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Crítica

O 14ª Festival de Cenas Curtas, cuja principal etapa terminou na noite de domingo e desdobra-se até o próximo fim de semana, proporcionou a quatro grupos convidados criar obras de até 15 minutos dentro do espírito do teatro de pesquisa que pauta as respectivas trajetórias, bem como os 15 anos do encontro organizado pelo centro cultural Galpão Cine Horto. São eles o Armazém Companhia de Teatro, 26 anos, do Rio; o grupo Clowns de Shakespeare, 20 anos, de Natal; a Companhia Brasileira de Teatro, 14 anos, de Curitiba; e o Grupo Espanca!, 9 anos, de Belo Horizonte, a cidade-sede do encontro. Leia mais

Crítica

Acompanhando o Festival de Cenas Curtas pela segunda vez (a primeira foi em 2011), no Galpão Cine Horto, nos convencemos do quão a experiência qualifica o olhar e a escuta do espectador. É um projeto sensibilizador. A maioria dos 200 lugares é ocupada por gente ligada ao universo teatral de Belo Horizonte e de outras regiões mineiras. Notam-se também os cidadãos comuns curiosos pelos experimentos que virão a cada noite. A entrada é franca e o ambiente, francamente festivo. Leia mais

Entrevista

Como muitos de sua geração, que viveu em cena a modernização dos procedimentos de criação e de produção, Renato Borghi, de 76 anos, 55 deles pisando o palco ou o chão não convencional, transformou seu nome em sinônimo de teatro. Foram poucas as incursões pela televisão e cinema do cofundador do Oficina, em 1958, núcleo amador em que cravou sua veia cênica na fase profissional de 1961 a 1972. Leia mais

Crítica

Um extraterrestre amante do teatro ficaria iludido com as proximidades não só geográficas, mas culturais, diante da sequência de autores sul-americanos em cartaz em São Paulo neste setembro. Ao chileno Marco Antonio de La Parra e ao argentino Daniel Veronese, encenados na cidade ao longo do mês, soma-se o peruano Eduardo Adrianzén. O autor nascido em 1964 chega ao país por meio de Azul resplendor. Leia mais

Crítica

O solo Eu não dava praquilo se sobressai ao historiar a vida de Myrian Muniz (1931-2004) e, com ela, rememorar personalidades e situações indicativas da modernização do teatro brasileiro em seu período essencial de consolidação nas décadas 1960 e 1970.

Cassio Scapin, na atuação e coautoria do roteiro, e Elias Andreato, na direção, evitam os tons saudosista ou didático. Vão direto ao ponto: simplesmente dão passagem ao pensamento humanista e à arte que a atriz paulista tomava por sagrada. Leia mais

Crítica

Como dar corpo à meticulosa dramaturgia de subversões ao personagem, ao ator, ao narrador, ao diálogo, ao observador, ao título? Em Circo negro, tudo está em suspenso feito o pisar tenso do trapezista no arame de aço, sob o mar de olhos estupefatos a seus pés. Leia mais

Artigo

Cada um é a soma de signos e atos que carrega em seu mundo desde o primeiro respiro. A palavra, o gesto, o toque, o silêncio e o que as mulheres e os homens fazem deles dizem muito do indivíduo. Conforme Hannah Arendt, em A condição humana, “essa qualidade reveladora do discurso e da ação vem à tona quando as pessoas estão com outras, isto é, no simples gosto da convivência humana, e não ‘pró’ ou ‘contra’ as outras”. As personagens de Sueli Araujo não conseguem estar com ninguém nas peças aqui reunidas. Algumas tentam companhia, mas não vingam plenamente; já se bastam na luta para suportar a própria. São umbilicalmente deslocadas. Desassossegadas consigo, com o outro, com a casa, com a cidade. O anônimo, o vizinho e o consanguíneo são divisados desde a beira do fosso. Uma ponte pênsil imaginária estendida até o lado de lá regula minimamente os acenos, gritos, sussurros, risos, choros. Leia mais

Artigo

Artigo concebido para o programa da Mostra de Repertório Grupo 3 de Teatro, que acontece de 3/9 a 6/10 no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, apresentando A serpenteO continente negro e O amor e outros estranhos rumores – 3 histórias de Murilo Rubião.

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Assim como o drama é movido a conflitos nas ações, estados e efeitos que emenda, o seu resultado também depende da tensão vital entre cena e espectador. Pororoca de ruídos essenciais para que a obra diga a que veio, instaurando sentidos e ressignificações. Leia mais

Crítica

Com frequência, elas são vistas participando ou protagonizando montagens infantojuvenis. Quando contracenam com adultos, não raro roubam a cena. Mas a presença de crianças em Materia prima, na grafia em espanhol, é justamente a substância motriz do projeto singular da companhia La Tristura, de Madri, em turnê inédita pelo Brasil. Leia mais

Crítica

O corpo enquanto documento ganha contornos pungentes na obra do bailarino, ator e coreógrafo Panaibra Gabriel Canda. Ele transpira sua pátria e seus ancestrais em Tempo e espaço: os solos da marrabenta, uma experiência antiespetacular. A economicidade nos elementos de cena relativiza os pesos da mimese e da representação em favor de um manifesto em que o corpo é fala e música e estas o reverberam. Não apartando, naturalmente, o lugar e o coração de sua arte, Moçambique. Os horizontes histórico, político e social vão dar no entroncamento da galáxia corporal, a escala do humano. Leia mais