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Entrevista

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A 5ª edição do Glossário de termos e expressões para uso no Exército, de 2018, traz duas menções à arte milenar do teatro, não necessariamente honrosas. A primeira delas define “teatro de guerra” como “Espaço geográfico, terrestre, marítimo, aeroespacial e cibernético que seja ou possa ser diretamente envolvido nas operações militares de uma guerra”. Já o verbete “teatro de operações” é compreendido, por extensão, como a “condução de operações militares de grande vulto, para o cumprimento de determinada missão e para o consequente apoio logístico”. Na portaria anterior, de 2009, o Ministério da Defesa, o Exército Brasileiro e o Estado-Maior do Exército, organizadores desse manual de campanha, ainda não haviam acolhido em suas concepções, conceitos operativos e táticas o entendimento da cibernética, ciência que, diz o dicionário Houaiss, “tem por objeto o estudo comparativo dos sistemas e mecanismos de controle automático, regulação e comunicação nos seres vivos e nas máquinas”. Esses jargões invasores do campo das artes da cena poderiam ser a ponta do iceberg da empreitada do Tablado de Arruar, grupo de São Paulo que chega aos 20 anos disposto a decodificar o que está em jogo na subserviência das Forças Armadas ao bolsonarismo, ou vice-versa.

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A rigor, desde a quinta série a poeta e ensaísta Leda Maria Martins aprendeu como a força bruta também se impõe por meio de ações, gestos, imagens, silenciamentos e outras formas pensantes. Alguns de seus professores foram “desaparecendo” da sala de aula à medida que expressavam consciência crítica sob o tacão da ditadura civil-militar. Como contraponto a essa e a outras opressões, combatidas vida adentro, a estudante de escola pública nascida no Rio de Janeiro e crescida em Belo Horizonte teve sua formação humanística forjada nas culturas do samba carioca e do reinado/congado mineiro, fontes primárias benzidas pela mãe, Alzira  Germana  Martins, coroada Rainha de Nossa Senhora das Mercês por iniciativa dos membros da Irmandade de Nossa  Senhora do Rosário do Jatobá.

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“Você vê os gregos: o Pégaso, o cavalo que voa, é o símbolo da poesia. Nós deveríamos botar antes, como símbolo da poesia, a galinha ou o peru – que não voam. Ora, para o poeta, o difícil é não voar, e o esforço que ele deve fazer é esse”, declarou João Cabral de Melo Neto em 1966, mesmo ano da publicação de A educação pela pedra. Numa das passagens da alentada entrevista a seguir, a encenadora Maria Thais cita o escritor pernambucano para elucidar o caráter sertanejo que mora em si, natural de Piritiba, na região da Chapada Diamantina, sertão baiano.

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A crítica e ensaísta Mariangela Alves de Lima nasceu em São Paulo há 70 anos, no bairro central da Bela Vista. Por volta dos 6 anos os pais se mudaram para Piracicaba, no noroeste paulista, onde frequentou escola pública fundada em 1897 e então denominada Instituto de Educação Sud Mennucci, homenagem ao professor, jornalista e crítico literário formado no mesmo estabelecimento. Aos 17, ela fez o trajeto de volta para cursar jornalismo na Escola de Comunicações e Artes, a ECA, da Universidade de São Paulo, também pública. Na metade do caminho migrou para a graduação em teatro com foco em teoria e margem para a prática da crítica – equivalente hoje ao Departamento de Artes Cênicas, o CAC. Leia mais

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Décio revisitado

11.8.2017  |  por Fernando Marques

Pude entrevistar o crítico e historiador teatral Décio de Almeida Prado (1917-2000) em três ocasiões. A primeira delas foi quando se completavam cem anos da morte de Alexandre Dumas Filho (1824-1895), autor da célebre A dama das camélias, peça que em meados do século XIX agitou a cena francesa ao misturar passionalidade romântica à franqueza realista. Leia mais

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A primeira edição do Festival Internacional de Máscaras do Cariri, o Fimc, de 7 a 11 de dezembro, corresponde a novo capítulo de arte e de cultura na região do sul cearense delineada por 32 cidades. Numa delas, a do Crato, fica o endereço da Beatos, organização não governamental idealizadora do evento.

Cidadã cratense, Dane de Jade é gestora cultural articuladora da ONG formalizada em 2010. A inspiração para criar um encontro com esse perfil veio do Canadá, via Festival Internacional de Máscaras de Quebec Leia mais

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Na noite em que completou 86 anos, em 12 de dezembro passado, Antunes Filho foi ao teatro vestindo camiseta branca. Estampava no peito palavras de Fernando Pessoa, leia-se Álvaro de Campos, em Tabacaria: “Tenho em mim todos os sonhos do mundo”. Na ocasião, já ensaiava Blanche, que entraria em cartaz dali a 103 dias. Leia mais