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Paris – “Isso não é uma fábula. A ilha do ouro realmente existe? Onde ela está? Desta vez está em águas japonesas. Sim, ela existe. Não é a primeira vez. Já existiu (e existirá novamente) mais de uma vez na longa crônica de nossos Astros e Desastres. Sempre que o mundo está perto da autodestruição, muitos defensores da esperança, nada loucos, lutam para encontrar a arca ou o navio. Vamos à Ilha, parece um exílio, é um refúgio e um recomeço.”

Assim escreve a poeta e dramaturga franco-argelina Hélène Cixous no texto Rápido, uma ilha!, como parte do programa de L’île d’or, Kanemu-Jima (A ilha do ouro, Kanemu-Jima), mais recente criação coletiva do Théâtre du Soleil, de Paris.

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Uma família é completamente perturbada com a chegada de um mendigo piedoso, acolhido pelo rico viúvo Orgon. O encontro com o desconhecido lhe dá um novo sentido à vida: um desapego material e espiritual. Em contrapartida, causa uma cegueira absoluta em relação às intenções deste que se passará por confidente e conselheiro austero para, então, seduzir sua atual esposa, evocar os ressentimentos do filho e herdar todos os bens do anfitrião. O enredo de Le Tartuffe ou l’hypocrite, O Tartufo ou o hipócrita, não deixa dúvidas: estamos diante de uma peça do dramaturgo, ator e diretor francês Jean-Baptiste Poquelin, mundialmente conhecido como Molière (1622-1673). Escrita em 1664 e censurada logo após a estreia pelo rei Luís XIV (1638-1715) – sob a justificativa de críticas a falsos devotos –, a primeira versão do texto, em três atos, foi a escolhida pela trupe Comédie-Française para a abertura da temporada de espetáculos e ações em homenagem aos 400 anos de batismo do escritor, celebrado no dia 15 de janeiro. A data de seu nascimento ainda é desconhecida, todavia, sabe-se que a companhia, um teatro estatal, nasceu sete anos após sua morte.

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O Grupo Cultural Yuyachkani acaba de completar meio século de teatro e parte de sua memória, ela mesma uma genealogia da história recente do Peru, será compartilhada na Bienal de São Paulo, a partir de setembro. A ideia é mostrar de forma aberta e performativa documentos, imagens, revistas, apostilas, vídeos, fotografias e outras referências quanto às peças, ações de rua, oficinas e seminários realizados desde 19 de julho de 1971.

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As obras latino-americanas e ibero-americanas listadas na programação do Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília deste ano guardam reminiscências indiretas ao 1º Festival Latino-Americano de Teatro e Cultura, o Flaac, ousado certame artístico-cultural – e multifacetário – realizado na capital do país em 1987, na esteira da chamada redemocratização. À época, as áreas de teatro e dança dividiram espaço com artesanato e arte popular, arte educação, artes plásticas, cinema e vídeo, fotografia, literatura, música e grupos folclóricos, além incorporar seminários. As artes da cena elencaram grupos da Argentina, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Uruguai e Venezuela, além de representantes locais e de outros Estados.

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Cena de imersão

1.12.2020  |  por Teatrojornal

O Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília, que abre hoje, e o Brasil Cena Aberta, festival em São Paulo convertido em ato, a partir de amanhã, vêm à luz no nono mês da pandemia com edições especiais. Acontecem online e emanam a mesma atitude que os moviam em tempos presenciais nas respectivas gerações, o primeiro na casa dos 25 anos e o segundo em seu ano 2.

Afinal, qual a extensão de um ato? Setenta e duas horas? Onze dias? Um átimo?

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Como todo outubro em São Paulo, a Mostra Internacional de Cinema reserva interfaces com as artes cênicas em seu vasto panorama global. Pela primeira vez as exibições serão em ambiente online, uma plataforma própria, ou em espaços drive-in. Em 2009 o festival foi dos pioneiros ao levar parte do conteúdo para a internet, mas a escala atual muda paradigmas sem precedentes sob pandemia viral.

Dentre os 198 filmes desta 44ª edição, de 22 de outubro a 4 de novembro, relacionamos títulos que envolvem direta ou indiretamente aspectos do circo, da performance e do teatro. Há transposição de peça, cinebiografia, atriz assinando longa-metragem, teatrólogo se indagando sobre como agir politicamente nos dias de hoje, atores de grupo no elenco de uma obra ou outra, palhaço encantando a adolescência no sertão, enfim, experiências que guardam algum atravessamento com as artes da presença. Seja nas películas, seja no percurso de seus artistas.

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Para além da pandemia, conjecturou a atriz e dramaturga, existe uma situação extremamente instável na maneira como os artistas sobrevivem ao longo da história do Brasil. Grace Passô falou durante a mesa virtual que abordou as “Novas teatralidades e estratégias para a existência do teatro”. Afinal, a quem as artes vivas se destinam e quem detém os meios para fazê-las, seguiu problematizando. Ato contínuo, lançou a pergunta-ensaio que pode ser considerada determinante para um balanço do que foi dito e pensado durante o Seminário CPT 2020, realizado nas manhãs dos três primeiros dias de setembro, no marco das atividades de relançamento do Centro de Pesquisa Teatral do Sesc SP. Grace indagou: “Os legados são delegados a quem?”.

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