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“Valmir Santos"

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Artigo

[Artigo publicado originalmente na Conjunto – revista de teatro latinoamericano, editada pela Casa de las Américas, de Cuba, nº 187, abril-junho 2018, pp. 19-23, traduzido para o castelhano por Vivian Martínez Tabares]

Arte por natureza efêmera, o teatro vive subvertendo os próprios desígnios ao não perecer graças à memória das mulheres e dos homens que lhe dão vida. Quando os pilares humanos de um espetáculo de meio século atrás são os mesmos a alicerçá-lo nos dias de hoje, esses artistas elevam sua criação à quinta-essência. A coragem reacendida no presente, em 2017, é feita da matéria dos sonhos de 1967, e vice-versa. É desse ponto de vista que observamos os entrelaçamentos do tempo histórico e do tempo cênico na remontagem da peça O rei da vela, de Oswald de Andrade (1890-1954), pela Companhia Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona. Leia mais

Crítica

Estrangeiros às dores do povo chileno durante a ditadura militar, saímos pungidos da experiência de Villa, a peça de Guillermo Calderón montada por Diego Moschkovich. A empatia do espectador não decorre apenas da abordagem artística do material em torno do terrorismo de Estado. As entrelinhas gritam o avançado grau de discussão daquela sociedade sobre as sequelas do governo do general Pinochet (1973-1990). Leia mais

Crítica

Os espetáculos AI-5: a peça, concebido e dirigido por Paulo Maeda; Comum, com o Grupo Pandora de Teatro; e Roda morta, com a Cia. Teatro do Perverto conectam suas dramaturgias a episódios do período da ditadura civil-militar no Brasil. As variações de como os direitos foram sequestrados, assim como as delineações estéticas dos trabalhos, permitem constatar os perigos que rondam a democracia vigente e sabidamente imperfeita. Não custa lembrar que o restabelecimento desse sistema político aconteceu há 33 anos. Cada peça transmite a medida do tempo histórico e suas reverberações no presente. Leia mais

Encontro com o Espectador

Epidemia prata é o quinto espetáculo da Cia. Mungunzá de Teatro, estreado em maio e razão do 21º Encontro com o Espectador, ação mensal que envolve o público, a crítica e os criadores. Em atividade há dez, desde 2017 seus integrantes cumprem o que entendem por residência artística no Teatro de Contêiner, erguido com os próprios braços e recursos no bairro da Luz. Ali, na região central, contracenam diuturnamente com pessoas em situação de vulnerabilidade, a maioria decorrente da dependência do crack Leia mais

Crítica

Vozes encorpadas

5.10.2018  |  por Valmir Santos

O desinvestimento da vida em populações latino-americanas é um traço histórico a partir do qual artistas reagem feito um grito desengasgado. Elaboram poéticas do espanto diante de realidades brutais. Nos espetáculos Para não morrer e Há mais futuro que passado – um documentário de ficção, por exemplo, as estruturas de silenciamento e apagamento levam artistas, majoritariamente mulheres, a reavivarem as lutas e perspectivas daquelas que vieram antes e abriram caminhos até a contemporaneidade. Corpo e voz forjados para denunciar o machismo disseminado em sociedades patriarcais e colonizadas. Leia mais

Crítica

Santos – Antes da leitura crítica acerca do espetáculo La despedida (A despedida), um episódio testemunhado em Bogotá, cidade do grupo Mapa Teatro.

Meados de março de 2010, entrada do Teatro Fanny Mikey, em Bogotá. O público é revistado à porta por um militar fardado e armado. Os espectadores estão ali para assistir ao diretor estadunidense Bob Wilson atuando em A última gravação de Krapp. Leia mais

Reportagem

Dentre os significativos festivais internacionais pelo país, a maioria sob as rédeas da economicidade neste ano de 2018, alinhamos três deles que operam sob os sentidos de resistir e se reinventar. Dois acontecem neste setembro, o terceiro em outubro. Os eventos em RecifeBelo HorizonteLondrina não são os únicos a colocar esses verbos em ação em algum momento de suas histórias. Aliás, integram o Núcleo dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil composto de oito representantes. Leia mais