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Reportagem

Um dos encontros mais afetivos e efetivos em que colaborei, escrevendo críticas ou mediando rodas de reflexão junto a criadores de várias paragens do país, teve sua nona edição adiada por falta de recursos, indiferença dos gestores públicos da cultura, insensibilidade da iniciativa privada e, quem sabe, pelo alheamento da própria categoria e dos estudantes de artes cênicas se não empreenderem alguma forma de reação. Leia mais

Reportagem

No festival da crise de representatividade que sacode o país, o que os corações e mentes da construção simbólica têm a dizer, a conectar com os protestos? Ou subverter em termos da própria representação, como o fazem em arte? O segundo ato do encontro Cultura Atravessa projetou polissemia esperançoso de encontrar os grãos de pólen de sua primavera num efetivo despertar de significância desse campo para a sociedade e a cidadania. Um lugar entre o levante e a relevância. Leia mais

Crítica

Quando a historiografia oficial encontra ou impõe dificuldades para ler as letras sulcadas na folha de papel, o que dirá de imagens, pensamentos e atitudes inscritos na memória ancestral da fala e do corpo do indivíduo e da coletividade? O Teatro Popular de Ilhéus percebe o silogismo em 1789, uma lupa sobre os registros de sua cidade-certidão a desvelar uma daquelas tomadas de consciência pública das quais se faz vistas grossas no retrovisor: a sublevação de centenas de escravos do Engenho de Santana no século XVIII, atual distrito Rio do Engenho, na mesma zona rural. Leia mais

Artigo

Os projetos colaborativos do Teatro da Vertigem são recorrentemente marcados por atuações corais. Há sempre muita gente em cena sobre ou sob o espaço real em que a memória é transpassada pelo tecido ficcional: a igreja, o hospital, o presídio, o rio, a rua. Quando as dramaturgias enfeixam uma figura catalisadora, como em O livro de Jó, de 1995, ou naquela rara criação “intimista” para três atores (e às vezes palco), História de amor (últimos capítulos), de 2006, fica mais evidente divisar o trabalho dos atuadores. Um exemplo. Foi por conta da pungente presença no papel-título do personagem bíblico que Matheus Nachtergaele foi abduzido pela TV e pelo cinema. Coube a Roberto Audio substituí-lo em seu primeiro ano de grupo, em 1998, portanto o princípio do vínculo permanente, até quando escrevemos, com as obras dirigidas ou concebidas desde então por Antônio Araújo, Eliana Monteiro ou Guilherme Bonfanti em procedimentos colaborativos. Leia mais

Reportagem

Dossiê Odin Teatret

20.7.2013  |  por Valmir Santos

No programa do primeiro espetáculo do Odin Teatret, Ornitofilene (Os amigos dos pássaros), de 1964, lia-se: “Nosso teatro não busca entreter nem defender teses. Apenas fazemos perguntas para as quais cada um de nós deve encontrar suas próprias respostas: a arte comprometida não dá respostas precisas, antes formula as perguntas precisas”. Leia mais

Crítica

Eis quando o título já diz tudo: Corinthians, meu amor – Segundo Brava Companhia, uma homenagem ao Teatro Popular União e Olho Vivo. Mas há muito mais por trás do enunciado. O espetáculo do núcleo artístico da zona sul paulistana revisita o texto que nasceu como roteiro em 1966, jamais foi filmado e terminou convertido em peça publicada em livro no ano seguinte, sempre sob autoria do então estudante de direito César Vieira, que ainda teve o tema musical gravado pela cantora Inezita Barroso em disco de vinil compacto de 1970. Leia mais

Reportagem

Encontro que tem demonstrado vocação para discutir, refutar ou inovar o estatuto da representação nas artes cênicas, o Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto expôs na última edição, encerrada no fim de semana, a sua própria crise de representatividade. Leia mais

Crítica

A parceria das companhias Paulicea e do Miolo em Relampião transpõe o mito sertanejo para as pelejas urbanas com agudeza de espírito e licenças poética e histórica que relacionam o cangaço à luta contra injustiça social. Leia mais

Crítica

A sequência de espetáculos que o grupo Timbre 4 cria desde meados da década passada tem como matéria-prima a convivência interpessoal sob o mesmo teto, a casa e o trabalho como espaços de intimidade. Microcosmos velados que o diretor e dramaturgo Claudio Tolcachir dá a ver para além do contexto argentino. Em Emilia, a família mal pisa a nova residência, ainda em mudança, quando o chão se abre e os engole sob o efeito de como cada um tem habitado suas vidas. Leia mais

Crítica

Em Galvarino, a verossimilhança é o norte. Quase tudo aconteceu como narrado e mostrado sob o ponto de vista da Compañía Teatro Kimen. Em cerca de um terço de espetáculo restitui-se por meio de texto, cenografia e atuações um realismo radical como há tempos não víamos em cena. Leia mais