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Publicações com a tag:

“Valmir Santos"

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“Valmir Santos"

Crítica

Entender para imaginar, imaginar para entender. É defronte esse espelho que o Tablado de Arruar tem se postado nos últimos sete e tempestivos anos dentre os seus 18 de atividade teatral em São Paulo. Dar forma ao material extraído da realidade premente, mediado pela sala de ensaio, consumou uma poética da razão antipoética na cena do grupo. As delimitações temporal, temática e historicizante das obras recentes tocam em questões éticas, sociais, políticas e culturais sintomáticas de como o anacronismo ganhava corpo na sociedade a poucos meses das manifestações de junho de 2013, o novo ano que não acabou.

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Crítica

Nem o apito de trem intermitente distensionou a relação do público com duas performances ao ar livre dentre as três que a artista Va-Bene Fiatsi, de Gana, mostrou na edição dos 50 anos do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, no mês passado. A sonoridade noturna da linha férrea, ao contrário, tornou as imagens poeticamente mais lancinantes.

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Crítica

Nem em Estado de sítio, que estreou onze dias após a eleição do 38º presidente da República do Brasil, em 2018, o diretor Gabriel Villela tinha se permitido tocar a chapa quente da realidade como o faz desbragadamente em Auto da Compadecida.

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Crítica

O santista Carlos Alberto Soffredini (1939-2001) parecia bastante consciente ao confrontar a matéria da desilusão na tragicomédia Vem buscar-me que ainda sou teu. Ele já antecipava: “Este trabalho é o resultado de um contato sincero com o artista ambulante. Fui lá procurando a essência da linguagem teatral brasileira. E encontrei pessoas. Procurando as ideias, encontrei a vida. Não dedico esta peça a eles porque eles jamais a lerão. E, se a lessem, não se interessariam por montá-la. E eles sabem o que fazem”.

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Crítica

No final da peça Eles não usam black-tie (1958), Romana, a mãe, chora e separa feijões sobre a mesa. O filho acabou de deixar a casa. O pai é líder operário, foi preso algumas vezes por defender os direitos de sua classe e articula mais uma greve. Empregado na mesma fábrica, o primogênito fura o movimento com medo do futuro. A namorada engravidou, o casamento vem aí. Pai e filho rompem ideológica e moralmente. A ação se passa num morro carioca dos anos 1950. Finalmente a condição dos trabalhadores é posta em relevo na dramaturgia brasileira por meio da peça de Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006).

Corta para Buraquinhos ou O vento é inimigo do picumã. Um menino negro de 12 anos narra sua jornada “pelo mundo” na tentativa de escapar da intolerância de um policial em seu encalço. Na perseguição que perdura quase todo o texto, o militar atira dezenas de vezes, decompondo o corpo dele enquanto a mente voa longe na capacidade de invenção. A fábula-denúncia de Jhonny Salaberg dança por entre a engenhosa construção do imaginário e um apurado senso de observação da “realidade sólida”, segundo o narrador.

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Encontro com Espectadores

A seguir, transcrevemos e editamos a reflexão conjunta acerca de Gota d’água {PRETA}, espetáculo dirigido, concebido e idealizado por Jé Oliveira a partir de Gota d’água, peça de Chico Buarque e Paulo Pontes montada pela primeira vez em 1975.

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Crítica

Entrechoques de mundos

25.5.2019  |  por Valmir Santos

A expressão “sair do armário” não se aplica apenas ao reconhecimento da sexualidade ou da identidade de gênero, seja sobre si ou o outro. Ela assume o fosso das classes sociais no espetáculo De volta a Reims (a pronúncia aproximada é “rãs”). Ter acesso, ou não, a serviços essenciais, como a educação, marca a vida de qualquer indivíduo. No caso, as barreiras de uma sociedade capitalista não são apenas impostas, mas autoimpostas: as origens do ser resultam apagadas após o “milagre” da formação escolar e da mobilidade social que propiciaram ascender intelectual, afetiva e materialmente falando.

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