Crítica teatral, formada em jornalismo pela USP, com especialização em crítica literária e literatura comparada pela mesma universidade. É colaboradora de O Estado de S.Paulo, jornal onde trabalhou como repórter e editora, entre 2010 e 2016. Escreveu para Folha de S.Paulo entre 2007 e 2010. Foi curadora de programas, como o Circuito Cultural Paulista, e jurada dos prêmios Bravo! de Cultura, APCA e Governador do Estado. Autora da pesquisa “Breve Mapa do Teatro Brasileiro” e de capítulos de livros, como Jogo de corpo.
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3.12.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
A poucos dias da eleição da APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, marcada para a próxima segunda-feira, 9/12, os críticos da entidade, em reunião informal, fizeram uma pré-seleção dos indicados para o 2º semestre. Leia mais
1.12.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
O Teatro da Vertigem nasceu há exatos 21 anos com a proposta de se relacionar com a cidade de maneira diferente. No lugar dos palcos convencionais vieram prédios com significado urbano – igreja, presídio, hospital. Em seus trabalhos mais recentes foi a própria metrópole a transformar-se em cenário e protagonista. “Somos fruto de São Paulo. Da loucura e da energia dessa cidade”, crê o diretor Antônio Araújo, que comemorou o aniversário com uma retrospectiva em vídeo de todas as criações do grupo. Leia mais
25.11.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Em seus filmes, Quentin Tarantino convida o público a rir da violência, a deleitar-se com ela. É dessa mesma espécie de gozo perverso que se alimenta Cine monstro, espetáculo solo de Enrique Diaz.
A obra marca a terceira incursão do criador sobre o universo do autor canadense, Daniel MacIvor. Antes, vieram In on it – trabalho de 2010 que lhe rendeu o Prêmio Shell de melhor direção – e, mais recentemente, A primeira vista. Leia mais
25.10.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Na última edição do Prêmio Shell de Teatro, um azarão arrebatou sozinho três troféus. Depois de estrear sem muito alarde e sem grande atenção da imprensa, a montagem de L’illustre Molière terminou 2012 consagrada como uma das melhores do ano. Agora, é a vez do mesmo grupo, a Cia. D’Alma, e a mesma diretora, Sandra Corveloni, voltarem ao universo do grande comediógrafo francês para criar Doente. Leia mais
21.10.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Quer participar de uma aventura?, convidava Aury Porto, ao buscar os atores que fariam O duelo, espetáculo em cartaz no CCSP. A primeira a aceitar a proposta aventureira foi Camila Pitanga. E lá partiram os dois atrás de outros parceiros que topassem largar tudo e, durante meses, se refugiar em cidadezinhas do interior do Ceará. “Eram 15 dias em cada lugar”, conta a atriz. “E lá ficávamos trabalhando, passando um tempo na varanda, conversando no calor, ouvindo grilos e sapos.” Leia mais
15.10.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Mais antiga companhia teatral do mundo, a Comédie-Française volta ao Brasil. Em turnê, que já passou por Montevidéu, Buenos Aires, São Paulo e deve incluir o Rio de Janeiro, a companhia criada por Luís XIV, em 1680, apresenta O jogo do amor e do acaso, texto escrito por Marivaux em 1730, que merece direção do búlgaro Galin Stoev. Leia mais
26.9.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Ele não é dado a reverências. Nem tem muitos pruridos ao lidar com obras que, de tão clássicas, fazem muita gente estremecer. “E por que eu deveria agir de outra maneira?”, questiona o diretor Thomas Ostermeier. “Aquilo que chamamos de clássicos também se alimentaram de outras referências. Shakespeare bebeu em outras fontes, anteriores a ele, para escrever Hamlet.” Leia mais
26.9.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Estados Unidos e Coreia. Egito e Canadá. França e África do Sul. Mas também Índia, Noruega, Argentina. Todos esses países estiveram na rota de Augusto Boal: o mais internacional entre os nossos diretores, o mais afamado homem de teatro que o Brasil já produziu. Leia mais
23.9.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Depois da tempestade, parecia ser o prenúncio da paz. Os últimos dois anos não foram fáceis para o Grupo Galpão. Às portas dos 30 anos de carreira, seus atores resolveram se lançar à ficção realista de Anton Chekhov. Foram atrás de um especialista russo no escritor para dirigi-los. Buscaram e testaram linguagens com as quais tinham pouca familiaridade. “É uma inquietação sem fim”, comenta o ator Eduardo Moreira. “Estamos sempre atrás de desafios e riscos.” Leia mais
23.9.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Um especialista em criar polêmicas. O diretor italiano Romeo Castellucci costuma deixar um rastro de reações passionais por onde passa. Desde 1980, ele choca o mundo com suas peças. Foi assim em sua adaptação de Júlio Cesar, quando trouxe para representar o papel de Marco Antonio um ator com câncer e uma evidente traqueostomia. Manteve-se assim em Tragedia endogonidia – espetáculo que trazia um homem a cortar a própria língua para alimentar uma ninhada de gatos. Leia mais