Jornalista e crítico fundador do site Teatrojornal – Leituras de Cena, que edita desde 2010. Escreveu em publicações como Folha de S.Paulo, Valor Econômico, Bravo! e O Diário, de Mogi das Cruzes. Autor de livros ou capítulos afeitos ao campo, além de colaborador em curadorias ou consultorias para mostras, festivais ou enciclopédias. Doutor em artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, onde fez mestrado pelo mesmo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas.
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textos
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14.1.2016 | por Valmir Santos
“O futuro dos museus está dentro de nossas próprias casas”, prognostica o escritor Orhan Pamuk, autor de O museu da inocência (2008). O romancista turco reivindica a escala humana para as instituições fixadas em narrativas nacionais, de Estado, em detrimento das experiências dos indivíduos que efetivamente a viveram. Ao escrever e dirigir o espetáculo Família museu (Familia museo, 2013), resultado de formação universitária em Buenos Aires, Ariel Zagarese fez uma delicada aproximação da premissa daquele Nobel de Literatura Leia mais
30.12.2015 | por Valmir Santos
A dramaturga, atriz e pesquisadora Nina Caetano dispensa a função de porta-voz que fala pelo outro, em geral um sujeito institucionalizado, e transforma a mudez em ato ressonante. Misto de denúncia e metáfora, a performance O espaço do silêncio prioriza a leitura em vez da palavra falada. Não é ela quem lê, mas os outros Leia mais
11.11.2015 | por Valmir Santos
Como a atriz que alterna manifestações verbal e gestual dos personagens enfrentando o breu com luz de velas, o espectador também tenta se localizar a bordo dos primeiros minutos de La virgen triste, espetáculo que há três décadas faz parte do repertório da Compañía Galiano 108, de Cuba. A montagem de José González não dissimula ao gozar a maturidade artística da equipe, relativizando parâmetros do que é velho ou novo. Leia mais
10.11.2015 | por Valmir Santos
As relações afetivas e sexuais entre indivíduos urbanos ganham um voluptuoso e incisivo ponto de vista masculino em Aquilo que me arrancaram foi a única coisa que me restou. O título é auto-expositivo dos meandros épicos e íntimos da criação do coletivo A Motosserra Perfumada. Leia mais
8.11.2015 | por Valmir Santos
O choque de civilizações é uma teoria segundo a qual os conflitos deste século 21 seriam pautados por identidades culturais e religiosas. Foi o que o economista norte-americano Samuel P. Huntington (1927-2008) projetou em meados da década de 1990. Há quem lhe dê razão, por exemplo, considerando as ações terroristas pelo mundo. Como as reivindicadas por radicais islâmicos e respondidas com a mesma moeda por adversários islamófobos. Em alguma medida, a Companhia Nova de Teatro, de São Paulo também proporciona sua visão de choque de civilizações em Caminos invisibles… La partida (2011). Leia mais
3.9.2015 | por Valmir Santos
José Possi Neto e Christiane Torloni escrevem um capítulo à parte na produção cênica que transita entre Rio de Janeiro e São Paulo. “Nossa relação está se tornando cada vez mais onírica, clássica”, afirma a atriz sobre os 27 anos de palco com o diretor. Leia mais
1.9.2015 | por Valmir Santos
Em Brasília
O encontro do Teatro do Instante com a dramaturgia de Esteve Soler é uma pororoca de deslocamentos. Há uma experiência radical mediando o autor catalão e a cena brasileira que ainda não o conhecia, despontado na Europa, sete anos atrás. Leia mais
27.8.2015 | por Valmir Santos
Em Brasília
O artista cênico carrega consigo filigranas das mutações entre o início e o fim da sessão, ou da apresentação de ontem para a de hoje. Sequelas física e d’alma segredadas por quem vive de construir presenças provisórias e, num estalar de dedos, põe-se alerta à beira do precipício da realidade. Como a de sustentar companhias e utopias autônomas. Leia mais
24.8.2015 | por Valmir Santos
Em Brasília
O espectador brasileiro que conheceu a arte do malinês Sotigui Koyuaté ao longo da década passada, integrado aos espetáculos do inglês Peter Brook (Le costume, Hamlet, Tierno Bokar), notou como a oralidade é primordial aos caminhos do ator e da cena. Leia mais
22.8.2015 | por Valmir Santos
Em Brasília
Craque nos jogos de linguagem que não destronam a palavra, sempre coronária, Heiner Müller aplica em Quarteto diálogos mais próximos da conversação solta, de modo não convencional, do que a estrutura dramática pode sugerir. Nesses diálogos as falas têm efeito cortante e seus enunciadores principais, amantes, transmitem uma consciência de si e do poder manipulador de suas presenças no mundo, reflexos de classe, sem dúvida, e do caráter ambíguo. Leia mais