Menu

Publicações com a tag:

“Valmir Santos"

Assine nossa newsletter

Publicações com a tag:

“Valmir Santos"

Reportagem

Assim como escancara as desigualdades socioeconômicas, a pandemia à brasileira cala fundo sobre a vulnerabilidade da maioria dos trabalhadores no campo das artes e da cultura. As últimas semanas evidenciaram relatos frequentes de técnicos, produtores, artistas e grupos ou coletivos em busca de cestas básicas para subsistir ou mesmo fechando seus espaços, alguns mantidos a duras penas mesmo antes das medidas restritivas.

Leia mais

Crítica

Logo na primeira linha, o narrador de Elizabeth Costello pontua sobre “como nos levar de onde estamos, que é, por enquanto, lugar nenhum, para a margem de lá”. Aludir à imagem da construção de pontes serve como poderoso instrumento de navegação pelo romance de J.M. Coetzee, em que pesem as saborosas e por vezes mal-humoradas contendas da protagonista com familiares, intelectuais ou admiradores. A personagem-título, uma prestigiada escritora veterana, lida com ideias morais, filosóficas e estéticas sem perder de vista o substrato da vida. Sua inquietude figura nos traços de personalidade e de linguagem, como bem cultiva o monólogo de mesmo nome idealizado e atuado por Lavínia Pannunzio com adaptação e direção de Leonardo Ventura.

Leia mais

Encontro com Espectadores

O espetáculo As cangaceiras, guerreiras do sertão tinha reestreia marcada para 4 de abril, sábado passado, no Tuca, em São Paulo. A segunda temporada foi suspensa por causa da pandemia. A primeira aconteceu de abril a agosto de 2019, no Teatro do Sesi-SP, do Centro Cultural Fiesp, que também produziu o musical envolvendo 13 atores e outras 12 pessoas na equipe de criação sob texto e letras de Newton Moreno, direção de Sergio Módena e direção musical de Fernanda Maia.

Leia mais

Artigo

Espetáculos internacionais da sétima edição da MITsp permitiram examinar sentimentos contraditórios da sociedade global diante do imponderável ditado pela pandemia. A curadoria soou premonitória ao circunscrever trabalhos que expuseram nuances da vulnerabilidade humana nesta hora da História e formas de distanciamento social a que agora os brasileiros estamos enquadrados não como metáfora, mas sob a concreção da medida sanitária preventiva que um terço das nações adotou com vistas a não sobrecarregar os sistemas de saúde e minimizar o número de mortes.

Leia mais

Crítica

Não matarás e Não cometerás adultério (este desdobrou no longa-metragem Não amarás) estão entre os filmes para a televisão que Krzysztof Kieslowski dirigiu na juventude a partir dos dez mandamentos bíblicos do Antigo Testamento. Considerada obra-prima do polonês, a série Decálogo foi rodada no final da década de 1980 em plena agonia do regime comunista no país do leste europeu. Os episódios tinham como pano de fundo um conjunto habitacional, microcosmo do esgarçamento do tecido social. A lembrança de Kieslowski é motivada pelo encontro com o espetáculo Tu amarás, que o grupo chileno Bonobo apresentou durante a 7ª MITsp.

Leia mais

Crítica

Papelão civilizatório

13.3.2020  |  por Valmir Santos

A artista francesa Phia Ménard convida espectadores a explorar o espaço da imaginação e lá construir e destruir coisas belas e terríveis – uma premissa da arte, convenhamos. Mas a centelha está em proceder em tempo real às etapas de arquitetar e ruir uma obra dentro da obra nos 90 minutos de percepções ambíguas quanto a vazio, força e desesperança em Contos imorais – parte 1: casa mãe (Contes immoraux – partie 1: maison mère).

Leia mais

Reportagem

A reatividade como mecanismo de defesa vem dando lugar ao ato criador por essência em tempos de guerra anticultural no Brasil. Artistas, produtores, estudantes, pedagogos, gestores e demais sujeitos em diferentes áreas de expressão articulam modos mais horizontais, inventivos e politicamente perspicazes de confrontar o autoritarismo de Estado.

Mobilizações ocorridas em São Paulo desde o final de 2019, ao ar livre ou em espaços culturais, sinalizaram procedimentos mais inspiradores na hora de pensar, organizar e articular poeticamente ações e discursos contra o estado de coisas. Afinal, quem atua junto às ciências humanas possivelmente tem amigos ou familiares com transtornos de somatização diante das medidas desse governo doentio que mina os direitos sociais e põe a democracia em risco. Daí redobrar resistências físicas e psicológicas para ir à luta.

Leia mais