Menu

Crítica

Ubu e a comissão da verdade é exemplo do que se convencionou chamar arte “multimídia”. Aqui, saberes e linguagens são amalgamados com a intenção de conceber uma obra híbrida. Expediente que se relaciona intrinsecamente à trajetória de seu diretor, o sul-africano William Kentridge. Leia mais

Crítica

Dramas e tragédias contemporâneos têm atravessado a programação da MITsp. As problemáticas de nosso tempo contaminam as obras. A tal ponto que, mesmo ao lidar com textos que acreditávamos suspensos na história – atemporais -, os criadores são capazes de reposicioná-los, contaminando-os de presente e abrindo a possibilidade de insuspeitas leituras. Nas mãos do lituano Oskaras Koršunovas, Hamlet permanece a repercutir a angústia do príncipe da Dinamarca, dividido entre os deveres de herdeiro real e as vontades do indivíduo. Mas adquire também os contornos de uma crise que ainda não soubemos nomear, um mal-estar difuso que vemos tomar as ruas e acorrer aos consultórios médicos em busca de alívio. Leia mais

Crítica

A diretora turca Şahika Tekand foi certeira na escolha do título de seu espetáculo. Anti-Prometeu, montagem que integra a programação da MITsp, pode ser, de fato, considerado o avesso da saga do titã grego.

Na mitologia (e também na tragédia de Ésquilo), Prometeu é o herói que ousa desafiar os deuses. Rouba o fogo para se transformar em um protetor da humanidade. Opera por meio da astúcia e da coragem. Leia mais

Reportagem

O homem que vive plugado, conectado, na estrita dependência de equipamentos e máquinas talvez não seja mais humano. Talvez seja um novo humano. Ainda carente de uma ontologia que dê conta de sua complexidade. Com o projeto E se fez a humanidade ciborgue em 7 dias, o grupo Satyros esmiúça a questão em sete diferentes espetáculos. Leia mais

Reportagem

São Paulo não precisa de um festival. Há uma infinidade de espetáculos em cartaz. E as produções internacionais nunca estiveram tão presentes. Essa era a percepção de produtores e gestores culturais da cidade. Mas Antonio Araujo, diretor do Teatro da Vertigem, e Guilherme Marques, diretor do teatro CIT- Ecum, não pensavam assim. “Fala-se que a cidade é grande demais. Dispersiva demais para um festival. Essas desculpas nunca me convenceram”, diz Araujo. A MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo nasce dessa percepção. Leia mais

Reportagem

Num primeiro momento, o espetáculo Vinicius de vida, amor e morte, com estreia prevista para sexta [7/3] no Sesc Santo Amaro, se assemelha a outros da atual safra de musicais brasileiros. Para aqueles que resolveram dar as costas à Broadway e investir em produções nacionais, as biografias de artistas da MPB têm sido a principal fonte de inspiração. O movimento começou em 1998, quando o musical Somos irmãs investigava a vida e as canções das irmãs Linda e Dircinha Batista, e se estende com força até hoje: o sucesso recente de Elis, a musical, que chega a São Paulo em 12 de março, é evidência da longevidade do gênero. Leia mais

Reportagem

A tortura, os interrogatórios, o exílio. São temas que saíram de cena a partir dos anos 1980, com a redemocratização do País. Mas que, gradativamente, voltam a ocupar os palcos. Leia mais

Nota

O resultado dos editais de ocupação dos espaços da Funarte em São Paulo tem gerado protestos entre os artistas de dança e teatro. Ao contrário do que aconteceu no Rio e em Brasília, onde os candidatos inscritos foram selecionados, o edital paulista desclassificou todos os concorrentes. “A Funarte, que é a fundação nacional para as artes, está trabalhando contra os artistas”, disse Sandro Borelli, presidente da Cooperativa Paulista de Dança. “Esse edital é esquizofrênico.” Leia mais

Reportagem

Diariamente, os jornais divulgam as declarações que os políticos consentem em tornar públicas. Mas sobre o que eles falam quando estão a salvo dos gravadores e das câmaras? Abnegação, novo espetáculo do grupo Tablado de Arruar que estreia no CCSP, parte desse pressuposto. “Nunca vamos saber o que eles discutem de verdade. É algo intangível. E foi isso que nos interessou”, comenta Clayton Mariano, que divide a direção do espetáculo com Alexandre Dal Farra. Leia mais

Reportagem

A incomunicabilidade tornou-se tema recorrente no teatro contemporâneo. Opus para 12 vozes humanas, nova peça do dramaturgo Sérgio Roveri, segue a corrente e mergulha nessa problemática. Também investiga a incapacidade de se relacionar com um interlocutor nos dias que correm. Mas o faz de maneira peculiar. “Não adiantaria comunicar a incomunicabilidade. Era preciso criar uma obra que fosse, em essência, incomunicável”, comenta o diretor, José Roberto Jardim. Leia mais