Crítica teatral, formada em jornalismo pela USP, com especialização em crítica literária e literatura comparada pela mesma universidade. É colaboradora de O Estado de S.Paulo, jornal onde trabalhou como repórter e editora, entre 2010 e 2016. Escreveu para Folha de S.Paulo entre 2007 e 2010. Foi curadora de programas, como o Circuito Cultural Paulista, e jurada dos prêmios Bravo! de Cultura, APCA e Governador do Estado. Autora da pesquisa “Breve Mapa do Teatro Brasileiro” e de capítulos de livros, como Jogo de corpo.
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7.2.2014 | por Maria Eugênia de Menezes
Ou você poderia me beijar vem contar uma história cada vez mais rara, mas não incomum. Poderia ter acontecido com seus avós. Ou seus pais. Depois de 60 anos de união, um casal precisa aprender a se separar. Um deles está doente. Não demora muito a morrer. E a presença do Mal de Alzheimer, que mina as memórias desse que vai embora, só torna a despedida mais penosa. Leia mais
Amores sem limites. Pessoas capazes de transgredir todas as regras e convenções sociais para viver plenamente seus afetos. Nos espetáculos que o diretor argentino Claudio Tolcachir criou ao lado do grupo Timbre 4, os enredos são diferentes. Mas os sentimentos extremos são uma constante. “Como seria não reconhecer limites nem legais, nem morais, nem mesmo um mínimo de respeito? Tudo isso por amor”, questiona Tolcachir. “Nesta vida sem limites, os personagens experimentam um sofrimento sem-fim. Mas me parecem também vidas muito excitantes, divertidas e comoventes. Leia mais
O crescimento da participação internacional e a intenção de homenagear os 450 anos de nascimento de William Shakespeare devem marcar a programação do próximo Festival de Curitiba, que ocorre de 26 de março a 4 de abril. Leia mais
A história de uma mulher alforriada que volta a ser escrava é o objeto do espetáculo carioca A negra felicidade. Dirigida por Moacir Chaves, a montagem reconstitui um episódio verídico do Rio de Janeiro do século 19: em 1870, uma ex-escrava pede um empréstimo para conseguir comprar a liberdade de sua filha. O agiota, contudo, decide cobrar a dívida assumindo a posse da moça. Leia mais
Quando o telefone tocou, Nathalia Timberg precisou de algum tempo para responder. Do outro lado da linha, o diretor Roberto Alvim, da cia. Club Noir, fazia-lhe uma proposta para encenar Samuel Beckett. Seria sua primeira incursão pela obra do autor irlandês em seus 60 anos de carreira. Antes de dizer o que acha, ela espera. Pausa. Leva três segundos em silêncio. E só então aceita. Não como quem decide. Mas como se cedesse a um chamado: “Ah, mas aí fica muito tentador…”, disse. Leia mais
Há mentiras que se tornam verdade. A tal ponto que passa a importar pouco que tenham acontecido ou não. Ao escrever Mozart e Salieri, o russo Aleksander Pushkin tratava da relação entre os dois compositores, instaurando entre eles uma mortal rivalidade. Nos anos 80, quando Peter Shaffer lançou a peça Amadeus, que posteriormente inspiraria o filme premiado de Milos Forman, a disputa entre os dois artistas voltou à berlinda. Leia mais
Talvez não dê para falar em transformação, mas transição é uma palavra à qual as diretoras Susana Ribeiro e Bel Garcia recorrem diversas vezes para falar do atual momento da Cia. dos Atores. O afamado grupo carioca chega ao Sesc Belenzinho com Conselho de classe, espetáculo que surgiu com a missão de dar um ponto final à trajetória de 25 anos da trupe e, curiosamente, acabou lhe abrindo outros caminhos e garantindo-lhe uma sobrevida. “Estamos buscando um outro modelo, mais leve, no qual a gente se abra mais, se misture mais”, comenta Susana. Leia mais
Onde está a verdadeira mentira: na representação dos atores ou nos jogos de retórica dos políticos? Em A arte da comédia, que aporta amanhã no Sesc Santana após cumprir quase um ano de temporada no Rio, o diretor Sergio Módena vale-se da obra do autor italiano Eduardo de Filippo (1900-1984) para discutir a natureza da arte teatral. Mas não só. Os costumes hipócritas da sociedade e as artimanhas do jogo de poder entre os governantes também são postos sob escrutínio na criação. Leia mais
6.1.2014 | por Maria Eugênia de Menezes
O teatro de grupo legou os melhores espetáculos das temporadas recentes. Nos últimos anos, também é insuspeito o protagonismo da cidade no que diz respeito às artes cênicas nacionais. Em 2013, a qualidade da cena local permanece indissociável do trabalho dos coletivos. Mas, por alguma razão, invertendo-se a ordem até então estabelecida, várias das melhores criações vistas por aqui foram produzidas e gestadas em outros Estados do País. Leia mais
5.12.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Morreu o dramaturgo e diretor Fauzi Arap. Nome marcante do teatro brasileiro, ele tinha 75 anos e enfrentava um câncer de bexiga. Familiares informam que o artista morreu em casa, dormindo.
Símbolo da contracultura dos anos 1970, Fauzi começou sua trajetória ainda na década de 1950, quando estreou como ator amador no Teatro Oficina. Formado em engenharia, logo trocou de profissão para assumir seu lugar nos palcos. Leia mais