Jornalista e crítico fundador do site Teatrojornal – Leituras de Cena, que edita desde 2010. Escreveu em publicações como Folha de S.Paulo, Valor Econômico, Bravo! e O Diário, de Mogi das Cruzes. Autor de livros ou capítulos afeitos ao campo, além de colaborador em curadorias ou consultorias para mostras, festivais ou enciclopédias. Doutor em artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, onde fez mestrado pelo mesmo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas.
Leia os 72
textos
dessa ação >
21.8.2015 | por Valmir Santos
Em Brasília
Em Lírios d’água (1987), coreografia inspirada na série em óleo sobre tela de Claude Monet (Les nymphéas), o dançarino Kazuo Ohno flutuava com seu corpo, então octogenário, parar dar a ver as paisagens d’água que capturaram o pintor expressionista no jardim de sua casa. Leia mais
20.8.2015 | por Valmir Santos
Em Itajaí
Um dos paradigmas do texto dramático é a capacidade de expor pontos de vistas. Ao constatar ambiguidades e pluralidades, o observador pode fruir sua leitura, afetar-se. Quando os fios não estão dados, a aventura do espectador resulta, em si, a fricção intertextual que o criador contemporâneo deseja obter, suspendendo os significados e plasmando os significantes. São estes que dão as cartas no espetáculo da Cia. Bruta de Arte Leia mais
20.8.2015 | por Valmir Santos
Em Itajaí
De Esopo a Charles Darwin, estendendo a Franz Kafka e George Orwell, a condição humana encontra na animalidade espelhamentos e contrastes que muito interessam aos campos da investigação e da criação em arte, filosofia e ciência. O espetáculo do coletivo mineiro Pigmalião Escultura Que Mexe explora esse terreno de maneira exasperante. Leia mais
20.8.2015 | por Valmir Santos
Em Itajaí
Quando escreveu a peça A voz humana (1929), o francês Jean Cocteau rebatia quem o acusasse de instrumentalizar seus textos com “estruturas maquinais”. Pois acabara de testar uma pegada mais essencial com um monólogo. Num quarto desarrumado, uma mulher aguarda a ligação telefônica do amante que recém a abandonou. Coube ao dispositivo mediar a oralidade, a escuta, os silêncios e o sentimento amoroso em pedaços. Virou sua obra mais montada ao redor do planeta. Leia mais
20.8.2015 | por Valmir Santos
Em Itajaí
A cultura popular “de raiz”, como se diz, será sempre uma inspiração aos criadores realmente dispostos ao bom combate. Ela não é para os fracos que a veem como atalho facilitador. Não à toa, a tradição brasileira é repleta de autores que a têm pelo viés da comédia pensada e curtida na sofisticação. Basta citar Martins Pena, Artur Azevedo e Ariano Suassuna. Leia mais
19.8.2015 | por Valmir Santos
Em Itajaí
Mestre do ofício, o velho homem de teatro conversa com a bela e jovem protagonista da peça a estrear dali a semanas. Entre o cair da tarde e o anoitecer, eles se vêem ocupando o vazio e silencioso cenário da ficção. A intimidade abre sendas para um diálogo franco. Leia mais
19.8.2015 | por Valmir Santos
Em Itajaí
Vigiar tornou-se um verbo caro aos maniqueísmos operados sobre o imaginário de qualquer cidadão na sociedade do consumo, ora hegemônica. A vida dele dá margem para pensar esta escala ou mesmo aquela dos sistemas autoritários a seco, como retratado no filme A vida dos outros (2006), do alemão Florian Henckel von Donnersmarck Leia mais
19.8.2015 | por Valmir Santos
Em Itajaí
A neutralização do corpo é uma das constantes no teatro pós-dramático. Ele não modula esforço por linhas de emoção ou de identificação. Os atores Denise da Luz e Max Reinert seguem essa percepção à risca em Esse corpo meu? (2014), da Téspis Cia. de Teatro, de Itajaí. Leia mais
19.8.2015 | por Valmir Santos
Em Itajaí
Sob a pele e o espírito da palhaça Mary En, a atriz Enne Marx abre o espetáculo despontando pela porta lateral do teatro, junto à plateia. Sobe ao palco, recebe o foco de luz e aciona um aparelho sonoro para brincar com um jeito diferente de anunciar os três sinais. O público formado por crianças e adultos (estes na maioria) não esboça reação. Leia mais
27.7.2015 | por Valmir Santos
Ela foi servidora da Previdência Social durante 14 anos. Diz que executava bem suas tarefas numa agência da capital paulista, onde nasceu há 49 anos. O salário a satisfazia. Mas o serviço burocrático escudava a resistência em relacionar-se com o outro. Sociabilidade quase zero, inclusive no ambiente de trabalho. Leia mais