Crítica teatral, formada em jornalismo pela USP, com especialização em crítica literária e literatura comparada pela mesma universidade. É colaboradora de O Estado de S.Paulo, jornal onde trabalhou como repórter e editora, entre 2010 e 2016. Escreveu para Folha de S.Paulo entre 2007 e 2010. Foi curadora de programas, como o Circuito Cultural Paulista, e jurada dos prêmios Bravo! de Cultura, APCA e Governador do Estado. Autora da pesquisa “Breve Mapa do Teatro Brasileiro” e de capítulos de livros, como Jogo de corpo.
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22.7.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Uma romântica. Dessas que não existem mais. Para criar o espetáculo Eu não dava praquilo, o ator Cássio Scapin debruçou-se sobre os poucos registros que conseguiu encontrar sobre Myriam Muniz. Vestígios de uma mulher completamente devotada ao teatro, “que ia muito além do estereótipo de atriz engraçada que guardamos dela”, comenta o intérprete. Leia mais
22.7.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
As manifestações populares que deram o tom à Flip neste ano também reverberaram no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto. Não apareceram em discursos ou análises, como no evento de Paraty. Mas se refletiram em alguns dos espetáculos selecionados para esta edição do FIT. Leia mais
Um festival para São José do Rio Preto. Em sua 13.ª edição, o evento do oeste paulista permanece como o maior e mais importante do gênero no Estado. Mas, assim como já havia demonstrado em anos anteriores, traz poucas novidades para quem não mora na cidade. Não há estreias nacionais. E considerável parcela da programação já foi vista tanto em capitais, como Rio e São Paulo, quanto em outros festivais. Leia mais
20.3.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Ele já foi chamado de “mestre do teatro site-specific”. Afinal, criou peças que se passam em lugares tão inusitados, como os bastidores de uma sala de concerto, um jardim, um museu e até mesmo os cômodos de sua própria casa. A presença constante de elementos tecnológicos nessas criações, também lhe renderam o título de “menos convencional e mais ousado dos autores do teatro escocês”. Leia mais
1.2.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Cibele Forjaz, 43, anda dormindo pouco. Não mais do que quatro horas por noite. A maratona diária, ela conta, não poupa fins de semana, começa logo de manhã e costuma se estender pela madrugada. São ensaios de atores, testes de luz, ajustes de cenário, 30 pessoas trabalhando sem parar para deixar tudo pronto para a estreia de “O Idiota”, uma versão da obra de Dostoiévski que a diretora apresenta a partir de hoje, no Sesc Pompeia.
15.1.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
E um tempo de promessas não cumpridas. Reality shows garantem flagrar a vida real. Relacionamentos virtuais são vendidos como uma maneira de diminuir distâncias – e riscos. Alardeia-se que o teatro tenha restado como resquício de épocas mais delicadas, “arte do encontro” entre ator e público. “Mas o que se apresenta hoje praticamente prescinde da plateia, não é mais do que um simulacro”, acredita Pedro Cardoso. “A possibilidade do encontro está falseada pelo formalismo do negócio em que o teatro se transformou. ”
O artista popular enseja um pouco daqueles versos de Vinicius de Moraes: plasma alguma coisa de triste no porto seguro da sua alegria. Na embolada ou no cordel, por exemplo, cabem dolências. No circo, a figura do palhaço costuma ser o fiel da balança. Quando não está lá, ao intérprete de rosto lavado resta não cair no maniqueísmo fácil. O ator Chico Oliveira assume esse desafio em Incelência, o espetáculo solo no qual atua sem maquiagem ou nariz-vermelho, imerso em referências da cultura e da crença populares. Margem também para o universo do picadeiro sem lona, a banca que o artista monta em praças para compartir suas histórias desde os tempos medievais da humanidade. Leia mais
27.7.2012 | por Maria Eugênia de Menezes
Em sua jornada pelo imaginário social da Colômbia, desde 1984, o Mapa Teatro toca agora numa fratura exposta não só naquela sociedade, mas especialmente nos territórios vizinhos sul-americanos: o narcotráfico. O espetáculo mais recente do grupo, Discurso de un hombre decente, estreou em dezembro de 2011, em Bruxelas, e foi apresentado em terra natal na semana passada, dentro do Festival Iberoamericano de Teatro de Bogotá, seu coprodutor. Leia mais
27.7.2012 | por Maria Eugênia de Menezes
O Brasil recebeu nesta segunda-feira, 20, a Triga de Ouro, a distinção mais importante da Quadrienal de Praga: Espaço e Design Cênico, a PQ11, que se estende até dia 26 na capital da República Tcheca. É a segunda vez que o país é premiado como a melhor representação. A primeira foi em 1995. A Triga de Ouro é uma estatueta que simboliza uma carruagem romana puxada por três cavalos. Leia mais