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Nota

Ói Nóis lança ‘Cavalo Louco’ nº 14 e mostra dois processos

27.8.2014  |  por Teatrojornal

A edição numero 14 da Cavalo Louco – Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz foi lançada no último dia 25 na Terreira da Tribo, em Porto Alegre. A publicação semestral que veicula reflexão sobre a prática teatral é a única do gênero com periodicidade regular no sul do país. Sua distribuição é nacional e gratuita.

Naquela noite foram apresentados dois trabalhos pedagógicos em processo de criação no grupo. Um deles ligado à Oficina Popular de Teatro do bairro São Geraldo, orientada pela atuadora Marta Haas, com a apresentação do exercício cênico Quanto mais gente souber melhor. O segundo constitui monólogos selecionados da peça Os convalescentes, da disciplina de interpretação “A” da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo orientada por Paulo Flores. Ambos os trabalhos têm como tema os anos de chumbo no Brasil.

Capa da revista edita pelo Ói Nóis

Leia a seguir o editorial da mais recente Cavalo Louco:

“Caros amigos, queremos dividir com vocês nossa alegria em termos estreado em setembro do ano passado nosso mais novo espetáculo de Teatro de Vivência: Medeia vozes, que parte da novela da escritora alemã da antiga RDA Chirsta Wolf, além de fragmentos de textos e depoimentos de diversos autores e autoras.

Passados alguns meses da estreia, aproveitamos esta edição da nossa revista para compartilhar alguns artigos que trazem reflexões sobre este trabalho: Medeia vozes: Por uma revivência do trágico [Entre o não-Lugar e a utopia] de Carla Melo; Chamando a mulher bárbara: Trânsitos entre exílio e memória, de Paola Mallmann; e Medeia: do mito até Medeia vozes, de Jorge Arias. Trazemos também o artigo Quando Heiner Müller relê a Grécia de Leonardo Munk e vozes/tragédia, de Gilson Motta, que participaram do seminário Tragédia e a Cena Contemporânea que realizamos em setembro do ano passado.

Trazemos também os artigos Publicações em revista, de Maria Lúcia de Souza Barros Pupo; Festivais como potencializadores do convívio teatral, de Michele Rolim; O legado artístico de Lino Rojas, de Valmir Santos; e Elfriede Jelinek… Deixem a obra falar, de Pascal Berten. A seção Magos do Teatro Contemporâneo traz o artigo A presença de Joseph Chaikin. Dagoberto Feliz compartilha as experiências do Grupo Folias d’Arte de São Paulo e Hamilton Leite da Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrais de Porto Alegre.

Esta edição da Cavalo Louco é dedicada à memória de Nico Nicolaiewsky, músico, compositor e ator, reconhecido pelo personagem Maestro Pletskaya, do espetáculo Tangos & Tragédias, que realizou durante 30 anos com Hique Gomez. Para homenageá-lo, publicamos o texto O Adeus a Nico Nicolaiewsky, O Maestro Pletskaya de Tangos e Tragédias de Newton Pinto da Silva. Para finalizar, fechamos a revista com o poema Representação de passado e presente em um, de Bertolt Brecht.”

Mais informações no site da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, aqui.

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