Crítica teatral, formada em jornalismo pela USP, com especialização em crítica literária e literatura comparada pela mesma universidade. É colaboradora de O Estado de S.Paulo, jornal onde trabalhou como repórter e editora, entre 2010 e 2016. Escreveu para Folha de S.Paulo entre 2007 e 2010. Foi curadora de programas, como o Circuito Cultural Paulista, e jurada dos prêmios Bravo! de Cultura, APCA e Governador do Estado. Autora da pesquisa “Breve Mapa do Teatro Brasileiro” e de capítulos de livros, como Jogo de corpo.
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textos
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16.9.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Não poderia haver título mais apropriado. Ao chamar sua nova coreografia de Triz, o grupo Corpo põe em evidência as dificuldades que encontrou para construir a obra. Foram muitas. “Cheguei a acreditar que não iria acontecer, que não teríamos nada para apresentar quando chegasse a hora”, conta o coreógrafo Rodrigo Pederneiras. “Foi mesmo por muito pouco, por quase nada, por um triz.” Depois de ser visto em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, o trabalho chega ao Teatro Alfa, em São Paulo no dia 20 de novembro. Leia mais
23.8.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Nossa memória é curta. O cronista Ivan Lessa definia bem essa particularidade nacional. Gostava de dizer que, a cada 15 anos, o brasileiro esquece os últimos 15 anos. Mas será possível esquecer Cacilda Becker (1921-1969)? Maria Thereza Vargas, reconhecida estudiosa do teatro brasileiro, acredita que sim. “Corremos esse risco”, diz. “É como se a imagem dela já estivesse se apagando.” Leia mais
19.8.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Cacilda Becker é uma obsessão antiga de José Celso Martinez Corrêa. Desde os anos 1990, o diretor do Oficina se dedica à memória da maior atriz brasileira. Quando resolveu estrear Cacilda!!!, a motivação não era diferente. Mas a multidão nas ruas atropelou a trama que já estava pronta para ir ao palco. Leia mais
14.8.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
A Praça Roosevelt tornou-se o epicentro do teatro alternativo na cidade. Dois dos grupos mais atuantes dessa cena, porém, resolvem agora voltar aos clássicos. Após um hiato de dez anos, os Satyros retornam à tragédia grega com Édipo na Praça, uma versão da obra de Sófocles. Logo ao lado, os Parlapatões também empreendem sua visita aos cânones da dramaturgia. Pela primeira vez, os palhaços encenam um texto daquele que é considerado o mestre da comédia ocidental: Molière. Leia mais
8.8.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
A eleição da APCA – Associação Paulista de Crítcos de Arte – só acontece no final do ano. Mas, como já é costume na entidade, os críticos, em reunião informal, fizeram uma pré-seleção dos indicados para o 1º semestre.
As montagens Folias Galileu e Eu não dava Praquilo receberam o maior número indicações, com três cada uma. Leia mais
Amor. Liberdade. Revolução. São palavras gastas – pelo uso e pelo tempo. São ideias difíceis de apreender. Mas foram essas as linhas condutoras escolhidas pela Cia. do Tijolo para criar seu novo espetáculo.
Cantata para um bastidor de utopias, em cartaz no Sesc Pompeia, baseia-se em um texto de Federico García Lorca: Mariana Pineda. Obra de juventude do poeta espanhol, a peça conta o trágico destino de uma heroína de seu país. No século 19, Mariana foi morta pelo governo do rei Fernando VIII. Seu crime: ter bordado uma bandeira para a causa dos liberais republicanos. E, pior do que isso, ter se recusado a delatar seus companheiros. Leia mais
Naum Alves de Souza nunca deixou de escrever. Ao longo dos últimos anos, o consagrado autor de Aurora da minha vida também continuou a atuar como diretor, conduzindo espetáculos de dramaturgos clássicos e contemporâneos. Com Operação trem-bala, porém, ele volta a fazer algo que as plateias não puderam presenciar nos últimos 15 anos: encena um texto de sua autoria. Leia mais
6.8.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
O Brasil tem muito mais a ver com Franz Kafka do que se poderia imaginar. Sabe-se que o escritor tcheco descreveu situações absurdas, mostrou as armadilhas da burocracia, criticou formas despóticas de poder. Mas não são apenas esses os pontos de contato entre a ficção do autor e o País. Ao menos, não são esses os aspectos que Denise Stoklos resolveu destacar em seu próximo espetáculo. Leia mais
2.8.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Já em cima do palco, depois que as cortinas estiverem abertas, Eva Wilma irá dizer: “Eu não era só bonita. Era uma boa atriz também. Recebi muitos convites pra trabalhar e acabei me transformando numa estrela. Logo veio a televisão e também um pouco de cinema. Fiz alguns filmes, muita televisão e grandes peças de teatro”.
O depoimento não é autobiográfico. Obra de ficção, faz parte do espetáculo Azul resplendor. Mas essas frases guardam tantas semelhanças com a realidade, que essa bem poderia ser uma súmula do percurso da própria intérprete. Prestes a completar 80 anos, Eva também comemora neste ano outra efeméride: seis décadas de carreira. Período em que colecionou uma notável galeria de personagens em peças, novelas e filmes. Leia mais
Ainda que todas as palavras tenham sido usadas, nem tudo foi dito. Ao menos, não de todas as maneiras. O episódio do holocausto já ensejou um sem-número de análises, filmes, livros e peças. Parece ter sido visto por todos os ângulos. Mas algo ali permanece intocado, capaz de instigar novos criadores. “Retomar esses temas revela quanto o ser humano pode tomar rumos absurdos e inusitados”, considera Lee Taylor, diretor do espetáculo Mise en scène: Holoch. “Há alguns anos, o questionamento sobre como se reuniram condições políticas e sociais para que tal acontecimento fosse possível tem sido recorrente, mas obviamente nunca haverá uma resposta satisfatória.” Leia mais