26.9.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Ele não é dado a reverências. Nem tem muitos pruridos ao lidar com obras que, de tão clássicas, fazem muita gente estremecer. “E por que eu deveria agir de outra maneira?”, questiona o diretor Thomas Ostermeier. “Aquilo que chamamos de clássicos também se alimentaram de outras referências. Shakespeare bebeu em outras fontes, anteriores a ele, para escrever Hamlet.” Leia mais
26.9.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Estados Unidos e Coreia. Egito e Canadá. França e África do Sul. Mas também Índia, Noruega, Argentina. Todos esses países estiveram na rota de Augusto Boal: o mais internacional entre os nossos diretores, o mais afamado homem de teatro que o Brasil já produziu. Leia mais
23.9.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Depois da tempestade, parecia ser o prenúncio da paz. Os últimos dois anos não foram fáceis para o Grupo Galpão. Às portas dos 30 anos de carreira, seus atores resolveram se lançar à ficção realista de Anton Chekhov. Foram atrás de um especialista russo no escritor para dirigi-los. Buscaram e testaram linguagens com as quais tinham pouca familiaridade. “É uma inquietação sem fim”, comenta o ator Eduardo Moreira. “Estamos sempre atrás de desafios e riscos.” Leia mais
23.9.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Um especialista em criar polêmicas. O diretor italiano Romeo Castellucci costuma deixar um rastro de reações passionais por onde passa. Desde 1980, ele choca o mundo com suas peças. Foi assim em sua adaptação de Júlio Cesar, quando trouxe para representar o papel de Marco Antonio um ator com câncer e uma evidente traqueostomia. Manteve-se assim em Tragedia endogonidia – espetáculo que trazia um homem a cortar a própria língua para alimentar uma ninhada de gatos. Leia mais
16.9.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Não poderia haver título mais apropriado. Ao chamar sua nova coreografia de Triz, o grupo Corpo põe em evidência as dificuldades que encontrou para construir a obra. Foram muitas. “Cheguei a acreditar que não iria acontecer, que não teríamos nada para apresentar quando chegasse a hora”, conta o coreógrafo Rodrigo Pederneiras. “Foi mesmo por muito pouco, por quase nada, por um triz.” Depois de ser visto em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, o trabalho chega ao Teatro Alfa, em São Paulo no dia 20 de novembro. Leia mais
23.8.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Nossa memória é curta. O cronista Ivan Lessa definia bem essa particularidade nacional. Gostava de dizer que, a cada 15 anos, o brasileiro esquece os últimos 15 anos. Mas será possível esquecer Cacilda Becker (1921-1969)? Maria Thereza Vargas, reconhecida estudiosa do teatro brasileiro, acredita que sim. “Corremos esse risco”, diz. “É como se a imagem dela já estivesse se apagando.” Leia mais
19.8.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
Cacilda Becker é uma obsessão antiga de José Celso Martinez Corrêa. Desde os anos 1990, o diretor do Oficina se dedica à memória da maior atriz brasileira. Quando resolveu estrear Cacilda!!!, a motivação não era diferente. Mas a multidão nas ruas atropelou a trama que já estava pronta para ir ao palco. Leia mais
14.8.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
A Praça Roosevelt tornou-se o epicentro do teatro alternativo na cidade. Dois dos grupos mais atuantes dessa cena, porém, resolvem agora voltar aos clássicos. Após um hiato de dez anos, os Satyros retornam à tragédia grega com Édipo na Praça, uma versão da obra de Sófocles. Logo ao lado, os Parlapatões também empreendem sua visita aos cânones da dramaturgia. Pela primeira vez, os palhaços encenam um texto daquele que é considerado o mestre da comédia ocidental: Molière. Leia mais
Naum Alves de Souza nunca deixou de escrever. Ao longo dos últimos anos, o consagrado autor de Aurora da minha vida também continuou a atuar como diretor, conduzindo espetáculos de dramaturgos clássicos e contemporâneos. Com Operação trem-bala, porém, ele volta a fazer algo que as plateias não puderam presenciar nos últimos 15 anos: encena um texto de sua autoria. Leia mais
6.8.2013 | por Maria Eugênia de Menezes
O Brasil tem muito mais a ver com Franz Kafka do que se poderia imaginar. Sabe-se que o escritor tcheco descreveu situações absurdas, mostrou as armadilhas da burocracia, criticou formas despóticas de poder. Mas não são apenas esses os pontos de contato entre a ficção do autor e o País. Ao menos, não são esses os aspectos que Denise Stoklos resolveu destacar em seu próximo espetáculo. Leia mais