricardo III, foi considerado o melhor ator. O grupo Os Satyros foi agraciado na categoria inovação pela realização do evento Satyrianas.

Eva Wilma, que completou 60 anos de carreira, foi a homenageada especial da noite. Alguns dos momentos mais marcantes de sua trajetória foram lembrados pela apresentadora do evento, a atriz Renata Sorrah. Eva foi aplaudida de pé por vários minutos e se emocionou em seu discurso

O júri de São Paulo é formado por Alexandre Mate, Carlos Colabone, Marici Salomão, Mario Bolognesi e Renata Melo.

Renata Sorrah e Eva Wilma

Confira os vencedores do 26º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo:

Autor:

Kiko Marques por Cais ou da indiferença das embarcações

Direção:

Antunes Filho por Nossa cidade

Ator:

Chico Carvalho por Ricardo III

Atriz:

Fernanda Azevedo por Morro como um país – cenas sobre a violência de estado

Cenário:

Rogério Tarifa por Cantata para um bastidor de utopias

Figurino:

Miko Hashimoto por Operação trem-bala

Iluminação:

Fran Barros por Vestido de noiva

Música:

Jonathan Silva e William Guedes por Cantata para um bastidor de utopias

Categoria inovação:

Os Satyros pela projeção, permanência e abrangência do evento Satyrianas na condição de fenômeno histórico-artístico e social.

Nota

Conselho de classe e Elis, a musical lideram as indicações à 26ª edição do Prêmio Shell no Rio de Janeiro – ambos aparecem destacados em três categorias cada –, agendada para a noite desta terça-feira, no Espaço Tom Jobim, Jardim Botânico. Recentemente consagrado na primeira edição do Prêmio Cesgranrio, Conselho… é um dos espetáculos comemorativos dos 25 anos da Cia. dos Atores. Leia mais

Nota

A organização do Prêmio Shell de Teatro anunciou as datas das cerimônias da 26ª edição, relativa às temporadas carioca e paulista de 2013. No Rio de Janeiro, será dia 11 de março no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico. Em São Paulo, dia 18 de março no Estação São Paulo, em Pinheiros. Ambas as noites serão conduzidas por Renata Sorrah, melhor atriz de 2012 por Esta criança, que revelará os vencedores em nove categorias. Conheça os indicados da vez aqui.

Nota

Tradicionalmente o curitibano compra com avidez ingressos para o Festival de Teatro da cidade – cujas bilheterias foram abertas hoje – sem prestar muita atenção à cidade de onde vêm as peças. O grosso vem do eixo Rio-São Paulo, como é natural devido ao volume de produção das duas praças. Se o público não faz muita questão de encontrar artistas curitibanos no palco, a baixa frequência com que o pessoal local é escalado incomoda a classe teatral. Neste ano, a cidade é representada por 2 dos 35 espetáculos: Nus, ferozes e antropófagos, apresentado como ensaio aberto da prestigiada nacionalmente Cia. Brasileira de Teatro, em parceira com os coletivos franceses Jakart/Mugiscué e o Centro Dramático Nacional de Limousin; e Tumba de cães, com direção de Marino Jr. Leia mais